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A cultura da aprovação automática e seus impactos na aprendizagem
Uma análise crítica sobre desempenho, indicadores e qualidade de ensino
Prof. Mário Jorge F. Cruz Pedagogo / Especialista em Gestão Escolar
A Educação tem como principal finalidade garantir que os Estudantes aprendam, desenvolvam competências, ampliem conhecimentos e estejam preparados para participar de forma consciente da sociedade. Entretanto, ao longo dos anos, um dos debates mais complexos da Educação brasileira está relacionado à chamada cultura da aprovação automática e aos seus impactos na aprendizagem. A preocupação com a permanência do Estudante na Escola e com a redução da reprovação é legítima e necessária. Afinal, a repetência frequente pode gerar desmotivação, abandono e afastamento do ambiente escolar. Porém, quando a busca pela diminuição dos índices de reprovação passa a significar apenas a progressão do Estudante sem a garantia da aprendizagem, surge um problema ainda maior.
A aprovação não pode ser compreendida apenas como um resultado administrativo ou estatístico. Ela precisa representar uma conquista Pedagógica. O grande desafio está em compreender que evitar a reprovação não significa abandonar a exigência, reduzir expectativas ou ignorar dificuldades. Uma Educação de qualidade precisa conciliar acolhimento e responsabilidade, garantindo oportunidades de recuperação e desenvolvimento sem transformar a aprovação em um simples mecanismo de correção de indicadores.
Quando a aprovação automática passa a ser utilizada sem acompanhamento adequado, pode criar a falsa impressão de avanço educacional. Os números podem apresentar melhorias, enquanto as dificuldades de aprendizagem permanecem acumuladas ao longo dos anos.Nesse cenário, surge uma reflexão fundamental: de que adianta um Estudante avançar de etapa se não possui os conhecimentos necessários para acompanhar novos desafios?
A Escola precisa olhar para além dos resultados quantitativos. Indicadores educacionais são importantes instrumentos de diagnóstico, mas precisam ser analisados com responsabilidade. Um índice positivo nem sempre revela uma realidade de sucesso, assim como um índice baixo não deve ser interpretado sem considerar o contexto social, econômico e Pedagógico da Escola.
O problema não está na utilização dos indicadores, mas na forma como eles são compreendidos e utilizados. Quando servem apenas para comparação ou para cumprir metas, podem perder sua principal função: orientar decisões que melhorem a aprendizagem. A qualidade do ensino não pode ser medida somente pelo número de Estudantes aprovados, mas pela capacidade da Escola em promover desenvolvimento real.
Outro aspecto importante é compreender que a aprovação automática, quando aplicada sem estrutura de apoio, pode transferir dificuldades de uma etapa para outra. O Estudante segue seu percurso Escolar, mas carrega lacunas que dificultam novas aprendizagens. Com o passar do tempo, essas dificuldades acumuladas podem comprometer a autoestima, o desempenho e a relação do Estudante com o conhecimento. Por isso, a discussão não deve ser limitada ao “aprovar ou reprovar”. A questão central é: quais condições a Escola oferece para que todos aprendam?
Uma Escola comprometida precisa fortalecer processos de acompanhamento, avaliação contínua, recuperação da aprendizagem e intervenções Pedagógicas adequadas. O erro está em imaginar que a solução para as dificuldades educacionais está apenas na aprovação ou na reprovação. O verdadeiro compromisso da Educação é garantir aprendizagem.
Nesse processo, o papel do Gestor Escolar é essencial. A liderança precisa evitar tanto o excesso de rigidez que desconsidera as dificuldades dos Estudantes quanto uma postura permissiva que aceita resultados sem analisar suas consequências.
A Gestão Escolar precisa promover uma cultura de acompanhamento, em que os dados, avaliações e resultados sejam utilizados para compreender desafios e construir soluções. Também é fundamental valorizar o trabalho dos Professores, oferecendo condições para que possam desenvolver práticas diferenciadas, identificar dificuldades e atuar preventivamente. A aprendizagem não acontece de maneira igual para todos e, por isso, a Escola precisa estar preparada para oferecer diferentes caminhos, sem abrir mão dos objetivos educacionais.
