Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Ao longo dos 20 anos deste espaço o leitor tem a certeza da coerência em vários assuntos. O blog opinativo nunca deixou de ter lado numa eleição, como também sempre foi contra a divulgação de pesquisas eleitorais. De lá para cá muitos projetos foram aprovados por deputados federais e senadores, mas nenhum deles foi aprovado para acabar com a farra da divulgação das pesquisas, ficando apenas para consumo interno. Todos eles, da direita, do centro e da esquerda atuam com demagocia quando o assunto é pesquisa eleitoral. O motivo: todos têm um “instituto” para chamar de seu nos bastidores.
Para mostrar a coerência um texto do início do blog de 06 de Junho de 2006 com uma charge do genial Edidelson Silva. Mais atual impossível neste período que a Justiça Eleitoral a todo momento acata pedidos judiciais para proibir divulgação de pesquisas:
Pesquisas e Pe$qui$a$
Todo ano eleitoral é a mesma coisa. Antes mesmo das definições das candidaturas começa as divulgações de pesquisas em todo país, para todos os gostos. Presidenciáveis, pré-candidatos aos governos estaduais e ao Senado Federal são “surpreendidos” com pesquisas e percentuais que na maioria das vezes não refletem a realidade eleitoral.
Em Sergipe, já houve casos curiosos nos bastidores. De candidatos denunciando extorsão para que seus nomes fossem bem colocados em pesquisas e por aí vai. Houve um candidato que prometeu uma vez divulgar uma fita com uma extorsão; mas, depois, tudo foi sanado, e o nome dele “repentinamente” apareceu em primeiro lugar, sem que fosse preciso pagar. Como bem diz o ex-governador Albano Franco, em Sergipe todos se conhecem e por isso é fácil diferenciaros institutos sérios (que são poucos, bem poucos, talvez apenas um), dos que aparec em de dois em dois anos. Mais recentemente, um instituto divulgou um percentual para a eleição de Capela, que foi desmoralizador. Outro, com metodologia e padrão sério, acertou na mosca.
O assunto parece brincadeira, mas deveria ser objeto de um amplo debate pela sociedade organizada, no caso a OAB, o Ministério Público Federal e todos os outros que desejam a concretizaç]ao de uma democracia forte no Brasil. O Congresso Nacional ensaiou uma mudança na legislação para proibir a divugação de pesquisas eleitorais, mesmo registradas, dois meses antes das eleições.
Para quem discorda deste ponto de vista è bom ler alguns livros que discorrem sobre o papel e a influência das pesquisas eleitorais no Brasil nos últimos anos. O saudoso Leonel Brizolasempre combateu essa prática e todo mundo sabe como ele foi o alvo principal de vários institutos renomados.
O certo é que as pesquisas eleitorais influenciam e têm levado à ilegitimidade do processo eleitoral. Alguns institutos usam instrumentos científicos válidos, porém é preciso lembrar que elas são feitas por homens contratados, que têm seus interesses, na maioria das vezes, conflitantes com o interesse público.
É por essas manipulações constantes que vários cientistas políticos renomados em todo o mundo escreveram livros e teses condenando os caminhos desvirtuados de vários institutos. “Tal situação acaba enganando os cidadãos aos lhes transmitir um senso falso de influência quando na verdade o poder de opinião é exercido por uma elite que pode, ou não, estar agindo em nome do interesse público. A consequência disso é reduzir a opinião pública cidadã a um participante de enquetes políticas passivo e domesticado, cujas opiniões são previamente limitadas em função de opções de respostas pré-estabelecidas pelas elites” (Benjamin Ginsberg em um dos seus livros publicado em 1986). Retrata bem a realidade das pesquisas no Brasil.
Exemplo de manipulação, num determinado estado, há dois pré-candidatos fortes e outros pequenos disputando. Tudo bem que na pesquisa espontânea apareceram outros nomes, porém, um instituto realizar uma pesquisa induzida colocando três nomes que não são candidatos e aliados de um dos pré-candidatos é tentar ludibriar o eleitor. Se juntar os percentuais dos três aliados, o percentual do pré-candidato aumenta em mais de 10%, disparando na frente. Outra distorção: entrevistar mais eleitores em determinados municípios sem levar em conta o percentual no bolo total do Estado.
