Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
Terminada a eleição, começa a parte mais interessante da política: descobrir quem realmente ganhou e, sobretudo, quem perdeu. A urna, ao contrário dos discursos de campanha, não costuma cultivar delicadezas. Ela distribui vitórias, impõe derrotas e, vez por outra, desmonta personagens que pareciam maiores do que eram.
Em Sergipe, a oposição saiu das urnas bastante avariada. Não se trata apenas de contar votos, mas de medir expectativas. E, nesse quesito, alguns projetos chegaram à eleição com pretensões de grandeza e terminaram obrigados a rever a própria estatura.
Sinal de alerta para a prefeita Emília Corrêa que já sabe que enfrentará Delegada Katarina e a teimosia de Edvaldo que não quer vestir o pijama
Emília Corrêa, por exemplo, não conseguiu transformar a força política que acumulou em Aracaju em uma demonstração eleitoral capaz de produzir um fato novo no Estado. A capital, que poderia funcionar como trampolim para uma candidatura de maior alcance, acabou não entregando a potência esperada. Política é também capacidade de converter capital político em voto, e essa conversão, desta vez, não aconteceu na proporção imaginada.
E a prefeita tem o que mostrar, mas falta um marketing mais aguerrido. Por exemplo, na semana passada inaugurou a orla Gov. João Alves Filho – justa homenagem a quem transformou a área – no Bairro Coroa do Meio. Além de um espaço atrativo para todos vai virar um novo cartão postal com certeza. Pouco se viu na mídia a divulgação da obra.
Por outro lado a prefeita tem o resto do mandato para se preparar e já sabe que enfrentará como candidata do governo a delegada Katarina, reeleita deputada federal e a teimosia de Edvaldo que insiste em não vestir o pijama político. Será que Emília colocará como candidato a vice, o delegado André David, que mesmo perdendo foi uma surpresa a votação que teve para o Senado cerca de 378 mil votos?
Encanto de Valmir de 2022 ficou pelo caminho
Valmir de Francisquinho é outro caso que merece reflexão. O fenômeno de 2022 parecia ter produzido uma liderança com capacidade de sobreviver ao próprio episódio eleitoral e permanecer como força relevante no tabuleiro sergipano. Mas o resultado desta eleição sugere que parte daquele encanto ficou pelo caminho. A política, como se sabe, é uma senhora pouco sentimental: quem vive de um grande resultado precisa provar, eleição após eleição, que não foi apenas um acidente feliz da história.
E há André David
Sua trajetória nesta eleição talvez seja o melhor exemplo da diferença entre expectativa e realidade. Entrou no conclave como quem já se preparava para sair papa e terminou a eleição com a modesta faixa de coroinha. Foi uma espécie de sonho de uma noite de verão eleitoral. Houve barulho, expectativa, apostas e uma certa atmosfera de consagração antecipada. A urna, entretanto, não confirmou a profecia. Em 2022, ele foi candidato a deputado federal pelo partido Republicanos e obteve cerca de 31 mil votos., mas o partido não atingiu o coeficiente eleitoral.
Edvaldo terá mais um capítulo na vida pública?
E há ainda Edvaldo Nogueira, talvez o caso mais emblemático de uma carreira que parece ter chegado a um ponto de inflexão. Quatro vezes prefeito de Aracaju, personagem central da política sergipana por muitos anos, Edvaldo construiu uma trajetória que lhe permitiu ocupar sucessivamente o centro do palco. O problema é que a política tem uma característica cruel: nenhum mandato é capaz de garantir eternamente o próximo capítulo.
Agora, já se especula sobre as dificuldades que ele poderá enfrentar até mesmo para conquistar uma cadeira de vereador. Se isso se confirmar, será uma mudança expressiva de patamar para quem durante tantos anos esteve no comando da capital e sonhou com voos muito mais altos. Mais do que uma derrota eleitoral, seria o sinal de que o seu capital político já não produz os mesmos dividendos.
