Entrecortada por braços de rios – Sergipe, Poxim e Vaza-Barris –, a capital sergipana, Aracaju, reserva bons passeios para quem quer curtir o verão e o carnaval unindo o tradicional binômio sol-mar, mas visitando museus, percorrendo o centro histórico e, claro, uma boa parada para banho em ilhas fluviais.
Com uma população de mais de 649 mil (Estimativa IBGE 2018), boa infraestrutura hoteleira e restaurantes de primeira, cerca de 20km de praia, e pertinho de roteiros que integram a capital do interior do Estado, Aracaju resguarda para o turista que a escolhe como destino um dos museus mais visitados do Nordeste: o Museu da Gente Sergipana, além do Centro Cultural de Aracaju e o Palácio-Museu Olímpio Campos. Também um complexo de três mercados que devem ser visitados, tamanho a quantidade de itens, cores, cheiros e gostos.
Os bairros Atalaia e Coroa do Meio são onde se concentram as principais redes hoteleiras da capital sergipana, bem como infraestrutura suficiente para conhecer a capital. Entre a terceira e segunda etapa da orla, num conglomerado de quase 6km ficam hotéis de grande porte. Na primeira etapa, denominada de Passarela do Caranguejo, há confortáveis pousadas e hotéis para chamar de seu nesta temporada de verão.
O hype da temporada sergipana é a praia da Cinelândia, chamada pelos frequentadores de Cinelê, nas proximidades da Passarela do Caranguejo, onde tem reunido a juventude mais alternativa na faixa de areia que compreende o Portal da Orla da Atalaia até a região da Passarela do Caranguejo. No final da tarde, a galera toma as mesinhas dos bares do calçadão esperando o anoitecer.
Para quem quer fugir do burburinho urbano da praia da Atalaia e Cinelândia, rodovia Inácio Barbosa (ex-rodovia Sarney) atraiu os praieiros por conta da infraestrutura de barracas pé-na-areia, como o tradicional Parati, que tem shows nos finais de semana durante toda a temporada de verão.
Circuito cultural – Fugindo do binômio sombra e água fresca e adentrando a Aracaju Cultural, a dica é percorrer o roteiro de Museus do centro de Aracaju. Aproveite para dar uma flanada pelos calçadões e ver os prédios históricos. O Museu da Gente Sergipana, o Centro do Turista, o Memorial Jenner Augusto, o Palácio-Museu Olímpio Campos e o Centro Cultural de Aracaju compõem esse roteiro do Centrão.
A concepção do Museu da Gente Sergipana, sem sombra de dúvida, foi feita para que o visitante interaja com as atrações e se encante facilmente, fundado em novembro de 2011 em um restaurado prédio do século XX. Logo após assistir a um vídeo documentário, a visita monitorada geralmente inicia no andar superior, primeiramente, no espaço Josevende, ou seja, José Vende, onde se pode interagir com um feirante numa típica venda sergipana. Há mais de 10 salas a serem visitados, todas elas interativas. O horário de funcionamento é de terça a sexta, das 10h às 16h, e aos sábados e domingos, das 10h às 15h. Pode agendar o monitoramento através do telefone 79 3218 1551. A entrada é gratuita.
O Memorial Jenner Augusto, localizado no anexo do Senac Bistrô Cacique Chá, situado na praça Olímpio Campos, no Parque Teófilo Dantas, o visitante passeia entre documentos, objetos, instrumentos de trabalho, recortes de jornais e revistas de um dos mais expressivos artistas sergipanos.
No memorial estão também os painéis pintados em 1949 e restaurados em 2015. Através deles Jenner introduziu a arte painelística em Sergipe. Os painéis trazem trabalhadores com um toque dos traços das pinturas de Portinari. Além do memorial, o local é cheio de história por lá ser o Cacique Chá fundado na década de 50 e passando a ser reduto da boêmia sergipana nos anos 80.
Em frente, fica o Centro do Turista onde recém-restaurando e onde o turista poderá encontrar artesanato sergipano e boa infraestrutura.
O Palácio-Museu Olímpio Campos fica na praça Fausto Cardoso, em um emblemático palácio da década de 20, em estilo neoclássico. Salões nobres, corredores, mobílias, objetos pessoais de governadores e telas de pintores da década de 20. A volta ao passado está garantida através de uma visita guiada a sede do Governo do Estado de Sergipe restaurado no final de 2010 e reaberto com status de palácio-museu.
No prédio que hoje abriga o Centro Cultural de Aracaju funcionou por muitos anos a Alfândega de Sergipe. Há uma sala de projeções, biblioteca, espaço cultural e de exposições, um pequeno teatro e um museu com peças sergipanas. Não deixe de visitar a sala destina às brincadeiras infantis, com bonecos do tradicional grupo Mamulengo de Cheiroso.
Há uma biblioteca com um grande acervo de obras de autores sergipanos e também uma réplica do Carrossel do Seu Tobias, famoso na década de 80 por embalar o sonho de criança dos sergipanos em festividades na capital. O prédio fica localizado na praça General Valadão, no Centro da cidade, e funciona aos sábados, das 9h às 14 horas. Durante a semana o centro cultural abre das 9h às 17h, com exceção das segundas-feiras.
Sergipanidade – Mercados Thales Ferraz, Augusto Franco e Albano Franco compõem um conjunto de mercados onde a sergipanidade está presente. Doces de Propriá, rolo de fumo de Lagarto, queijo de Nossa Senhora da Glória, artigos de barro de Santana do São Francisco estão presentes no mercado de artesanato Thales Ferraz, com seu relógio ao centro e rodeado por bares e restaurantes.
Do andar superior, tem-se uma vista privilegiada do rio Sergipe. Entre os mercados Thales Feraz e Augusto Franco a denominada Passarela das Flores faz jus ao nome por ser lá onde comercializam arranjos e flores naturais. No mercado Augusto Franco, ervas, artesanato e artigos religiosos, além de gêneros alimentícios tão o tom das vendas. No mercado Albano Franco o dia a dia dos sergipanos estão presentes nas cores e cheiros de frutas, verduras e granjeiros.
Do segundo andar do tradicional mercado Antônio Franco, entre um relógio secular ao centro, quatro restaurantes em cada ponta da construção fazem dali um agradável espaço de encontro privilegiado à beira do rio Sergipe. Vale a pena curtir e clicar os arcos de cada ponta do mercado, além de ver um pouco do cotidiano daquele espaço. O relógio ao centro dos mercados é um dos cartões-postais da cidade que se verticaliza.
Gastronomia
A dica é experimentar as sensações gastronômicas no mercado Antônio Franco, um dos principiais pontos turísticos de lá, entre um secular relógio e o rio Sergipe. Entre artesanatos e guloseimas, no andar superior do mercado, a culinária criativa e regional com toque baiano e mineiro da chef Meg Lavigne fazem do restaurante Caçarola o mais procurado. Nem pestaneje em pedir o Camarão de Cueca, um dos pratos principais da casa se gosta da tradicional comida dos frutos do mar com o toque do óleo de dendê.
Como entrada, o sabor regional ganhou nome sofisticado nas Galletes de Macaxeira, tipo uns discos gratinados sem levar adição de nenhum tipo de farinha e com toque gourmet recheado de aratu, caranguejo, carne seca, vegetariana, três queijos.
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