Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
O caso revelado pelo UOL, segundo o qual uma ONG ligada à produtora do filme Dark Horse recebeu R$ 1 milhão por meio de emenda parlamentar do deputado Mario Frias, sem que o projeto tenha avançado como previsto, expõe mais uma contradição de um movimento político que construiu sua identidade em torno do discurso da moralidade absoluta.
A denúncia merece apuração rigorosa e o devido esclarecimento dos responsáveis. Durante anos, o bolsonarismo vendeu a ideia de que havia uma divisão clara entre os honestos e os corruptos. De um lado, eles. Do outro, todos os demais. A realidade, porém, tem sido menos confortável para essa narrativa. Quando surgem suspeitas envolvendo aliados, amigos ou figuras identificadas com o movimento, a indignação costuma perder intensidade. O que antes era tratado como escândalo passa a ser explicado como perseguição, complô ou ativismo institucional.
O problema nunca parece ter sido a corrupção em si. O problema era a corrupção dos outros. A régua moral, tão rígida quando aplicada aos adversários, frequentemente se torna flexível quando alcança os próprios aliados.
A promessa de uma nova política acaba se parecendo, em muitos momentos, com a velha política vestida com novas palavras de ordem. A seletividade também aparece no discurso sobre segurança pública. O bolsonarismo costuma defender, corretamente, o combate firme a organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho. Entretanto, quando o debate envolve milícias, o entusiasmo frequentemente diminui. O tema desaparece das palavras de ordem, dos discursos inflamados e das campanhas nas redes sociais. Se o princípio é combater o crime organizado, o critério deveria valer para todos os grupos criminosos, sem distinção de conveniência política.
A mesma incoerência pode ser observada na área cultural. Durante anos, a Lei Rouanet foi transformada em símbolo de tudo aquilo que estaria errado na relação entre Estado e cultura. Artistas eram apontados como beneficiários indevidos de recursos públicos e apresentados como exemplos de privilégios que precisavam acabar. Mas quando recursos públicos passam a beneficiar projetos, entidades ou iniciativas associadas a figuras próximas ao próprio movimento, a indignação desaparece. As cobranças ficam mais brandas. Os questionamentos se tornam raros. Como ironizou o jornalista Octávio Guedes, o bolsonarismo se apresenta como adversário da Lei Rouanet, mas frequentemente parece confortável com aquilo que seus críticos passaram a chamar de “Roubanet”.
A história recente mostra que muitos movimentos políticos chegam ao poder prometendo extirpar os vícios do sistema. Poucos resistem à tentação de apenas substituir os antigos beneficiários por novos protegidos. Mudam os discursos. Mudam os personagens. Mudam os slogans. Mas permanece a velha lógica segundo a qual corrupção não é um problema moral universal. É apenas o nome que se dá ao comportamento dos adversários.
STF valida lei de Sergipe que reorganizou microrregiões de saneamento básico Consultor Jurídico: Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou improcedente uma ação em que o Partido dos Trabalhadores (PT) questionava a lei complementar 308/2023, de Sergipe, que reorganizou as microrregiões de saneamento básico no estado. A decisão foi tomada na sessão virtual encerrada em 29 de maio, de acordo com o voto do relator, ministro Cristiano Zanin. Na ação, o PT contestava a criação da Microrregião de Água e Esgoto de Sergipe (MAES), que reúne os 75 municípios sergipanos em uma estrutura única para organizar, planejar e executar os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Segundo o partido, a medida reduziria a autonomia dos municípios na definição e na gestão das políticas de saneamento. Toda matéria aqui.
Primeira Colônia Agrícola Representando o governador Fábio Mitidieri, o secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca da Silva, participou da entrega dos lotes da primeira Colônia Agrícola Estadual do estado, denominada Colônia Agrícola Estadual Antônio Porfírio. O projeto beneficia 20 famílias de agricultores familiares no município de Pacatuba, no Baixo São Francisco. Durante a solenidade, também foram entregues Certificados de Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e documentos de adesão ao Programa Fomento Rural.
Primeira Colônia Agrícola II “Agradeço ao governador Fábio Mitidieri por proporcionar um momento tão importante na vida desses agricultores. É uma ação que traz desenvolvimento para Pacatuba, movimenta a economia, gera oportunidades e garante mais dignidade às famílias. Estamos entregando não apenas os lotes, mas também CAFs e adesões ao Fomento Rural, fortalecendo a agricultura familiar e criando oportunidades para quem vive e produz no campo”, afirmou Zeca da Silva.