A aprovação automática pode ser um instrumento de inclusão quando acompanhada de políticas de apoio, acompanhamento e intervenção Pedagógica. Porém, quando utilizada apenas como estratégia para melhorar números ou reduzir estatísticas negativas, pode comprometer justamente aquilo que a Educação deve proteger: o direito de aprender. Uma Escola de qualidade não é aquela que aprova todos indiscriminadamente, nem aquela que reprova como forma de punição. É aquela que cria condições para que todos tenham oportunidade real de aprendizagem.
A grande pergunta que deve orientar as Políticas Educacionais e a prática Escolar é: Estamos garantindo que o Estudante avance porque aprendeu ou apenas porque precisa avançar? A resposta para essa pergunta revela o compromisso que temos com a Educação que queremos construir.
Mais do que aprovação, precisamos garantir evolução. Mais do que números positivos, precisamos garantir conhecimentos construídos. Porque o verdadeiro sucesso Escolar não está apenas em concluir etapas, mas em formar pessoas capazes de compreender, participar e transformar a realidade em que vivem.
© Prof. Mário Jorge de F. Cruz – Todos os Direitos Reservados
Alfabetizar pra Valer Tem início nesta terça-feira, dia 21, o Seminário Formativo do Programa Alfabetizar pra Valer (PAPV). Voltado a profissionais da educação das redes públicas estadual e municipais de ensino, o evento realizado pela Secretaria de Estado da Educação acontece até o próximo dia 24 de julho, na Biblioteca Pública Estadual Epiphanio Dória, tendo como tema ‘Alfabetização, Dignidade e a Garantia do Direito ao Saber’. A ação acontece em regime de colaboração entre Estado e os municípios para fortalecer as políticas públicas de alfabetização em Sergipe.
Alfabetizar pra Valer II O seminário, que terá início às 8 horas, tem como objetivo fortalecer a atuação dos Articuladores Regionais do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), coordenadores regionais, formadores regionais, Diretorias Regionais de Educação e técnicos da Seed, qualificando equipes para o planejamento, acompanhamento e desenvolvimento das ações formativas junto às redes municipais.

André Moura reúne pré-candidatos do União Brasil para apresentar guia jurídico para eleições Um encontro de alinhamento realizado ontem, 20, no Del Mar Hotel, em Aracaju, reuniu pré-candidatos filiados ao União Brasil (UB), partido do qual André Moura é presidente do diretório estadual em Sergipe e pré-candidato ao Senado. A ocasião foi oportuna para a apresentação do guia jurídico para as eleições de 2026 – Guia de Compliance Eleitoral – manual operacional definido para campanhas transparentes e seguras, composto com base na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nº 23.607/2019, com as devidas atualizações.
Guia de Compliance Eleitoral De acordo com André Moura, o Guia de Compliance Eleitoral é um material apto a fornecer informações sobre arrecadação, gastos e prestação de contas, portanto útil para deputados, assessores jurídicos e de contabilidade do partido. “Temos aqui um conjunto de práticas, políticas e controles internos a serem adotados por partidos políticos e candidatos, ou seja, um compilado pronto a ser seguido para garantir que nossas campanhas e atuações estejam em total conformidade com a legislação eleitoral”, declarou André Moura.
Transparência e evitar sanções ou rejeições O objetivo de prevenir irregularidades financeiras, garantir a transparência e evitar sanções legais ou a rejeição de contas esteve entre os parlamentares participantes, entre eles os pré-candidatos a primeiro e a segundo suplentes na chapa de André Moura para o Senado, os vereadores Ricardo Vasconcelos (PSD) e Selma França (PSD). Além deles, a pré-candidata a deputada federal Yandra Moura.