E 2028 pode ser ainda mais duro. A construção de uma candidatura majoritária depende de alianças, e alianças dependem de força política. Depois dos últimos resultados, será preciso observar quem ainda estará disposto a apostar suas fichas em Edvaldo. Há momentos em que o político percebe que o ciclo terminou. Há outros em que o ciclo termina e ele é o último a perceber.
Talvez esteja aí a ironia maior da trajetória de Edvaldo: o tempo político pode ter passado, mas aparentemente ninguém lhe entregou o calendário.
Do outro lado, o governo tem motivos de sobra para comemorar.
Fábio Mitidieri saiu das urnas com uma votação esmagadora, resultado que não apenas confirma sua força eleitoral como amplia seu espaço para a construção do futuro. Rogério Carvalho, igualmente, demonstrou que continua sendo uma das principais forças políticas de Sergipe. O curioso é que ambos, adversários em 2022, chegaram a estas eleições como aliados. A política tem dessas ironias: ontem, adversários; hoje, companheiros de fotografia; ama…

Adepol/SE agradece empenho de Rogério Carvalho após aprovação da PEC da Segurança Pública na CCJ A diretoria da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol/SE) reuniu-se com o senador Rogério Carvalho (PT/SE) ontem, 14, logo após a aprovação, por unanimidade, do relatório do parlamentar à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18, conhecida como PEC da Segurança Pública, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. O encontro teve como objetivo agradecer formalmente o empenho do senador e sua parceria permanente com as demandas da categoria.Participaram da reunião a presidente da Adepol/SE, Renata Aboim, e os diretores Kassio Viana e José Gilberto Guimarães. A presença da diretoria logo após a votação reforçou o reconhecimento da entidade ao trabalho desenvolvido pelo senador em defesa da segurança pública, dos profissionais da área e de políticas que garantam mais proteção para todos os brasileiros e brasileiras.
Fortalecimento Durante a reunião, a associação reconheceu a atuação de Rogério Carvalho na relatoria da proposta, considerada estratégica para o fortalecimento das instituições de segurança pública no Brasil, pontuando, por meio de nota, que o trabalho do parlamentar é marcado pelo diálogo com os profissionais da área e pela busca de soluções que contribuam para a modernização das estruturas de segurança.“Segurança pública se faz com responsabilidade, planejamento, instituições fortalecidas e valorização dos profissionais que estão diariamente na linha de frente. Nosso compromisso é trabalhar para que o Brasil tenha uma segurança mais eficaz, capaz de proteger a população e garantir melhores condições de trabalho aos seus servidores”, destacou o senador.
Diálogo e valorização dos profissionais da Polícia Judiciária Na oportunidade, a Adepol/SE também ressaltou a postura de proximidade do senador com a categoria, mantendo o gabinete aberto para receber sugestões, discutir projetos estruturantes e construir alternativas voltadas à valorização dos servidores e à modernização da Polícia Judiciária. Carvalho, por sua vez, revelou que “é fundamental ouvir quem conhece de perto os desafios da segurança pública”. “Os delegados e demais profissionais da área precisam ser respeitados e valorizados. Nosso mandato está à disposição para construir, junto com essas categorias, caminhos que fortaleçam as instituições e melhorem os serviços prestados à sociedade”, afirmou Rogério Carvalho.
Nota da Adepol/SE na íntegra A diretoria da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol/SE) realizou uma reunião com o senador Rogério Carvalho com o objetivo de expressar agradecimento formal pela constante parceria e pelo apoio dedicado às demandas da Segurança Pública.Entre os principais temas em pauta, destacou-se a atuação do parlamentar na relatoria da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18, matéria de suma relevância para o fortalecimento das instituições de segurança. O senador Rogério Carvalho tem mantido uma postura de constante diálogo e proximidade com a categoria, mantendo as portas de seu gabinete sempre abertas para receber sugestões, debater projetos estruturantes e construir soluções concretas voltadas à valorização e modernização da Polícia Judiciária.