Prisão perpétua para os que cometem feminicídios Ao assistir o quadro o quadro História do Crime, no APP do G21, da rede Globo, relembrando o caso do Maníaco de Guarulhos, um serial killer confesso e condenado a mais de 100 anos de reclusão, o pré-candidato ao Senado, ex-deputado André Moura defendeu a necessidade do debate da prisão perpétua.
Covardes Pela rede social X, André Moura escreveu que são covardes os que cometem assassinatos em série e feminicídios não podem voltar a ter chance de tirar outras vidas.”As mulheres precisam ser protegidas com toda a força da lei. Não podemos admitir brechas que permitam que criminosos fortemente perigosos retornem ao convívio social,” reforçou.
Perda do direito de viver em liberdade Para André Moura quem transforma a violência contra mulheres em rotina criminosa perde o direito de viver em liberdade. “A prioridade deve ser a proteção das vítimas e da sociedade. O combate ao feminicídio exige leis firmes, punição rigorosa e proteção efetiva às mulheres”, disse numa campanha que ele vem travando há algum tempo e está ganhando corpo e despertando a sociedade para o grave problema.

Jeferson Andrade: o presidente que deixa o plenário para subir no palanque Deu em Fausto Leite: Jeferson Andrade chega a 2026 tomando uma decisão grande: deixar a segurança da Assembleia Legislativa para tentar voar mais alto como pré-candidato a vice-governador na chapa de Fábio Mitidieri. Ele tinha uma reeleição praticamente encaminhada, com quatro mandatos na bagagem, presidência da Alese no currículo e trânsito fácil entre os colegas. Mas resolveu trocar a cadeira confortável pelo banco da frente do palanque. Em política, isso é coragem, cálculo e um pouquinho de vontade de sentir frio na barriga sem precisar andar de roda gigante na Atalaia.
Discrição, articulação e boa convivência Na Assembleia, Jeferson construiu a imagem de político discreto, articulado e bom de convivência. Foi presidente da Casa, soube conversar com governo, oposição, deputados, prefeitos e lideranças sem transformar o plenário em feira livre. É aquele tipo de parlamentar que entra numa sala cheia de problema, toma um café, escuta todo mundo e sai deixando a confusão menor do que encontrou. Em Sergipe, onde até reunião de condomínio pode virar crise institucional, isso já é quase um talento olímpico. Todo artigo aqui.
Lideranças de Porto da Folha anunciam apoio a Valmir O cenário político no município de Porto da Folha registrou novas movimentações com a ampliação do agrupamento liderado pelo pré-candidato a Governo do Estado de Sergipe, Valmir de Francisquinho. A recente adesão do vice-prefeito Saininho (Saininho de Manoel de Rosinha), acompanhada pelo respaldo do ex-prefeito Manoel de Rosinha, consolidou o afastamento de importantes lideranças locais em relação à base de apoio do Governo do Estado. O recuo de aliados da gestão estadual na região tem ocorrido de forma gradual. Recentemente, o ex-candidato a prefeito Thiago de Santana (PSD) e a liderança Ícaro de Santana também anunciaram o rompimento com o bloco governista para integrar o novo projeto de oposição, unificando diferentes correntes políticas no município.

Café da manhã reúne lideranças e pré-candidatos do vereador Miltinho Dantas Ao lado do amigo Everton Menezes, o vereador de Aracaju, Miltinho Dantas, promoveu um café da manhã, no último sábado, com centenas de amigos e lideranças, para reafirmar seu apoio – além da reeleição do governador Fábio Mitidieri – a André Moura (pré-candidato ao Senado0; Cláudio Mitidieri (pré-candidato a deputado federal e Jorginho Araújo candidato à reeleição para deputado estadual. “Entre um bom café nordestino e forró, vivemos uma manhã de muita integração, amizade e fortalecimento dos laços com a nossa gente. Foi uma satisfação contar com a presença do pré-candidato ao Senado André Moura, do pré-candidato a deputado federal Cláudio Mitidieri e do pré-candidato a deputado estadual Jorginho Araújo, amigos que compartilham do compromisso de trabalhar por Sergipe”, escreveu Miltinho Dantas, agradecendo também a recepção do amigo Everton Menezes.