É fato, desconfie da pesquisa, ela foi feita para confundir.
MPF tem nova chefia em Sergipe para o biênio 2026-2028 O Ministério Público Federal tem nova chefia em Sergipe a partir de 1º de agosto. O procurador da República Leonardo Cervino Martinelli assume o cargo de procurador-chefe da unidade para o biênio 2026-2028. A nomeação foi formalizada pela Procuradoria-Geral da República por meio da Portaria PGR/MPF nº 211/2026, que também designou o procurador da República Heitor Alves Soares para a posição de procurador-chefe substituto.NAs novas gestões passam a vigorar sucedendo os mandatos anteriores encerrados em 31 de julho. Os ocupantes do cargo atuam na gestão e na administração técnica e operacional das unidades do MPF em todo o país.
Rito A escolha dos gestores seguiu o rito previsto na Lei Complementar nº 75/1993 (Lei Orgânica do MPU). Os nomeados foram definidos mediante votação realizada pelos próprios membros do MPF em Sergipe e tiveram os nomes encaminhados ao procurador-geral da República, a quem cabe formalizar as designações institucionais.
Prefeitura amplia ações de apoio ao aleitamento materno nas Unidades de Saúde da Família Gestantes, puérperas, lactantes e suas famílias terão acesso, ao longo de todo o mês de agosto, a uma programação especial voltada ao fortalecimento do aleitamento materno e ao cuidado com a primeira infância. A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), promove ações em todas as 45 Unidades de Saúde da Família (USFs), para ampliar o acolhimento, orientação e o apoio às mulheres durante o período da amamentação.
Ambiente acolhedor “O Cantinho da Amamentação foi pensado para que gestantes e lactantes encontrem um ambiente acolhedor, onde possam compartilhar dúvidas, expectativas e dificuldades. Mais do que orientar, queremos fortalecer a confiança dessas mulheres para que consigam manter a amamentação mesmo diante dos desafios. Quando necessário, elas também serão encaminhadas para um atendimento mais direcionado, garantindo uma assistência integral”, destacou a pediatra.
Rodas de conversa As ações também incluem rodas de conversa sobre parentalidade positiva, desenvolvimento infantil e os desafios enfrentados pelas famílias nos primeiros anos de vida. Os encontros abordarão a importância do brincar, o neurodesenvolvimento na primeira infância, os direitos das lactantes, o retorno ao trabalho e as estratégias para manter o aleitamento materno nesse período. “A proposta é ampliar o acesso à informação e apoiar mães e cuidadores em decisões relacionadas à saúde, ao cuidado e ao desenvolvimento das crianças desde o nascimento”, pontuou a pediatra.
Ampliando acesso a informação e o acolhimento As atividades fortalecem o trabalho desenvolvido durante todo o ano pela Atenção Primária à Saúde, que orienta gestantes e famílias desde o pré-natal até o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil. Com a programação especial de agosto, a SMS amplia o acesso à informação e ao acolhimento, promovendo o aleitamento materno como uma estratégia essencial para a saúde e o desenvolvimento na primeira infância.
Momento de transformação Além de reunir importantes nomes do segmento, o Citros Show Nordeste chega em um momento de transformação para a citricultura brasileira. Questões relacionadas à sanidade vegetal, às novas tecnologias de produção, ao mercado e aos ganhos de produtividade têm impulsionado debates cada vez mais técnicos, reforçando a importância de espaços voltados à troca de conhecimento e experiências. Dentro da programação, já estão confirmados temas como o panorama da indústria citrícola nordestina, aumento da produtividade, uso de bioestimulantes, tecnologias de aplicação por drones, gestão de propriedades rurais, manejo de doenças e pragas, qualidade da fruta para a indústria, indução de resistência de plantas e colheita mecanizada.
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OPINIÃO

DIA MUNDIAL DO PADRE Por Clarkson Moura
4 de Agosto
— SÃO JOÃO MARIA VIANNEY —
PADROEIRO DOS PÁROCOS
UMA VOCAÇÃO PELOS NECESSITADOS
— PADRE PEDRO —
UM DOS ORGULHOS DA SERGIPANIDADE
“Prefiro unzinho Padre Pedro a uma batelada ou carrada de ‘padres de moda’, na correta e atual expressão do Papa Francisco.”