Rogério Carvalho: “Sergipe é um Estado que deixou de ser um problema e passou a ser solução na vida dos sergipanos” Em mais um evento ao lado do governador Fábio Mitidieri, o senador Rogério Carvalho voltou a lembrar que disputaram em lados opostos a eleição de 2022, cada um apresentando seu projeto para julgamento do povo sergipano. “Agora ele está cumprindo a tarefa de fazer o melhor pelo Estado de Sergipe”, disse reafirmando que Sergipe é um estado que tem investimentos, está organizado, tem condições de ter mais investimentos, está desenvolvendo, gerando empregos. É um Estado que deixou de ser um problema e passou a ser solução na vida dos sergipanos”, reforçou.
“Rogério vem fazendo um grande trabalho em Brasília”, lembrou Fábio Já o governador Fábio Mitidieri reforçou a importância da democracia quando na eleição de 2022 ele e Rogério estavam em lados opostos. “Assim que acabou as eleições sentei à mesa com Rogério lembrando que sempre fomos amigos e resolvemos caminhar juntos porque Sergipe é maior do que qualquer divergência. Brasil é maior que qualquer divergência, Rogério é um grande senador vem fazendo um grande trabalho em Brasília”, disse.
Encontro Já ontem, 20, a noite, o senador Rogério Carvalho (PT/SE) promoveu um grande encontro com lideranças políticas e comunitárias no Cotinguiba Esporte Clube, em Aracaju. A mobilização reuniu representantes de diversos segmentos da sociedade para fortalecer a organização popular e ampliar o diálogo em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e da transformação de Sergipe e do Brasil.O evento reforçou a articulação política em torno de pautas voltadas ao desenvolvimento social, à participação popular e ao fortalecimento das políticas públicas, reunindo militantes, lideranças e apoiadores de diferentes regiões do estado. Durante o encontro, Rogério destacou a importância da organização coletiva para enfrentar os desafios do cenário político e ampliar o alcance das ações junto à população.
Pagamento servidores O Governo do Estado começa a pagar o salário do mês de julho aos servidores a partir do próximo dia 30. O calendário foi divulgado ontem, dia 20. No dia 30 receberão os aposentados e pensionistas. Já no dia 31 é a vez dos servidores das demais secretarias, empresas, autarquias e fundações. Os aniversariantes de julho receberão, também, o valor correspondente à primeira parcela do 13º salário.
Avanço Diante dessa realidade, Linda Brasil considera a aprovação da propositura um importante avanço para assegurar direitos e respeito à essa população. A parlamentar reforça a necessidade de enfrentamento da questão com ações permanentes e o reforço de políticas públicas. “O capacitismo é estrutural no Brasil e invisibiliza as pessoas que não atendem aos padrões impostos. A discriminação e a opressão se manifestam a partir da falta de acessibilidade, da presunção de incapacidade e da reprodução de estigmas. É preciso fortalecer a conscientização e os mecanismos de inclusão por meio de políticas públicas consistentes”, salientou.

Festa da Padroeira de Nossa Senhora das Dores Na semana passada as secretárias de Governo e de Planejamento participaram de uma reunião com o Padre Marcos Rogério para ouvir as demandas da Paróquia Nossa Senhora das Dores e dar início aos primeiros preparativos para a tradicional Festa da Padroeira que será realizada nos dais 12 e 13 de Setembro. O encontro foi um importante momento de diálogo e planejamento, reforçando o compromisso da gestão municipal em atuar de forma integrada na construção de uma celebração organizada, valorizando a fé, a cultura e as tradições do nosso município.