Apoios importantes em Socorro E o pré-candidato a deputado federal pelo PT, o ex-ministro Márcio Macêdo recebeu no fim de semana o apoio do ex-prefeito de Nossa Senhora do Socorro, padre Inaldo, pré-candidato a deputado estadual e da deputada estadual Carminha Paiva. O ex-prefeito destacou que um dos motivos foi o compromisso de Márcio com Socorro e que, quando ministro articulou a vinda de mais de R$ 53 milhões para o município.
Trajetória Durante sua fala, Márcio Macêdo relembrou sua trajetória ao lado do presidente Lula e suas raízes políticas plantadas por Marcelo Déda e Zé Eduardo Dutra, destacando a importância da aliança local e o compromisso de seus parceiros com a cidade. “Esse foi o maior prefeito da história de Nossa Senhora do Socorro. Um homem que sabe sentir a dor dos outros e dedica a política para mudar a vida das pessoas. Hoje reforço minha pré-candidatura a deputado federal ao lado de Padre Inaldo, nosso pré-candidato a deputado estadual, e de Carminha. É uma combinação perfeita de parceria, trabalho e compromisso com o povo”, cravou o ex-ministro.
Novidade Os clientes Banese Card que possuem débitos em aberto junto ao cartão de crédito 100% sergipano têm uma nova oportunidade para negociar os valores com excelentes condições, em mais uma edição da campanha Zera Dívida. A novidade é a possibilidade de efetuar a negociação do valor devido com ou sem o pagamento de entrada, neste segundo caso, o pagamento da primeira parcela poderá ser efetuado em até 30 dias após a data do acordo. Além disso, o Zera Dívida oferece descontos de até 90% nos encargos, parcelamento do valor acordado em até 48 vezes e taxas de juros reduzidas.
Novidade II Os clientes que optarem pela quitação à vista do valor em aberto terão outras condições favoráveis. A campanha seguirá em vigor até o dia 1º de agosto do corrente ano, e os interessados poderão ir até uma das lojas Banese Card em Aracaju e Nossa Senhora do Socorro (em Sergipe), e Arapiraca e Maceió (em Alagoas). Também poderão ir a qualquer agência Banese na capital ou interior do estado ou por meio dos canais digitais do banco.
XX Copa de Natal de Judô: atletas do CT Judô & Movimento ganharam diversas medalhas Na semana passada (04 e 05 de junho) foi realizado em Natal, Rio Grande do Norte, pela Federação de Judô estadual, a XX Copa Natal de Judô com a participação de atletas de vários estados. De Sergipe, se destacaram os atletas do CT Judô & Movimento, que tem à frente o sensei Euder Lima. A competição foi válida pelo Circuito Nordeste de Judô.
Atletas Entre os atletas que ganharam medalhas, Maria Almeida, patrocinada pela Casa Viva que ficou em terceiro lugar na categoria Sub-15 e já está classificada para final do brasileiro desta categoria. Confira os atletas de Sergipe medalhados: Sub 15:Pedro, Yasmim, Alícia e Maria Clara; Júnior: Yan, Vitória e Henrik; Sênior: Lucas E Yan, além de Gabriel que ficou em 7º; Cadete: Ana, Arina, Lorena, Manoel, Henrrick, Vitória E Kaic.

Estácio debate IA, pesquisa e sustentabilidade A Estácio Sergipe realiza, de hoje, 8 até 10 de junho, a II Jornada PEI (Pesquisa, Extensão e Internacionalização), reunindo estudantes, professores e pesquisadores para discutir temas cada vez mais presentes no mercado e na academia, como Inteligência Artificial, pesquisa científica e práticas ESG. Com o tema “Conexões que Transformam”, a programação inclui palestras, apresentação de trabalhos científicos, feira de empreendedorismo e atividades voltadas também para estudantes do Ensino Médio. O evento acontece no auditório da instituição, no bairro Salgado Filho, em Aracaju. As inscrições podem ser feitas até o dia 8 de junho pela plataforma Even3. : https://www.even3.com.br/iii-jornada-pei-729738/
Atividades esportivas e de lazer ganham espaço e ditam mudanças no mercado imobiliário em Sergipe O que antes era considerado um adicional de luxo, hoje é critério de desempate na hora da compra. Em Sergipe, o mercado imobiliário vive uma transformação estrutural onde as áreas esportivas deixaram as margens das plantas para ocupar o centro dos projetos. Academias climatizadas, complexos de tênis e acesso a esportes náuticos refletem um novo perfil de consumo: o morador que busca saúde sem precisar tirar o carro da garagem. Esse movimento acompanha a demanda por soluções que reduzam o deslocamento e combatam o sedentarismo. Na prática, os novos condomínios em Sergipe estão importando funções da cidade para dentro do ambiente doméstico, criando ecossistemas de lazer ativo que influenciam diretamente a valorização dos imóveis.
