Trabalho de identificação de vírus do aedes aegypti começa em Sergipe

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O trabalho de isolamento e identificação dos vírus das arboviroses dengue, zica e chikungunya, com a captura do mosquito Aedes aegypti começaram na região do Sertão (Foto: ASN)

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Laboratório Central de Sergipe (Lacen), começou no último dia 16, o trabalho de isolamento e identificação dos vírus das arboviroses dengue, zica e chikungunya, com a captura do mosquito Aedes aegypti na região do Sertão. O objetivo é o de identificar aqueles que estão em circulação, com vistas a oferecer subsídios à Atenção Hospitalar e à Atenção Básica na organização do cuidado ao paciente.

O trabalho consiste na captura do vetor na fase adulta, que tem seu organismo submetido, em laboratório, ao mesmo processo feito no sangue humano, com a técnica de PCR a partir do isolamento do vírus. Com isso, são identificados aqueles que estão circulando no território naquele momento. “No campo da Vigilância Epidemiológica este é um trabalho importante uma vez que estávamos com dificuldade de fazer o isolamento dos vírus das arboviroses no humano”, informou a gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá.

O trabalho consiste na captura do vetor na fase adulta, que tem seu organismo submetido, em laboratório, ao mesmo processo feito no sangue humano, com a técnica de PCR a partir do isolamento do vírus (Foto: ASN)

O trabalho começou pelo Sertão, alcançando os municípios de Monte Alegre e Nossa Senhora da Glória, captura do vetor marcada para a próxima terça- feira, 23,  mas a pretensão é de estendê-lo a outras regiões do estado, conforme salientou Sidney Sá, enfatizando que a região sertaneja vem sinalizando maior número  de casos de dengue notificados e confirmados, inclusive com o registro de um óbito.

“É um trabalho relevante porque ao saber quais são os vírus em circulação no território, a gestão estadual pode dar suporte mais qualificado os municípios na tomada de decisão no que diz respeito ao cuidado ao paciente, a partir de informações concretas, fidedignas. É importante também para subsidiar as ações de campo, porque o município sabendo que ele está com circulação de dois ou três vírus do Aedes, exclusivos ou não da dengue, ele planeja e organiza o combate ao vetor com mais eficiência”, destacou a gerente do Núcleo de Endemais.

Sidney Sá lembrou que no estado já circulou, ou pode ainda circular, três arboviroses distintas, com sintomatologia clínica de muita semelhante, mas que traz problemas diferentes à saúde das pessoas que são: dengue, com alta taxa de letalidade; zica vírus, que causa a microcefalia e a chikungunya, que deixa os pacientes debilitados por algum tempo.

A gerente do Núcleo de Endemias informou que o trabalho é feito em parceria com o Laboratório de Parasitologia da Universidade Federal de Sergipe, estando a frente da ação a professora Roseli Lacorte, e o Laboratório de Entomologia, do Laboratório Central de Sergipe.

Fonte: ASN

 

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