Compromisso com o fortalecimento das políticas públicas de assistência social Já na última sexta-feira, 17, a Secretaria Municipal de Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social realizou mais uma entrega de cestas básicas para famílias dorenses em situação de vulnerabilidade social. A ação, que segue sendo realizada de forma contínua pelo Governo Municipal, também contemplou os catadores da coleta seletiva do município, reconhecendo a importância do trabalho desempenhado por esses profissionais e garantindo apoio a quem mais precisa.A iniciativa integra os benefícios eventuais ofertados por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), contribuindo para a segurança alimentar, o acolhimento e a promoção da dignidade das famílias atendidas.”Com esse trabalho contínuo, o Governo Municipal reafirma seu compromisso com o fortalecimento das políticas públicas de assistência social, promovendo cuidado, solidariedade e mais qualidade de vida para a população dorense”, destacou a gestora da pasta.
Em Tobias Barreto, Luciana Déda destaca Economia do Cuidado Cumprindo agenda no município de Tobias Barreto, a pré-candidata Luciana Déda concedeu entrevista ao jornalista Bruno Vasconcelos, oportunidade em que apresentou parte das propostas que vêm sendo desenvolvidas para a construção de uma plataforma voltada à promoção da inclusão social, ao fortalecimento das famílias e à geração de oportunidades para os sergipanos. Durante a conversa, Luciana destacou que um dos pilares de seu projeto é a Economia do Cuidado, conceito que propõe reconhecer e valorizar o trabalho exercido diariamente por milhares de pessoas que dedicam suas vidas ao cuidado de crianças, idosos, pessoas com deficiência e neurodivergentes. Segundo ela, Sergipe precisa transformar esse cuidado em uma política pública estruturada, capaz de gerar qualificação profissional, emprego, renda e mais qualidade de vida para as famílias.
Criação, formação e apoio A proposta prevê a criação de programas permanentes de formação e certificação de cuidadores, incentivo ao empreendedorismo na área, apoio à formação de cooperativas e estímulo à inovação em serviços especializados. Além de fortalecer um segmento em plena expansão, a iniciativa busca oferecer novas oportunidades de trabalho, especialmente para mulheres que já desempenham essa função de maneira informal, sem reconhecimento ou proteção social. Outro tema de destaque da entrevista foi a ampliação das políticas públicas voltadas às mulheres. Luciana defendeu a criação de uma rede integrada de proteção, acolhimento e autonomia econômica para mulheres vítimas de violência, aliando assistência social, atendimento psicológico, qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho. Para ela, romper o ciclo da violência exige oferecer condições para que essas mulheres reconstruam suas vidas com independência financeira e segurança.
Banda A Magnífica lança álbum “Ativando Memórias” e celebra a essência do forró romântico A Banda A Magnífica acaba de apresentar ao público o álbum “Ativando Memórias”, novo projeto que chega às plataformas digitais reunindo romantismo, nostalgia e novidades para os fãs do autêntico forró. Com interpretação da cantora Sidy Gomes, o trabalho resgata grandes sucessos que marcaram época e também abre espaço para uma música inédita, reforçando a identidade da banda. O principal lançamento do álbum é “Corpo em Chamas”, composição autoral que aposta em uma letra intensa e em uma sonoridade que preserva a essência do forró romântico. A canção representa uma nova fase do grupo, sem perder as características que conquistaram o público ao longo dos anos. Além da faixa inédita, o repertório traz releituras de clássicos do chamado “forró das antigas”, como “Sai de Mim Tristeza” e “Pétalas de Neon”, proporcionando uma experiência marcada pela emoção e pelas lembranças de grandes momentos vividos ao som do gênero.
Ligção afetiva Segundo Sidy Gomes, o projeto foi pensado para fortalecer a ligação afetiva entre a banda e o público. “O título Ativando Memórias representa exatamente a proposta do álbum: despertar sentimentos, reviver histórias e mostrar que o forró romântico continua vivo, agora também com uma nova identidade através de Corpo em Chamas”, destaca a cantora. Reconhecida por sua forte conexão com a cultura nordestina, a Banda A Magnífica segue investindo em produções que unem tradição e modernidade. Com o novo álbum, o grupo reafirma seu compromisso de manter viva a paixão pelo forró romântico, conquistando tanto os admiradores de longa data quanto uma nova geração de ouvintes.O álbum “Ativando Memórias” já está disponível nas principais plataformas de streaming.

