Sindimed entrará com ação judicial para garantir rapidez na vacinação

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Sindicato entende que vacinação poderia ser mais célere (Foto: Marcelle Cristinne)

O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) divulgou uma nota no último domingo, 28 de fevereiro, lamentando a lentidão na vacinação no Estado e na capital, e pedindo mais celeridade ao Governo do Estado e a Prefeitura de Aracaju. O sindicato informa que irá ingressar com uma ação judicial para que os gestores mudem a forma de vacinação em Sergipe, garantindo assim a celeridade da vacinação.

Na nota o sindicato aponta que muitas cidades brasileiras passaram o sábado, 27, vacinando sua população em espaços públicos, enquanto que na capital não havia nenhum ponto de vacinação.

”Diante desta apatia, sabendo do aumento do número de casos graves em nosso Estado e que cada dia e cada pessoa vacinada é importante no combate à pandemia, podendo significar menos pessoas com evolução grave da doença e óbitos; solicitamos de forma veemente ao Governador e ao Prefeito da nossa Capital, que ampliem o número de postos de vacinação, ampliem o número de equipes vacinação, ampliem o horário de vacinação, usando estratégias bem sucedidas em nosso país. Não queremos festas em parques, mas sim que a população seja vacinada o mais rápido possível”, diz a nota.

Confira na íntegra a nota do Sindicato dos Médicos (Foto: Sindimed)

O sindicato aponta ainda que o Estado já deveria ter vacinado um quantitativo maior de pessoas. Por conta da demora na vacinação e por entender seu papel fiscalizador, o Sindimed informou que irá encaminhar aos Ministérios Públicos a preocupação e as sugestões da entidade, e que entrará com uma ação judicial.

“Concomitantemente entraremos com uma ação judicial pedindo que os nossos governantes mudem suas estratégias de vacinação em nosso Estado, com possível responsabilidade sobre casos de grupos de pessoas que por ventura não foram vacinados por falta desta celeridade, como idosos e profissionais de saúde, caso desenvolvam formas graves da doença ou até óbito”, diz o sindicato na nota.

Aracaju

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que o que tem impedido a totalização da imunização entre os profissionais de saúde é a alta taxa de absenteísmo, ou seja, o não comparecimento destes profissionais, majoritariamente oriundos da iniciativa privada, à vacinação previamente agendada.

“Este índice chegou ao patamar de 52,9%, e significa que, apesar de o Município ter disponibilizado 5.691 doses de vacinas entre os dias 13 e 24 deste mês, apenas 2.681 profissionais compareceram para receber a dose do imunizante”, diz a nota.

A vacinação contra o novo coronavírus em profissionais de saúde, segundo a SMS, segue as listas enviadas pelas próprias unidades. Os nomes são publicados no portal da Prefeitura e enviados para os Ministérios Públicos Estadual e Federal, a fim de que o processo tenha o máximo de transparência possível. A partir desta segunda-feira, dia 1°, os profissionais de saúde podem solicitar imunização por meio de cadastro on-line, disponível no site da Prefeitura de Aracaju.

Ainda segundo a nota, em Aracaju, são registrados 32.381 profissionais, o equivalente a cerca de 50% dos profissionais de saúde de todo o estado, já que é na capital que se concentra a maior rede de equipamentos de saúde. Aracaju recebeu 23.639 (73%), que é a meta vacinal, e até o momento, foram imunizados 15.086 profissionais, ou seja, 63,8% da meta determinada pelo Ministério.

Governo

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou nota informando que o ritmo de vacinação é responsabilidade dos municípios, e que a SES vem dialogando com gestores municipais questões como as estratégias que estão sendo aplicadas nos territórios, a cobertura vacinal e a necessidade de dar celeridade à vacinação, ampliando suas equipes de saúde, dias e horários de vacinação.

“Nós temos know-how, conferido pelas tantas campanhas de imunização já realizadas ao longo dos anos, então, não justifica que alguns municípios retardem o processo de imunização”, disse Mércia Feitosa, secretária de Saúde.

Por Karla Pinheiro

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