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DEBATE
Repercutiu muito o alerta do Sindicato dos Provedores de Internet de Sergipe – SindiproSE, através do presidente, Pedro Araújo, de que Sergipe pode sofrer uma desconexão em massa. Imediatamente a Energisa enviou a nota abaixo rebatendo o sindicato. Logo depois o Sindipro emitiu outra nota, desta vez com alguns dados. Leia as duas notas abaixo.
Nota Energisa
A Energisa Sergipe esclarece que não procede a informação de que haverá desconexão em massa dos serviços de internet no Estado em decorrência das ações de fiscalização e regularização da infraestrutura compartilhada nos postes da distribuidora.
As medidas adotadas pela empresa têm como objetivo garantir a segurança da população, a integridade da rede elétrica e o cumprimento das normas aplicáveis ao compartilhamento de postes por empresas de telecomunicações.
Desde julho de 2025, as empresas ocupantes foram notificadas sobre os procedimentos de adequação e identificação de suas redes. A medida é necessária para permitir a rastreabilidade das instalações, combater ocupações clandestinas e à revelia e facilitar a fiscalização da infraestrutura compartilhada.
Nota Sindipro/SE: Decisão da Energisa pode inviabilizar Internet em Sergipe e gerar 10 mil demissões
Em julho de 2025, a Energisa Sergipe editou uma nova Norma de Distribuição Unificada (NDU), conjunto de diretrizes técnicas que regula, entre outras coisas, as regras de compartilhamento dos postes da distribuidora com as empresas de internet. A norma trouxe uma série de mudanças e o SindiproSE (Sindicato dos Provedores de Sergipe), por meio de ofícios, fez questionamentos e apontou problemas técnicos que precisavam ser corrigidos. A Energisa reconheceu falhas e publicou uma versão revisada em novembro de 2025. Boa parte das questões foi resolvida, mas uma exigência permaneceu e se tornou o maior ponto de conflito entre os provedores e a distribuidora: a obrigatoriedade de trocar as plaquetas de identificação dos cabos de fibra óptica fixados nos postes em todo o estado.
A mudança parece simples. A única diferença entre a plaqueta atual e a nova é a inclusão de um número de projeto técnico. Mas o impacto dessa troca recai diretamente sobre quem usa internet em Sergipe. Os 248 provedores do estado teriam que substituir cada plaqueta instalada em cada poste num total estimado em R$ 10 milhões. Um custo que, sem dúvida, chegaria à conta do consumidor. Para piorar, a Energisa só comunicou o prazo final de adequação em janeiro de 2026: 30 de junho. Menos de seis meses para uma operação de alcance estadual que os próprios fabricantes das placas confirmaram ser impossível de executar nesse período.
Diante da falta de resposta satisfatória sobre este ponto nos ofícios enviados e na última reunião realizada, em 1º de junho de 2026, com a participação do SindiproSE, do Ministério Público do Estado de Sergipe e da própria Energisa, o presidente do sindicato, Pedro Araújo, publicou um vídeo no Instagram alertando que Sergipe pode sofrer um apagão digital caso a norma seja mantida e a distribuidora de energia adote medidas coercitivas após o prazo. Foi em resposta a esse vídeo que a Energisa divulgou nota oficial afirmando que “não procede a informação de que haverá desconexão em massa” e que suas ações visam “garantir a segurança da população, a integridade da rede elétrica e o cumprimento das normas aplicáveis”.