Clarkson Moura
“Jamais se pagaram os benefícios recebidos, no justo preço e no momento oportuno.”
Joaquim Setanti
Parafraseando S.S., o saudoso Papa Francisco, ouso assentar:
“A corte é a lepra do arcebispado metropolitano de Aracaju.” Clarkson Moura
Exatamente, no dia 21de julho do corrente ano, fez 29 anos da partida definitiva do saudoso e boníssimo Padre Pedro — nosso “São Pedro” — deste plano existencial.
A tal predestinado “Servo de Deus” (foto abaixo), eu tive a honra e a satisfação de conhecê-lo, assim como de haver interagido, pessoalmente, com ele, por incontáveis vezes, quer cruzando com ele nas corriqueiras andanças pastorais pelos logradouros de Aracaju; quer consultando-lhe os sólidos e vastos conhecimentos da gramática e do vocabulário do “Latim”, língua-gênese dos chamados idiomas neolatinos, como o Português, com vistas a me dirimir frequentes e ocasionais dúvidas sobre essa importante língua, não obstante morta, oficial no âmbito do Estado do Vaticano, em efêmeros e diversos bate-papos informais.
Dessarte, diga-se de passagem, além de inatamente inteligente, polidisciplinarmente culto, taquifemicamente falante, fluentemente latinante e racionalmente convincente, Pedro Alves de Oliveira, vulgo Padre Pedro, nascido, em 3 de julho de 1904, na cidade de Riachão do Dantas, sede do município de igual nome, Sergipe, e ordenado em 8 de dezembro de 1928, por capricho do destino, dia consagrado a Nossa Senhora da Conceição, Padroeira da atual Arquidiocese desta Capital — a qual, recentemente, esteve desalojada durante muito tempo, devido à popularmente chamada “obra de Santa Engrácia”, que se tem arrastado, há mais de uma década, a passo de “preguiça” na colossal, centenária e gótica edificação da Catedral Metropolitana de Aracaju, templo-mor da fervorosa e pertinente freguesia mariana — era vocacionalmente religioso, exageradamente humilde e infinitamente caridoso.
Essa criatura bendita, de baixa estatura, de franzino corpo, de cabelos brancos, densos e lisos, de batina preta, desbotada e de colarinho puído, de óculos pretos “fundo de garrafa”, sem nenhum adereço, peregrinava diuturnamente pelas avenidas, ruas, travessas, vielas, becos etc. do centro, dos bairros, subúrbios, da periferia da “Grande Aracaju”. Todos os dias, sob sol ou chuva, a pé e a passadas rápidas, sempre, com um saco de pão nas costas, esse incansável e senil Pastor católico batia as “setes freguesias” e percorria os mais inacessíveis rincões desta Cidade, a abençoar os que lhe pedissem, ou não, bendição, a distribuir conforto espiritual, pães etc. entre transeuntes, perambulantes, mendigos, famintos, prostrados, ou seja, entre todos os tipos de moradores de ruas e de necessitados de bens materiais e/ou imateriais, com quem encontrasse pela frente, em suas jornadas benfazejas cotidianas.
Ainda que eu esteja equivocado, na minha modesta cognição teórico-eclesial, enquanto leigo, Padre Pedro se deixou transparecer-me ter sido precursor da revolucionária e progressista “Teologia da Libertação”, genuinamente latino-americana, concebida pelos teólogos Gustavo Gutiérrez (peruano) e Leonardo Boff (brasileiro), após o Concílio Vaticano II (1962–1965) e a Conferência de Medellín, Colômbia (1968), exegese teológica essa, “ab initio”, consistente, nada mais ou nada menos, na opção evangélico-cristã preferencial pelos excluídos no mais amplo sentido da Doutrina Social da Igreja Romana contemporânea, pós-Concílio Vaticano II, salvo melhor interpretação dos notórios teólogos e estudiosos dessa corrente teológico-cristã.
Pois bem, sob sucessivas lideranças episcopais e arquiepiscopais, esse Pró-homem sacrossanto soube ser, ao mesmo tempo, missionário, pastor, evangelizador, defensor dos oprimidos, pobres, miseráveis, injustiçados das dezenas de paróquias integrantes da circunscrição eclesiástica, tanto da anterior Diocese de Aracaju, quanto da hodierna e sucessora Arquidiocese de mesmo nome.
