Buzz Marketing: o boca-a-boca virtual

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Rumor, sussurro, espalhar. As várias traduções da expressão “buzz” já dão a deixa para a compreensão do que vem a ser o famoso Buzz Marketing. Sim, estamos falando dele: o bom e velho boca-a-boca, que, aqui, serve como alicerce de ações promocionais cujo grande objetivo é potencializar a divulgação de um produto ou serviço, tendo os próprios consumidores como principais aliados.

E qual o motivo de esta estratégia específica fazer tanto sucesso na internet? Simples: se a base deste tipo de ação está na disseminação de um determinado conteúdo, é consideravelmente mais fácil propagar uma informação via web. Afinal, um “curtir” ou “compartilhar” tem poderes que muita gente desconhece, mas que os profissionais do Buzz Marketing aproveitam (geralmente) muito bem.

A lógica é que, se você tem acesso a um certo conteúdo e acha-o interessante, você pode encaminhá-lo a outras pessoas. Ou seja, a partir deste momento, você se torna um ‘emissor-propagador’ daquela mensagem. E o melhor: sem ninguém precisar pagar absolutamente nada por isso. É o ‘milagre da multiplicação’ na web, com a otimização máxima do custo-benefício para o interessado em espalhar a informação.

Mas nem sempre o boca-a-boca pode ser planejado. Na maioria das vezes, inclusive, ele é espontâneo e pode atrelar um teor negativo a uma determinada marca ou empresa. Um exemplo foi o que aconteceu com a cerveja Devassa, ao lançar a cantora Sandy como sua garota-propaganda. Eis um dos anúncios veiculados à época:

A ideia era até compreensível. Bebendo uma Devassa, até alguém aparentemente ‘santinho’ se tornaria “desinibido, descontraído e desencanado”. Mas, de alguma forma, esta intenção acabou se transformando na seguinte chamada, estampada em algumas centenas de páginas na internet: “garota-propaganda da Devassa não bebe cerveja”.

O motivo foi uma entrevista dada pela artista ao canal GNT, do grupo da Rede Globo, na qual ela confessou não gostar deste tipo de bebida. E, claro, os internautas não perdoaram! No fim das contas, o resultado foi um “buzz” que a Devassa não havia previsto e que, de quebra, rendeu duras críticas à marca.

Contudo, também é possível trabalhar o boca-a-boca com planejamento e estratégia. Um case interessante é o “João e Lica”, registrado em Aracaju e que transformou a suposta desavença de um casal de namorados em notícia por toda a cidade.

A história era fictícia e pretendia divulgar o anunciante e um de seus produtos. Porém, desde o início, a estratégia era clara e pretendia estimular o burburinho, inclusive o virtual. O resultado foi uma ampla repercussão espontânea entre os internautas e na mídia. Além de, claro, um cliente extremente satisfeito, com um bom ROI (Retorno sobre Investimento).

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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