Sergipe mantém vacinação de adolescentes sem comorbidades

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Secretária de Saúde, Mércia Feitosa, confirma continuidade da vacinação de adolescentes sem comorbidade em Sergipe (Foto: SES)

O Estado de Sergipe irá manter a vacinação contra a covid-19 de adolescentes sem comorbidades, mesmo após o anúncio o Ministério da Saúde na última quinta-feira, 16, suspendendo a imunização para adolescentes sem comorbidades com idade entre 12 a 17 anos.

A decisão aconteceu nesta sexta-feira, 17, após reunião entre a Secretaria de Estado da Saúde e os secretários de saúde dos 75 municípios sergipanos. “Durante a reunião avaliamos item a item da própria nota do Ministério, nós não encontramos premissas suficientes para interrupção. Nós iremos sim dá continuidade, com todo cuidado, com aplicação exclusiva da vacina Pfizer. As famílias que já vacinaram seus adolescentes podem ficar tranquilas, as reações que o Ministério colocou corresponde a 0,07% do universo de vacinados, por isso, optamos pela manutenção da vacinação”, afirma Mércia Feitosa, secretária de Estado da Saúde.

A gestora informou ainda que o Ministério da Saúde não enviou ainda para Sergipe, doses para o reforço (terceira dose) e nem para os adolescentes. As vacinas utilizadas nesses grupos são dos próprios municípios que têm doses armazenadas e já estão com uma boa cobertura vacinal de adultos.

“Têm municípios que estão com uma alta taxa de cobertura vacinal e está com dificuldade de acessar esse público adulto, por negação e recusa das pessoas, e eles tinham vacina na geladeira, e nesse momento de pandemia não temos porque ficar com essas vacinas represadas. Então se esse município tem uma cobertura suficiente, não está conseguindo avançar, ele vai avançar em outra população que é preciso vacinar. Não estamos falando de óbitos ou internação, estamos falando da quebra da transmissão, pessoas sem comorbidade podem transmitir, por isso a continuidade da vacinação”, enfatiza.

A secretária informou ainda que a prioridade passada aos municípios é a vacinação da população adulta, em especial dos idosos.

Por Karla Pinheiro

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