Aliás — seja dito de bom lembrete — durante seu longevo ministério sacerdotal, foi Vigário nas cidades de Propriá, Rosário do Catete, Maruim, Santo Amaro das Brotas, Tobias Barreto e Arauá.
Ademais, como capelão do Hospital Santa Izabel, ao longo de mais 40 anos, costumava visitá-lo diariamente, a prodigalizar, sempre, a bem-vinda, indispensável e graciosa assistência espiritual aos pacientes e acompanhantes, através de orações, bênçãos e palavras de conforto. Gestos esses, imprescindíveis ao quadro clínico dos enfermos, assim como ao estado psicoemocional de seus familiares e visitantes, seja na mitigação das dores, incertezas e tristezas alheias, seja no efeito contributiivo para o tratamento e a cura das diversas doenças de que padecia o então público-alvo interno do importante Nosocômio sergipano.
Surgiu assim, prendado de virtudes peculiares, no limiar do século XX, neste “Sergipe del Pueblo” (como costumo chamá-lo), mais uma vida sacerdotal, dedicada exclusivamente à defesa dos dos mais necessitados, dos famintos, dos indefesos, abandonados, descartados, violentados, torturados, dos sem-teto, dos desassistidos, doentes, enfim: dos excluídos, explorados e marginalizados.
Ora, esse dignitário duradouro e infatigável, pelo que realizou por toda a extensão do seu anoso e profícuo ministério sacerdotal, faz por merecer todas as homenagens reservadas a um benfeitor e baluarte da Humanidade, a um herói anônimo, a um verdadeiro humanitário.
Inexplicavelmente, mesmo sendo refratário a holofotes, câmeras, títulos laudatórios e distinções honoríficas, o singular legado clerical e filantrópico desse homem de fé e ação, a despeito de notoriamente incomensurável, não foi objeto de documentário ou representação fotográfica, cinematográfica, dramatúrgica ou televisiva, nem, sequer, de registro biográfico ou narrativa literária.
Bem que eu concordo, nesse passo, com o eterno e universal Aristóteles, sábio grego, que, do inigualável de sua incontestável genialidade, oraculou: “O agradecimento envelhece rapidamente.”
A bem dizer, quanta falta insuprível esse legítimo “Servo de Deus”, Apóstolo da Igreja de Roma, continua a nos fazer, de há muito tempo, em diversos setores da vida pública e espiritual de nosso Estado, ainda carente da atuação efetiva e cooperativa da Doutrina Social da Igreja Católica Apostólica Romana.
Portanto, na data de hoje (4), em que se celebra a relevante efeméride: Festa de São João Maria Vianney — injunge-se-nos, aos católicos sergipanos — por um imperativo de gratidão, a justa recordação, transcorridos 29 anos e 14 dias do passamento do atemporal coestaduano, Padre Pedro, religioso, credor de extenso rol de serviços de alcance social e de interesse público, além da ampla e notória assistência espiritual — destinando-lhe nossas autênticas preces de gratidão e invocando-lhe a indispensável intermediação com o Pai Divino em favor de todos nós, nestes momentos tão difíceis para toda a Humanidade.
Pelas sobejantes razões perfiladas e por outras tantas não resenhadas neste breve e modesto escrito, ouso proclamar-me admirador confesso, assim como testemunha ocular e auditiva do histórico e social legado desse vocacionado “Serviçal de Deus”.
Obrigado, Inolvidável benfeitor social, defensor dos desassistidos, dos sem-teto, sem-emprego, sem-justiça, e modelar Presbítero!
Que sua sagrada alma continue a habitar a “Mansão dos Bem-aventurados!
Que sua peculiar e frutuosa missão sacerdotal permaneça a servir de inspiração a futuros e vocacionados pastores da Igreja Romana!
Parabéns, ordenados e devotados “Padres” em sentido amplo.
(Por Clarkson Ramos Moura)
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Frase do Dia
“Eu acredito em Papai Noel. E quem acredita em Papai Noel acredita em coisas que não existem. Por isso mesmo, eles fazem existir coisas que até então não existiam”. Nizam Guanaes.
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