Quatro bairros de Aracaju têm alto risco para infestação do Aedes aegypti

Realizado entre os dias 4 e 8 de maio, o levantamento identificou crescimento progressivo da infestação ao longo do ano.

Os dados reforçam a necessidade de atuação intensificada nessas localidades, especialmente diante da aproximação do período mais chuvoso. (Foto: Prefeitura de Aracaju)

O avanço da infestação do Aedes aegypti em Aracaju acende um alerta para a necessidade de mobilização coletiva no combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulgou nesta terça-feira, 19, o resultado do terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, que apontou índice geral de 1,9%, classificado como médio risco para possíveis surtos de arboviroses.

Realizado entre os dias 4 e 8 de maio, o levantamento identificou crescimento progressivo da infestação ao longo do ano. Em janeiro, o índice foi de 0,9%; em março, 1,2%; e agora, em maio, chegou a 1,9%, mais que dobrando no acumulado do período. O estudo funciona como ferramenta estratégica para direcionar as ações de combate ao vetor em toda a capital. Dos 42 bairros avaliados, 18 apresentaram baixo risco, 26 ficaram em médio risco e quatro registraram alto risco para infestação: Cirurgia, com índice de 9,4; Cidade Nova, com 6,5; Santo Antônio, com 4,5; e Grageru, com 4,0. 

Os dados reforçam a necessidade de atuação intensificada nessas localidades, especialmente diante da aproximação do período mais chuvoso. O levantamento também identificou os principais focos do mosquito. Lavanderias, caixas d’água destampadas, tonéis e recipientes para armazenamento de água representam 40,4% dos criadouros encontrados. Já vasos e pratos de plantas, ralos, lajes e sanitários em desuso correspondem a 39,9% dos focos. Entulhos, pneus, calhas e resíduos sólidos também seguem entre os principais ambientes favoráveis à proliferação do vetor.

A coordenadora da Vigilância em Saúde da SMS, Duanne Marcele, explicou que fatores climáticos e o armazenamento doméstico de água têm contribuído diretamente para o aumento da infestação. “Os meses de março e abril marcam o início do período de chuvas em Sergipe, cenário que favorece o acúmulo de água e acelera o ciclo reprodutivo do mosquito. Vale ressaltar que nos últimos meses a população está armazenando água para compensar o desabastecimento que vem acometendo vários bairros da capital sergipana”, observou. Ela ainda enfatiza que “o desabastecimento tem levado moradores a armazenarem água de forma improvisada, criando ambientes propícios para o desenvolvimento do Aedes aegypti”.  

Como resposta imediata aos índices elevados, a SMS intensificou as ações nos bairros com maior incidência. As equipes de combate às endemias atuam em regime de mutirão nos quarteirões mais críticos dos bairros Cirurgia, Cidade Nova e Grageru. Também foram realizados bloqueios nos bairros Santo Antônio, Porto Dantas e Suíssa, com reforço integrado entre equipes regionais. Além disso, já estão programados novos mutirões: no dia 23 de maio, no bairro Cirurgia, e no dia 30 de maio, no Cidade Nova, ambos com participação de mais de 20 agentes.

Entre março e abril deste ano, os agentes de combate às endemias realizaram 82.590 visitas domiciliares, vistoriaram 1.662 pontos estratégicos e executaram 168 tratamentos focais com larvicida e 53 tratamentos perifocais com inseticida residual. O fumacê costal também foi utilizado em 28 áreas de difícil acesso, alcançando 434 quarteirões e 23.862 imóveis. No mesmo período, Aracaju confirmou 13 casos de dengue, seis casos de chikungunya e não houve registro confirmado de zika vírus.

Responsabilidade compartilhada

A Prefeitura de Aracaju reforça que o enfrentamento ao mosquito também depende da participação ativa da população. Medidas simples, como eliminar água parada, vedar reservatórios, limpar calhas e ralos, descartar corretamente o lixo e permitir a entrada dos agentes de saúde nas residências, são fundamentais para interromper o ciclo de proliferação do vetor e reduzir os riscos de transmissão das arboviroses.

Fonte: Prefeitura Municipal de Aracaju

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