A nota, porém, omite pontos fundamentais. Primeiro, sobre o prazo: a Energisa afirma que as empresas foram notificadas desde julho de 2025, mas não diz que o prazo de 30 de junho de 2026 só foi estipulado em janeiro deste ano. Notificar a existência de uma norma não é o mesmo que conceder tempo para cumpri-la. Segundo, sobre a necessidade da mudança: o número de projeto que a nova plaqueta acrescenta já pode ser associado ao provedor por meio da identificação existente nas plaquetas atuais e da documentação técnica obrigatória que cada empresa apresenta à Energisa para ter direito ao uso dos postes. A distribuidora já tem essa informação. A troca física não acrescenta nenhuma rastreabilidade nova, e custa R$ 10 milhões ao setor. Terceiro: das 104 concessionárias de energia elétrica do Brasil, a Energisa Sergipe é a única que criou essa exigência. Não é uma determinação da ANEEL nem de qualquer norma federal. É uma decisão interna, adotada sem consenso com os provedores.
A inviabilidade também é operacional. Os fabricantes confirmaram que não conseguem produzir a quantidade necessária de plaquetas dentro do prazo. E mesmo que conseguissem, não haveria equipe técnica dos provedores suficiente para instalar tudo até o final de junho. E é nesse ponto que a população entra na história. Os 248 provedores respondem por mais de 90% da conectividade de Sergipe e geram cerca de 5.400 empregos diretos e mais de 4.000 indiretos em todo o estado. Caso a Energisa aplique penalidades por descumprimento, quem paga a conta é o sergipano comum. Hospitais, escolas, órgãos públicos, comércios e residências ficariam sem internet. E não só a banda larga fixa: as redes 4G e 5G também dependem da fibra óptica instalada nesses postes.
O pedido do SindiproSE é um só: que a exigência de troca das plaquetas seja retirada da NDU, pois as plaquetas atuais já identificam corretamente os cabos e seus responsáveis, e a informação adicional que a Energisa diz precisar já existe nos documentos que os próprios provedores são obrigados a entregar à distribuidora. Não há justificativa técnica para essa mudança.
O sindicato não é contra a identificação das redes nem contra o combate a ocupações irregulares, pelo contrário, defende que essas regras sejam cumpridas. O que não aceita é uma exigência redundante, imposta unilateralmente, sem base em norma federal e com impacto direto no bolso e na conectividade de toda a população sergipana. O SindiproSE segue aberto ao diálogo, confia no Ministério Público como mediador e, se necessário, apelará ao Poder Judiciário para que avalie a razoabilidade dessa exigência antes que Sergipe enfrente as consequências de um apagão digital.
PELO E-MAIL claudionunes@infonet.com.br
OPINIÃO
O PAPEL DA GESTÃO ESCOLAR NA CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA DE QUALIDADE Liderança, Planejamento, Prioridades e Resultados Educacionais
Prof. Mário Jorge F. Cruz – Pedagogo / Especialista em Gestão Escolar
A qualidade da Educação não é resultado do acaso, tampouco se constrói apenas por meio de investimentos financeiros ou da existência de uma estrutura física adequada. Uma Escola de qualidade nasce da capacidade de sua Gestão em mobilizar Pessoas, organizar processos, definir prioridades e criar condições para que o Ensino e a Aprendizagem aconteçam de forma eficiente, humana e significativa.
Nesse contexto, a Gestão Escolar assume papel estratégico e indispensável. Mais do que administrar recursos ou cumprir exigências burocráticas, cabe à equipe Gestora liderar Pessoas, promover o desenvolvimento Profissional da Equipe, fortalecer a Cultura Organizacional e garantir que as decisões tomadas estejam alinhadas à Missão Educativa da Instituição.
A liderança exercida pela Gestão Escolar é um dos fatores que mais influenciam os Resultados Educacionais. Entretanto, não se trata de uma liderança autoritária ou centralizadora, mas de uma liderança democrática, participativa e inspiradora. O Gestor Escolar contemporâneo deve ser capaz de ouvir, dialogar, mediar conflitos e construir consensos, sem perder a capacidade de tomar decisões quando necessário.
Uma liderança eficaz compreende que o maior patrimônio de uma Escola são as Pessoas que nela atuam. Professores valorizados, Coordenadores comprometidos, Funcionários respeitados e Estudantes acolhidos tendem a construir um ambiente mais saudável, colaborativo e propício à aprendizagem. Por isso, investir no desenvolvimento humano deve ser uma das principais preocupações da Gestão.