Instituto Rahamim apresenta o espetáculo “A História Sem Fim” O Instituto Rahamim apresenta o espetáculo “A História Sem Fim”, no próximo dia 28 de julho, às 19h, no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju. Inspirado na obra clássica do escritor alemão Michael Ende, publicada em 1979 e adaptada para o cinema em 1984, a apresentação propõe não apenas revisitar uma das histórias mais marcantes da literatura fantástica, mas também refletir sobre o valor da imaginação, da leitura e das relações humanas em tempos de intensa transformação digital. Segundo o diretor-geral do espetáculo, Cristiano Lima, são mais se 200 bailarinos e atores no palco. Ele acrescentou ainda que a proposta não é fazer uma crítica à tecnologia, mas provocar uma reflexão sobre a criatividade humana diante dos avanços da Inteligência Artificial. “A trama acompanha Bastian, um garoto solitário que, para enfrentar o luto pela perda da mãe e o bullying na escola, refugia-se na leitura de um livro mágico. A partir daí, ele é transportado para o reino de Fantasia, ameaçado por uma força sombria chamada ‘O Nada’”, explica.
Jornada Enquanto acompanha a aventura por meio da leitura, Bastian presencia a jornada do jovem guerreiro Atreyu, encarregado de salvar a Imperatriz de Fantasia, gravemente doente. Guiado pelo medalhão mágico Auryn, Atreyu atravessa o reino enfrentando criaturas fantásticas e o temido lobo Gmork, enviado pelo Nada para impedir sua missão. Durante a jornada, surgem personagens marcantes, como o dragão da sorte Falkor e o cavalo Artax. Aos poucos, Atreyu descobre que apenas uma criança do mundo real poderá salvar Fantasia, dando um novo nome à Imperatriz. Ao final, Bastian compreende que sempre fez parte da história e que somente ele pode romper a barreira entre a ficção e a realidade para devolver a esperança ao reino. “O espetáculo, assim como o livro e o filme, aborda temas como a superação da perda, o poder transformador da imaginação, a importância da leitura na infância e a clássica jornada do herói. É uma história sobre acreditar, criar e transformar”, destaca Cristiano Lima. A apresentação artística conta com apoio da Energisa e de projetos apoiados pela Prefeitura de Aracaju. Toda a renda arrecadada será revertida para as ações sociais desenvolvidas pelo Instituto Rahamim.
Instituto Rahamim Rahamim, uma palavra de origem hebraica, significa “amor de entranhas” ou “misericórdia divina”, remetendo ao amor incondicional de uma mãe por seu filho e inspirando a missão de acolhimento e cuidado que orienta o trabalho da instituição. Fundado em novembro de 2000, o Instituto Rahamim é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que atua na promoção dos direitos humanos e no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social, sem qualquer distinção de origem, raça, crença, orientação sexual, condição física ou econômica. Com sede, há 25 anos, no conjunto Padre Pedro, bairro Santa Maria, em Aracaju (SE), desenvolve projetos voltados ao fortalecimento de comunidades periféricas, à preservação ambiental e à promoção da cidadania. Ingressos: à venda na bilheteria do Teatro Tobias Barreto e na sede do Instituto, localizado na rua 32, n. 122, conjunto Padre Pedro, bairro Santa Maria, Aracaju (SE). Inteira R$ 60,00/Meia R$ 30,00. Instagram: https://www.instagram.com/institutorahamim/ Cristiano Lima: (79) 99814-5876
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Academia Gloriense de Letras promoverá o Sarau Alto Sertão em Letras no Museu da Gente Sergipana
A Academia Gloriense de Letras (AGL) realizará, na próxima quinta-feira, 23 de julho de 2026, das 14h às 16h, o Sarau Alto Sertão em Letras, no Museu da Gente Sergipana, em Aracaju.
