A globalização na economia

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Desde os primórdios de nossa história, o movimento dos povos mostra que a economia dos países sempre dependeu do que ocorre além de suas fronteiras. Os fenícios, os gregos, os romanos marcaram suas ações por dominarem os países vizinhos.

 

Os europeus, também, tiveram que dirigir suas ações para além de suas fronteiras para se tornarem mais fortes. A conseqüência de tudo isto foi o descobrimento e colonização da América, da Austrália e de partes da Ásia e da África.

 

O que dizer então de hoje, que os meios de comunicação e de locomoção atingiram estágio inconcebível naquela época?

 

No mundo de hoje, a economia tem um poder tão grande quanto as forças bélicas. Os países subdesenvolvidos e emergentes são dependentes economicamente dos países desenvolvidos. O desenvolvimento desses países depende das políticas praticadas pelos países desenvolvidos.

 

Além da invasão do Iraque pelos Estados Unidos, que provocou um tremendo impacto nos mercados financeiros de todo o mundo, o aquecimento de sua economia provocou a alta dos juros que resultou para o Brasil e demais países emergentes o escasseamento dos recursos externos, tão necessários ao desenvolvimento desses países.

 

Num mercado de bom humor tudo fica calmo, mas a reação do povo iraquiano às forças de ocupação, os atos terroristas e a dúvida quanto ao estoque nos Estados Unidos elevaram o preço do petróleo, o que contribui para piorar os humores do mercado.

 

No caso do Brasil, a alta do risco, em função da globalização, deve-se a fatores externos. Se analisarmos a solvência interna e externa, todos os indicadores estão hoje em melhor situação do que a um ano. O superávit primário está acima do foi projetado, a relação entre dívida pública e o PIB está caindo, o saldo da balança comercial é muito maior do que o do ano passado. Sinais de reaquecimento de nossa economia já se fazem sentir. Mesmo assim, porém, as captações de recursos externos para rolar as dívidas e financiar investimentos, tanto pelo governo quanto pelo setor privado, são difíceis, porque o Brasil, como todo país emergente, não é prioridade para os agentes financeiros internacionais.


Edmir Pelli é aposentado da Eletrosul e articulista desde 2000
edmir@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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