Outro aspecto fundamental é o planejamento. Muitas dificuldades enfrentadas pelas Escolas não decorrem da falta de esforço dos Profissionais, mas da ausência de planejamento consistente. Planejar significa estabelecer metas, definir estratégias, prever desafios, organizar recursos e acompanhar resultados. Sem planejamento, as ações tornam-se pontuais, improvisadas e frequentemente desconectadas dos reais Objetivos Educacionais.
O planejamento Escolar deve ser construído coletivamente, considerando as necessidades da Comunidade, os Indicadores Educacionais, os Desafios Pedagógicos e as Metas Institucionais. Quando Professores e demais Profissionais participam da construção desse processo, o sentimento de pertencimento aumenta e a execução das ações tende a ser mais efetiva.
Da mesma forma, a definição de prioridades representa uma das maiores Responsabilidades da Gestão. Em um cenário marcado por múltiplas demandas, recursos limitados e constantes mudanças sociais, torna-se impossível atender a tudo simultaneamente. Cabe ao Gestor identificar aquilo que é essencial para o avanço da aprendizagem e para o fortalecimento da Escola.
Priorizar significa fazer escolhas Responsáveis. Significa compreender que nem toda urgência é prioridade e que o foco principal da Instituição Escolar deve permanecer centrado na formação
integral dos Estudantes. Questões Pedagógicas, desenvolvimento Profissional da Equipe, Inclusão Educacional, Combate à Evasão e Melhoria dos Indicadores de Aprendizagem precisam ocupar posição central na agenda da Gestão.
Entretanto, falar em Resultados Educacionais exige uma reflexão cuidadosa. Resultados não podem ser reduzidos apenas a números, índices ou avaliações externas. Embora esses indicadores sejam importantes para orientar decisões e monitorar avanços, a qualidade da Educação também se manifesta em aspectos menos mensuráveis, como o Desenvolvimento da Cidadania, o fortalecimento das Competências Socioemocionais, o Respeito à Diversidade e a construção de Relações Humanas mais saudáveis.
Uma Gestão comprometida com a Qualidade Educacional compreende que os resultados devem ser analisados de forma ampla e contextualizada. Avaliar não significa apenas identificar falhas, mas também reconhecer avanços, corrigir rotas e promover melhorias contínuas. Nesse sentido, a cultura da avaliação deve servir como instrumento de crescimento institucional e não como mecanismo de punição ou de culpa.
Outro desafio relevante é a construção de uma Escola verdadeiramente inclusiva. A Qualidade Educacional somente se concretiza quando todos os Estudantes têm acesso às condições necessárias para aprender, participar e se desenvolver. A Gestão Escolar possui papel decisivo na promoção de práticas inclusivas, no fortalecimento da equidade e na garantia de que as diferenças sejam reconhecidas como parte da riqueza humana presente no ambiente Escolar.
Por fim, é importante reconhecer que não existe Escola de Qualidade sem uma Gestão comprometida com valores Éticos, Responsabilidade Social e Sensibilidade Humana. Liderar uma Instituição de Ensino exige competência técnica, mas também empatia, equilíbrio, escuta ativa e compromisso com o bem coletivo.
A Escola que desejamos para o presente e para o futuro não será construída apenas por decretos, programas ou investimentos. Ela será construída diariamente por Gestores capazes de transformar desafios em oportunidades, dificuldades em aprendizado e Objetivos Institucionais em resultados concretos para a vida dos Estudantes.
Mais do que administrar uma Escola, a verdadeira Missão da Gestão Escolar é inspirar Pessoas, desenvolver Talentos e criar condições para que a Educação cumpra seu papel de transformação social. É nessa perspectiva que a liderança, o planejamento, a definição de prioridades e a busca por resultados encontram seu verdadeiro significado: contribuir para a construção de uma Educação de qualidade, humana, inclusiva e socialmente relevante.
© Prof. Mário Jorge Cruz – Todos os Direitos Reservados
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Frase do Dia
“A bondade é a maior de todas as riquezas. Pequenos atos de bondade duram mais do que uma vida. Essa lição, de que bondade, generosidade é fé nos homens são mais importantes que dinheiro, é a primeira e a maior que meu pai me ensinou…”Eddie Jaku, sobrevivente de Auschwitz, no livro “o Homem mais feliz do Mundo”.
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