O evento tem como objetivo valorizar a literatura, a arte e a cultura produzidas no município de Nossa Senhora da Glória, promovendo um espaço de diálogo, memória e celebração da identidade cultural da região.
A programação reunirá escritores, escritoras, artistas e artesãos em apresentações literárias e artísticas, proporcionando ao público uma oportunidade de conhecer e prestigiar a riqueza da produção cultural gloriense.
A AGL convida toda a comunidade a participar deste encontro, que reafirma o compromisso da instituição com a difusão da literatura, o fortalecimento da cultura regional e a valorização dos artistas e escritores do gloriense e do alto sertão.

Somos todos José Queiroz da Costa. Hoje completaria 90 anos.
Do blog: Uma homenagem da família no Instagram que merece ser repercutida. Um cidadão, um democrata.
“Deus me deu uma série de atribuições, já cumpri quase a metade, tenho outro tanto para cumprir. Basta que eu continue, e que Deus me dê saúde, porque enquanto eu respirar e tiver o amor que tenho pelo meu povo, pela minha cidade e a responsabilidade que eu acho que tenho, e se posso, eu vou prestar mais alguns serviços, porque Deus ainda me deu a saúde necessária para isso. Estas palavras são ditas de coração.” (José Queiroz da Costa)
Abertura do discurso dia 25 de novembro de 2022 ao ser agraciado pela Academia Itabaianense de Letras com a Comenda Potesta Montis.
Na foto José Queiroz sentado ao lado de Dona Carminha. Em pé, da esquerda para direita, os filhos: Lana, Rui, Norma, Ivan, Carmen e Zezinho
PELO E-MAIL claudionunes@infonet.com.br
ESPECIAL

Das mãos que colhem o mar nasce um projeto para fortalecer comunidades marisqueiras em Sergipe
Projeto Mãos e Marés inicia atividades em seis municípios sergipanos unindo ciência, extensão universitária e saberes tradicionais para promover segurança alimentar, protagonismo feminino e fortalecimento da pesca artesanal
Entre manguezais, rios e marés, milhares de mulheres transformam diariamente o trabalho da mariscagem em alimento, renda e tradição para suas comunidades. É para caminhar ao lado dessas trabalhadoras, reconhecer seus saberes e construir soluções coletivas que nasce o Projeto Mãos e Marés – Extensão Participativa para Fortalecimento da Segurança Alimentar e do Protagonismo das Comunidades Marisqueiras em Sergipe, que inicia oficialmente suas atividades no estado.
O projeto é uma realização da Universidade Federal de Sergipe (UFS) por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Ele integra o Programa Alimento Seguro (PAS), iniciativa nacional criada para promover a produção e a oferta de alimentos seguros em todas as etapas da cadeia produtiva, do campo ao consumidor.
Coordenada pelo professor Carlos Alexandre Borges Garcia, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o Mãos e Marés será desenvolvido em seis municípios do território Sul Sergipano, promovendo ações de pesquisa, extensão universitária e participação social voltadas ao fortalecimento da pesca artesanal, da segurança alimentar e nutricional e da organização das comunidades marisqueiras.
A iniciativa surge diante da necessidade de ampliar o conhecimento sobre a realidade das comunidades marisqueiras sergipanas, responsáveis por uma atividade essencial para a segurança alimentar, a economia local e a preservação de conhecimentos tradicionais. Apesar dessa importância, o setor ainda convive com desafios como a invisibilidade social, a ausência de informações sistematizadas, a vulnerabilidade socioeconômica e a dificuldade de acesso a políticas públicas.
Segundo o professor Carlos Alexandre, o projeto nasce do entendimento de que a produção de conhecimento precisa estar conectada às pessoas e aos territórios. “O Mãos e Marés parte da convicção de que a universidade tem um papel fundamental na construção de soluções ao lado das comunidades. Não se trata apenas de pesquisar a realidade das marisqueiras, mas de construir conhecimento com elas, reconhecendo seus saberes, fortalecendo sua organização e contribuindo para ampliar sua participação na formulação de políticas públicas”, destacou.
