Moradores da Passarela do Caranguejo reclamam de festas na Cinelândia

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Populares reclamaram sobre poluição sonora, falta de segurança e suposto comércio de drogas.(Fotos: Portal Infonet)

Moradores da Passarela do Caranguejo, em Aracaju, estiveram no Ministério Público Estadual, nesta segunda-feira, 17, para falar sobre problemas com eventos irregulares que acontecem no estacionamento da Cinelândia. Os populares reclamaram sobre poluição sonora, falta de segurança e suposto comércio de drogas.

De acordo com os moradores, a situação ocorre há mais de um ano aos domingos, sem horário definido, além do uso dos chamados ‘paredões’. “Eu já precisei sair de casa e ir para um hotel porque era impossível dormir. Esse tipo de festa não tem regulamentação e costuma começar à tarde e seguir até altas horas da madrugada”, alerta Lealdo Freitas, que mora na região há cerca de 28 anos.

Tenente Adrianno Freitas

A Polícia Militar alegou que costuma atuar na área, mas não tem efetivo suficiente para atender a demanda, principalmente por conta da falta de regulamentação. “Há cinco semanas estamos realizando diligências sucessivas e de alguma forma inibiu a situação. O problema é que quando a viatura se desloca do local para atender outra ocorrência, por cerca de 30 minutos ou uma hora, é o momento em que outras pessoas chegam ao local para perturbar o sossego da vizinhança”, disse o tenente Adrianno Freitas, do Batalhão de Policiamento Turístico. Segundo o tenente, ainda nesse último domingo, 16, ocorreu uma prisão em flagrante e mais de 10 autos de infração por estacionamento irregular na Cinelândia.

Promotoria

O responsável pela audiência pública foi o promotor Eduardo Lima, da Promotoria de Justiça do Controle Externo da Atividade Policial. Além dos moradores, ele acionou órgãos como as polícias Militar e Civil,  Empresa Municipal de Serviços Urbanos, Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju, Secretaria de Saúde e a Secretaria de Patrimônio da União. Esta última é a responsável pela área, que é federal. “A ideia é que possamos somar os órgãos para fazer operações conjuntas”, explicou o promotor Eduardo Lima. E reforçou: “Vamos abrir quantos inquéritos forem necessários para resolver o problema”.

por Jéssica França

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