Surto de dengue e chikungunya em bairros da capital preocupa SMS

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Segundo a pasta, alguns bairros da capital têm apresentado um surto das doenças. São eles: Bugio, Dezoito do Forte, Santo Antônio, Palestina, Jardim Centenário e Luzia. (Foto: Agência Brasil)

A partir de março deste ano as notificações de dengue e chikungunya tiveram um aumento bastante significativo, o que tem deixado a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) preocupada. Segundo a pasta, alguns bairros da capital têm apresentado um surto das doenças. São eles: Bugio, Dezoito do Forte, Santo Antônio, Palestina, Jardim Centenário e Luzia.

“Essas áreas da cidade estão com um quadro crescente de elevação dos casos das doenças”, salienta Jeferson Santana, coordenador do Programa de Controle de Endemias. Segundo ele, os números de casos notificados de dengue e chikungunya vinham em queda no início do ano. Mas a partir de março começou um aumento gradual dos casos das doenças.

“Com a pandemia, nós tivemos mudanças em nossas ações. Deixamos de realizar a vistoria dentro das residências. Nossas visitas passaram a ser externas, com o intuito de orientar a população”, afirma Jeferson. Segundo dados da SMS, entre janeiro e abril houve uma média de 38 casos notificados de dengue. Já entre maio e o início de julho esse número saltou para 100. No mês de maio houve o registro de 72 casos de dengue, e no mês de junho o total ficou em 218. Até o dia 9 deste mês a SMS contabiliza mais 10 casos de dengue.

Em relação aos números da doença por bairro, o boletim da SMS de 8 de julho indica que número de casos de dengue preocupa nos bairros Bugio (57), Santo Antônio (19), Dezoito do Forte (18), Jardim Centenário (23), Luzia (12). Além de Santos Dumont (27) e Porto Dantas (27).

Para evitar que os casos continuem numa crescente, Jeferson afirma que a SMS tem coordenado mutirões nos bairros onde o surto já foi identificado. “Recentemente nós tivemos uma ação no bairro Bugio. Além do mais, estamos disponibilizando o fumacê costal para dedetizar alguns locais pontuais onde há essa grande incidência da doença”, destaca. “É importante também a população se conscientizar e evitar deixar água parada para evitar a proliferação do mosquito”, completa.

por João Paulo Schneider 

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