Na prática, o Mãos e Marés pretende aproximar a universidade das comunidades para compreender como vivem e trabalham as marisqueiras, identificar os principais desafios enfrentados por elas e construir, de forma participativa, caminhos para fortalecer a atividade. O projeto vai realizar visitas de campo, rodas de conversa, oficinas, cursos de formação, pesquisas e encontros com lideranças comunitárias, promovendo um intercâmbio permanente entre o conhecimento científico e os saberes tradicionais das comunidades.
Outro eixo importante será a produção de informações qualificadas sobre a mariscagem em Sergipe. A equipe irá mapear aspectos sociais, econômicos, ambientais e culturais relacionados à atividade, produzindo dados que poderão subsidiar políticas públicas voltadas à pesca artesanal, à segurança alimentar, à geração de renda, à proteção dos manguezais e à valorização do trabalho desenvolvido, sobretudo, pelas mulheres marisqueiras.
Além disso, o projeto buscará fortalecer a organização social das comunidades, estimulando a participação das marisqueiras em espaços de decisão, ampliando o diálogo com instituições públicas e incentivando iniciativas que contribuam para o desenvolvimento sustentável dos territórios costeiros. A proposta é fazer com que o conhecimento produzido durante o projeto gere impactos concretos na vida das comunidades, fortalecendo sua autonomia e ampliando sua capacidade de reivindicar direitos.
Para o químico e pesquisador do projeto, Silvânio Silvério Lopes da Costa, a extensão universitária só cumpre seu papel quando estabelece uma relação de troca entre a academia e a sociedade. “As marisqueiras acumulam conhecimentos construídos ao longo de gerações sobre o manguezal, os ciclos da natureza e a produção de alimentos. O projeto reconhece esse patrimônio e busca aproximar o conhecimento científico desses saberes tradicionais para fortalecer as comunidades e promover transformações concretas na vida das pessoas”, avaliou.
As ações serão realizadas nos municípios de Estância, Indiaroba, Santa Luzia do Itanhy, Itaporanga d’Ajuda, Umbaúba e Arauá, todos da região sul do estado, onde a mariscagem representa uma importante fonte de renda para centenas de famílias e tem papel central na economia e na cultura local.
Além de fortalecer a organização comunitária, o Mãos e Marés pretende produzir informações qualificadas sobre a pesca artesanal em Sergipe, contribuindo para a elaboração de políticas públicas e para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à erradicação da pobreza, igualdade de gênero, segurança alimentar, trabalho decente e conservação dos ecossistemas costeiros.
Para Jeisikailany Santos Peixoto Oliveira, engenheira de pesca e pesquisadora do projeto, a iniciativa também consolida uma trajetória da Universidade Federal de Sergipe junto às comunidades pesqueiras, ampliando ações de pesquisa e extensão que valorizam a pesca artesanal como atividade estratégica para o desenvolvimento regional e para a preservação do patrimônio cultural sergipano.
“Quando fortalecemos as comunidades marisqueiras, fortalecemos também a segurança alimentar, a conservação dos nossos ecossistemas e a identidade cultural de Sergipe. O Mãos e Marés nasce para construir esse caminho de forma coletiva, com diálogo, participação e compromisso social”, apontou a pesquisadora.
Sobre o PAS
Desenvolvido a partir de uma parceria entre instituições como SENAI, SEBRAE e Embrapa, o programa dissemina a adoção de Boas Práticas Agrícolas (BPA), Boas Práticas de Fabricação e os princípios da Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), contribuindo para prevenir riscos físicos, químicos e biológicos que possam comprometer a saúde da população. Além de elevar a qualidade dos alimentos, o PAS fortalece a competitividade dos produtores, amplia o acesso a mercados mais exigentes, incentiva a sustentabilidade da produção e promove maior confiança dos consumidores nos alimentos que chegam à mesa.
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Frase do Dia
“O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm.” René Descartes.
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