Precatórios As pessoas que têm precatórios para receber do Estado de Sergipe – incluindo a Administração Direta e Indireta – e pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) têm até o dia 22 de outubro para aderir ao acordo direto. A iniciativa tem o objetivo de oferecer aos beneficiários uma alternativa para receber os valores devidos de forma mais rápida, mediante um desconto de 40% sobre o valor a receber. O acordo deve ser realizado exclusivamente pela internet, por meio do formulário eletrônico da modalidade Acordo Direto, disponível no Portal do Advogado e no Portal do Cidadão.

Nova liderança em Carmópolis O empresário do ramo serviços petrolíferos na região do Vale Japaratuba e politico no município de Carmópolis, Vereador Luísinho Guimarães (MDB) foi eleito presidente da Câmara Municipal, para o biênio 2027/2028. Eleito com votos da situação e da oposição, o vereador Luisinho constitui agora uma nova alternativa política às antigas lideranças municipais. Sua forte e independente base eleitoral, suas raizes históricas e o seu conteúdo político progressista levam seus aliados a já projetarem sua candidatura a prefeito do município em 2018. O novo presidente da Câmara diz que vai apoiar os esforços que prefeito Edi Leite, o governador Fábio Mitidieri e o presidente Lula estão fazendo para o fortalecimento da industrialização do petróleo e do gás natural, em larga escala, de forma a gerar mais empregos, rendas, melhores qualidades dos serviços públicos e, especialmente, mais qualidade de vida para o povo de Carmópolis e dos demais municípios sergipanos.
Prefeitura amplia visitas domiciliares realizadas por agentes comunitários de saúde A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), ampliou o acompanhamento das famílias pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com 187.735 visitas domiciliares realizadas entre julho e setembro de 2026. O total representa um aumento de 382,71% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 38.892 visitas. A iniciativa fortalece a Atenção Primária à Saúde (APS), aproxima os serviços de saúde da população e contribui para a identificação das necessidades de cada território. As visitas domiciliares permitem que os ACS conheçam a realidade das famílias, orientem os moradores sobre cuidados com a saúde e acompanhem situações que exigem atenção contínua. Entre as prioridades estão pessoas com hipertensão e diabetes, gestantes, crianças, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade social. As informações coletadas também ajudam as equipes a identificar riscos e planejar ações de acordo com as necessidades de cada comunidade.
Acompanhamento dos agentes Segundo Itamaria Franco, assessora técnica dos Agentes Comunitários de Saúde, o trabalho dos profissionais vai além das orientações realizadas nas residências. Os agentes acompanham as condições de saúde dos moradores, verificam situações de risco social e levam informações às equipes da Atenção Primária, que definem as prioridades de atendimento conforme a realidade de cada área. “As visitas domiciliares são uma atribuição essencial do agente. Além de acompanhar as condições de saúde das pessoas, como hipertensão, diabetes e gestação, os profissionais observam situações de vulnerabilidade social e possíveis riscos dentro do ambiente familiar. Esse trabalho permite conhecer melhor cada família e identificar quem precisa de uma atenção mais frequente”, ressaltou.
Dados O planejamento das visitas considera os dados dos cadastros individuais e domiciliares, que reúnem informações importantes sobre o perfil da população. Nas reuniões das equipes de saúde, essas informações orientam a definição das prioridades e a periodicidade do acompanhamento. Embora as famílias com maiores necessidades recebam atenção mais frequente, todas devem ser contempladas pelas visitas regulares dos agentes. “Quando o ACS identifica uma gestante sem acompanhamento pré-natal, uma criança em situação de desnutrição, uma pessoa idosa ou alguém com uma condição de saúde que exige cuidados contínuos, essas informações são discutidas com a equipe. A partir dessa análise, organizamos o planejamento e direcionamos a assistência para as situações que demandam maior atenção, conforme as necessidades identificadas no território”, explica a assessora técnica.
Indicadores Além do acompanhamento direto dos moradores, os registros das visitas contribuem para a análise dos indicadores de saúde de Aracaju. As informações permitem reconhecer características de cada região, como a concentração de crianças e idosos, e identificar áreas que precisam de ações específicas de prevenção e controle de doenças, a exemplo da dengue, da zika e da chikungunya.Itamaria reforça que os dados produzidos pelos agentes são fundamentais para orientar as estratégias da gestão municipal e qualificar as ações de saúde pública. “Essas informações ajudam a compreender a realidade de cada área de abrangência e a identificar onde precisamos atuar com mais intensidade. A partir dos dados coletados pelos agentes, conseguimos planejar ações direcionadas, estabelecer prioridades e buscar melhorias para a saúde da população de Aracaju”, enfatizou.
