Centro Histórico de Paraty (RJ) – Joia do Brasil Colônia

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No Centro Histórico de Paraty, cidade situada na região litorânea do Rio de Janeiro e joia do Brasil colonial, são mais de vinte monumentos e prédios públicos considerados de relevante interesse histórico e que devem ser visitados. Todos eles em um sítio intitulado pela Unesco como “o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso do Brasil” e Patrimônio Nacional tombado pelo Iphan.  Suas ruas, protegidas por correntes que impedem a passagem dos carros, preservam ainda o encanto colonial, aliado a um variado comércio e a expressões culturais e artísticas muito intensas. É também nesse complexo arquitetônico onde todos se encontram à noite para “bater pernas” e visitar as lojinhas de artesanato. Além disso, Paraty tem belezas naturais, infraestrutura e promove anualmente a Feira Literária Internacional de Paraty – FLIP.

Para se ter uma ideia do valor histórico do Centro, as ruas foram quase que planejadas em um traçado do nascente para o poente e do norte para o sul. Ciente da vocação portuária da vila, os engenheiros militares, presentes no Brasil desde a metade do século XVI, puderam definir como seriam as ruas e onde ficariam as igrejas, as praças, a cadeia, a câmara e os lotes residenciais. Seguiam assim o padrão das cidades portuguesas onde as igrejas serviam de balizamento e pólo de atração residencial.

O projeto da vila previa algumas medidas para proteger a população de algumas epidemias que aconteciam na época. As ruas foram feitas com uma leve curvatura para evitar vento encanado (considerado na época um transmissor de doenças). As construções em madeira e coberturas de palha foram proibidas para evitar incêndio, bem como era obrigatório o aterramento e o cercamento de terrenos baldios.

Todas as construções das moradias eram regulamentadas por lei, podendo pagar com multa ou prisão, quem desobedecesse às determinações. Uma curiosidade de Paraty, em frente às casas do Centro Histórico, é a existência de um passeio de aproximadamente um metro, normalmente formado por grandes pedras retangulares colocadas perpendicularmente às paredes das casas. As ruas possuem uma depressão ao meio fio, de forma a escoar água da chuva e permitir a invasão de marés mais altas, motivo pelo qual as casas foram construídas pelo menos trinta centímetros acima do nível da rua. Permitir a entrada do mar pelas ruas era uma forma natural de manter a cidade limpa.

A maçonaria deixou sua forte marca nas fachadas dos sobrados com desenhos geométricos, em relevo. Nota-se ainda que, em todas as esquinas do bairro histórico, há três cunhais de pedra lavrada, formando um triângulo imaginário, símbolo maçônico que representa Deus. 

As janelas de vidro foram introduzidas nas casas a partir do século XIX. Antes disso eram usadas grades de treliças que possuíam boa ventilação além de permitir enxergar a rua sem que os transeuntes conseguissem ver dentro das casas.

O calçamento das ruas de Paraty com pedras irregulares – conhecido como pé-de-moleque – começou a ser feito no século XVIII, graças ao desenvolvimento trazido pelo ciclo do ouro. Entretanto, foi a riqueza gerada pelo ciclo do café que terminou por calçar todas as ruas, por volta de 1830. 

Em 1970, os acessos ao centro histórico foram fechados com correntes, impedindo a entrada de veículos pelas ruas de pedras. Até 1980 o calçamento de pedras estava em perfeito estado, com as pedras alinhadas e todas na mesma altura. Entretanto, nesse ano, retiraram as pedras para a construção da rede de esgoto, e ao colocarem de volta não o fizeram corretamente.

Hoje todo esse patrimônio está ai para ser visitado, como o Sobrado da Rua da Matriz, localizado no início da rua do mesmo nome, próximo à igreja Santa Rita, que é considerado um dos sobrados mais antigos da cidade; a Santa Casa de Misericórdia, datada de 1882; a Câmara Municipal, que teve sua parte inferior construída no século XVIII e a parte superior no século XIX. No seu interior da Câmara encontram-se alguns móveis da antiga loja maçônica União e Beleza, entre os quais sofás com o triângulo maçom e o dossel (cobertura ornamental) sobre a mesa da presidência. Destaca-se também uma litografia de D. Pedro II do século XIX, localizada no hall do gabinete do prefeito.

Também faz parte do conjunto arquitetônico de Paraty, os sobrados da rua do Comércio, ao fundo com a igreja da Matriz; o sobrado do Príncipe, edificação pertencente à família real cercada por palmeiras imperiais; o mercado do Peixe; as casas da rua Pereira; o chafariz da Pedreira, construído em 1851 e o sobrado dos Abacaxis,  rico em detalhes arquitetônicos com ornamentos maçons na fachada, sacadas com gradil de ferro trabalhado em forma de abacaxis.

