Caia na gandaia

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O Brasil respira carnaval, festa que começa hoje e só deve terminar na madrugada da próxima quarta-feira. Capitais como Rio de Janeiro, Salvador e Recife já vivem o clima carnavalesco há dias, mas Aracaju se fantasia a partir de hoje para reverenciar o Rei Momo. Blocos organizados e de lambe-sujos vão garantir a animação do período, naturalmente à base de muita ‘birita’ para aquecer os foliões. Portanto, a ordem é cair na gandaia, mas vale a pena ter alguns cuidados para não precisar se explicar em casa na quarta-feira de cinzas. Desarme o espírito, não aceite provocações e evite dirigir após encher a caveira. No mais, é se esbaldar pra valer, porque ninguém é de ferro. Então, alô, alô pessoal do alô, cachaça não é água não, mas não se perca de mim, pois o índio quer apito e o arlequim está chorando pelo amor da colombina. Segundo o pierrô apaixonado, quando a estrela d”alva no céu desponta e as pastorinhas, pra consolo da lua, vão cantando na rua lindos versos de amor, já é Carnaval cidade!

 

Surra de capacete

 

O radialista Paulo do Vale levou uma baita surra de capacete ontem na cidade baiana de Paripiranga, onde tem um programa na rádio Patrocínio/FM. Segundo o portal Lagartense, o comunicador saía da emissora quando foi interceptado por um motoqueiro de pistola em punho que o espancou com o capacete. Paulo do Vale foi levado ao hospital da cidade e depois foi transferido para Aracaju. Quando trabalhava numa rádio em Lagarto, o radialista também levou uma surra no meio da rua.

 

Recurso arquivado

 

Não será mais analisado o recurso movido pelo ex-governador João Alves Filho e o ex-deputado federal José Carlos Machado – ambos do DEM – contra uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe. Ao decidir pelo arquivamento, o ministro Marcelo Ribeiro, do Tribunal Superior Eleitoral, argumentou que “a ausência de recolhimento dos valores referentes à extração das cópias para formação do instrumento, no prazo legal, conduz à deserção do agravo”. Antes da decisão, o ministro
entrou em contato com o advogado de João e Machado “sem, contudo, ter obtido sucesso na quitação da dívida”.

De olho na turma

 

Esta notícia interessa aos amigos aposentados e pensionistas: a Previdência mudou a regra de comprovação de vida para beneficiários do INSS e vai exigir o recadastramento para os segurados que recebem os benefícios em conta-corrente e conta-poupança. Até agora, a regra só valia para os que recebiam o pagamento por cartão magnético. Nos casos em que o beneficiário não puder ir até o banco – por idade avançada ou problemas de locomoção, por exemplo – o INSS enviará um servidor à sua casa.

 

Medo da chuva

 

O Ministério Público Federal solicitou ao Ministério Público Estadual de Sergipe que verifique a estrutura da Defesa Civil em Aracaju. A intenção é observar se o órgão está preparado para lidar com os transtornos que possam ser provocados na capital pelas chuvas previstas para este e o próximo mês. Segundo informações do Centro de Meteorologia, até maio que vem deverá chover em Aracaju acima da média histórica.

 

Preocupados

 

Os deputados estaduais Gustinho Ribeiro (PV) e Gorete Reis (DEM) estão preocupados com o crescimento da violência em Lagarto. Segundo os dois, vários homicídios ocorreram no município nas últimas semanas, sem contar com o crescimento dos casos de assaltos e roubos, principalmente na zona rural de Lagarto. Visitado pelos parlamentares, o secretário da Segurança Pública, João Eloy, prometeu reforçar o policiamento de Lagarto.

 

Mais cara

 

A cesta básica vendida em Aracaju no mês passado registrou uma alta de 4,32%. Apesar disso, o valor dos produtos básicos (R$ 190,66) praticado na capital sergipana foi o único no país que ficou abaixo de R$ 200. Segundo o Dieese, em nove das 17 capitais brasileiras, a cesta básica registrou queda em fevereiro passado, como em Brasília e (-2,02%) e Florionópolis (-2,07%). Entre os produtos que contribuíram para aumentar o valor da cesta básica dos aracajuanos estão a carne (3,43%), tomate (26,67%), açúcar e (9,81%) e pão (2,64%).

 

Reajuste previsto

 

Cervejas e refrigerantes poderão ficar mais caros neste ano. O governo federal planeja aumentar em 8% a carga tributária (IPI e PIS/Cofins) da cerveja. Hoje, a carga é de 38,9%. Para as demais categorias de bebidas frias, que incluem, além de refrigerantes, isotônicos, refrescos e água mineral, o aumento também seria inferior a 10%. No ano passado, o governo chegou a falar em um reajuste de 20%, mas acabou cedendo ao argumento de Ambev, Coca-Cola e outros grandes fabricantes.

 

Siri na Lata

 

Pelo sexto ano consecutivo, o bloco “Siri na Lata” vai às ruas de Aracaju para levantar as bandeiras de luta dos trabalhadores sergipanos. A iniciativa da Central Única dos Trabalhadores (CUT) utiliza o período carnavalesco para pautar as reivindicações trabalhistas de forma irreverente e criativa. Este ano, o “Siri na Lata” vai às ruas nesta sexta-feira pela manhã. Entre os assuntos que serão destacados pelo bloco estão o protesto contra o aumento da tarifa de ônibus e o repúdio ao retorno do conselheiro afastado Flávio Conceição às suas atividades no Tribunal de Contas do Estado.

Do baú político

 

O ex-carteiro e funcionário aposentado do Senado Federal, Cosme Fonseca de Oliveira, o ‘Cosme Fateira’, foi o maior fofoqueiro político que Aracaju já conheceu. Ele recusa o título: “Fui o maior agitador, isso sim. Fofoqueiro não, pois só contava a verdade”, argumenta o itabaianense no livro ‘Memórias de Políticos de Sergipe no Século XX’ do jornalista Osmário Santos. Cosme fez fama de contador de histórias, muitas picantes, no famoso ‘Senadinho’, que funcionava em três bancos da Praça Fausto Cardoso, entre o Palácio do Governo e o prédio da antiga Assembléia Legislativa. Entre os freqüentadores, destacam-se Passos Porto, Antônio Tavares, o comunista Burguesia, Seixas Dória, Otávio Penalva, Francisco Passos, Baltazar Santos, Djenal Queiroz e, naturalmente, ‘Fateira’. Ali falava-se de tudo sobre política. Em 1978, quando foi escolhido senador biônico, Lourival Baptista (Arena) ficou muito irritado com ‘Fateira’ porque este espalhou que o arenista havia recusado o “mimo”. Felizmente, esta fofoca não saiu nos jornais, para alívio do senador, temeroso que o governo militar se irritasse com a história e cancelasse a sua indicação.

 

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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