Em 2008, Paraty passou por uma restauração geral e a fiação elétrica colocada nos novos tempos voltou a ter lampiões. O calçamento pé-de-moleque também foi recuperado e o setor hoteleiro recebeu novas estrelas com a chegada de empreendimentos deste setor. No Centro Histórico também se concentram verdadeiras obras de arte, ou seja, lojinhas de artesanatos, teatros, com destaque para o Teatro de Bonecos, além das famosas lojas de cachaças: Sacolinha Paratiana, Maria Izabel, Coqueiro e Engenho D’Ouro.

 

Dicas de Viagem

Conheça também as ilhas Pelada Grande ou do Catimbu. Ambas de mar de águas transparentes e possuem infraestrutura. Para ir ao Catimbau é necessário alugar um barco no cais da cidade (40 minutos de baleeira). Para chegar na ilha Pelada Grande precisa-se ir de carro até à praia de São Gonçalo a 31,5km de Paraty sentido Angra dos Reis, e ali pegar um dos barcos que fazem a travessia de cinco minutos para a ilha.

Reserve um dia para ir à vila de Trindade. Possui algumas das praias mais bonitas de Paraty além de cachoeira e piscina natural.

Caminhe até a praia do Sono. Há matas virgens, vista panorâmica e uma belíssima praia.

O Café Paraty é uma boa pedida para tomar um chopp. Ocupa duas casas centenárias e contíguas na principal rua do Bairro Histórico. Mais de meio milhão de pessoas de toda parte do mundo, já experimentaram o geladíssimo e bem tirado chopp da casa. Por ali passou estrelas como Mick Jagger, Tom Cruise, Caterine De Neuve, Gisele Binchen entre outros. 

 Existem dezenas de cachoeiras em Paraty, todas com mata virgem e águas cristalinas. Uma das mais visitadas pela sua beleza e facilidade de acesso é a cachoeira da Pedra Branca.

Ande pela estrada calçada com pedras por onde os mineiros traziam o ouro. O passeio é um retorno a História do Brasil.

Fonte e Fotos: Eduardo Andrade – paraty.tur.br

 

Na Bagagem

ü     As empresas de turismo que pretendem investir, a taxa de juros mínima da linha BB Crediário, modalidade de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), do Banco do Brasil, para o financiamento de despesas com lazer e turismo, passou de 2,25% ao mês para 1,99% ao mês (percentual válido para financiamentos no prazo de dois a 24 meses). O prazo de carência para o pagamento da primeira parcela também foi dilatado e passa de 59 para até 180 dias.

ü     A rede de hotéis Mercure deverá entrar em funcionamento em Sergipe ainda este ano. O grupo irá administrar o antigo hotel Del Mar que passa por reforma para receber a bandeira internacional.

ü     Belgian Beer Paradise é o reduto da cerveja no Rio de Janeiro (RJ). O empreendimento que funcionava no shopping Dawntown, abriu suas portas em Ipanema com mais de 100 rótulos da “loirinha”.

ü     Palácio do Planalto informa que irá lançar o Vale-Cultura. Por meio de um cartão magnético fornecido pelas empresas com bônus de até R$ 50, trabalhadores poderão adquirir ingressos de cinema, teatro, shows, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais. Essa é a primeira política pública governamental voltada para o consumo cultural. Até hoje, todas as ações tiveram foco no financiamento da cultura.

ü     Com a cotação do dólar em queda, agências de viagem retomaram 20% do fechamento de pacotes internacionais dos 30% perdidos com a crise.

ü     O Pestana Rio Atlântico apresenta o espetáculo musical “A Bela e a Fera, no Rio de Janeiro (RJ). O musical estreou em 11 de julho e fica em cartaz até 02 de agosto, no Vivo Rio.

    A Brisamartur  oferece passeio a Salvador no período de 05 a 07 de setembro. Vale à pena conferir

 

Passaporte

Ano da França no Brasil

Museu do Louvre é um dos mais visitados do mundo. Um dia é pouco para explorá-lo com seus três andares e um subsolo e oito tipos de coleção: antiguidade oriental, antiguidade egípcia, antiguidades gregas, etruscas e romanas, pinturas, esculturas, objetos de arte, arte do Islã e artes gráficas, além da história do Louvre e medieval e artes da África, Ásia, Oceania e América. Além das obras de arte de todo o mundo, por si só a arquitetura do Louvre já é uma obra prima humana. Além disto o museu possui três alas. Quando as pessoas estão dentro da pirâmide, elas podem ver que existem 3 entradas, 3 escadas rolantes que vão dar acesso às 3 alas do museu: Denon, Sully e Richelieu. Cada departamento fica numa ala.

As obras mais visitadas são: “Aphrodite”, Vênus de Milo; “Captif “, o escravo rebelde de Miguel Angelov; “Victoire de Samothrace”, “La Joconda”, de Leonardo da Vinci; a ala do Egito, “La Dentellière”, Vermeer.

O museu fica aberto das 9h às 18h todos os dias menos nas terças feiras e nos seguintes feriados: 01/01 – 01/05 – 08/05 – 25/12. O museu é grátis no 1° domingo de cada mês senão a tarifa é 9 euros. Noturnos: quartas e sextas feiras até 22 horas.

Fotos: Silvio Oliveira

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