Papel O aumento das visitas domiciliares reforça o papel dos Agentes Comunitários de Saúde na promoção da saúde, na prevenção de doenças e na identificação precoce de situações de risco. Com a presença dos profissionais nos territórios e o planejamento das ações a partir das necessidades de cada comunidade, a Prefeitura de Aracaju fortalece a Atenção Primária à Saúde e amplia o acesso da população a um cuidado humanizado, integral e próximo da realidade das famílias.

“Quem sai aos seus, não degenera”. Um texto de Luíza Déda – filha do eterno professor e governador Marcelo Déda – postado no Instagram que merece uma reflexão: “Eu tenho muitas fotos com lula. desde pequenininha. talvez até na barriga da minha mãe, mas eu gosto dessas aqui. há uns dez anos. Essa foto é lula. óbvio. mas essa foto é a essência dele. o o cuidado, o olho no olho, a mão que ele segura com força enquanto presta atenção no que você diz. Ele escuta e lembra de tudo. sempre. mas isso não é pq ele me conhece desde que nasci… ele É assim. Eu não lembro quando entendi que lula era um gigante pq ele sempre frequentou a casa dos meus avós maternos, era o grande amigo do meu pai, viajavam juntos, caminhavam juntos, é padrinho de minha irmã. mas eu lembro da felicidade quando o telefone da casa dos meus avós tocou e era ele dizendo “eu sou presidente”, em 2002, com toda humildade do mundo, como se não estivéssemos acompanhando a apuração. Um dia, na pré-campanha de dilma, eu tava caminhando atrás dele pós um comício em aracaju, quando um senhorzinho gritou “lula, lula, lula!” e ele parou tudo e foi atender ao chamado entre milhares de pessoas: “lula, pq dilma?”. E ele pegou na mão do eleitor (como nessa foto comigo), olhou nos olhos do eleitor, (como olhou nos meus olhos nessas fotos) e disse: “pq ela é o melhor pro nosso país. o senhor confia em mim?”. E o eleitor chorava assentindo, desacreditado que o presidente do Brasil olhava em seu olho pedindo sua confiança. Talvez tenha sido aí que eu entendi que Lula é gigante. quando eu notei que o olhar, o cuidado, as mãos que seguravam as minhas… eram os mesmos que ele olhava/cuidava/segurava a mão de todo o povo desse país. No coração desse homem cabe milhões de pessoas. se ele pudesse ele seguraria nas mãos de todos vocês, olharia no olho e diria: vocês confiariam em mim pela quarta vez?”
Festival Realizado pelo Governo de Sergipe e Prefeitura de São Cristóvão, o Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) chega à sua 41ª edição reafirmando sua importância como o maior festival cultural do estado e um dos mais tradicionais do Nordeste. O governador Fábio Mitidieri lança oficialmente a programação na próxima quarta-feira, 15, em solenidade na Cidade Mãe de Sergipe, ao lado do prefeito Júlio Nascimento e demais autoridades.

UFS promove I Encontro Internacional de Inovação Territorial e Políticas Públicas de Sergipe A Universidade Federal de Sergipe (UFS) promove, nos dias 27 e 28 de outubro, das 8h30 às 18h, o I Encontro Internacional de Inovação Territorial e Políticas Públicas de Sergipe. As inscrições podem ser feitas até 26 de outubro pela plataforma Even3. O local do evento será divulgado em breve nos canais oficiais da UFS e será informado diretamente aos inscritos. Com o tema “Territórios, evidências e desenvolvimento: da inteligência territorial à ação pública”, o I Encontro Internacional de Inovação Territorial e Políticas Públicas de Sergipe será realizado nos dias 27 e 28 de outubro, no Conviva Coworking, em Aracaju. A UFS realiza o evento em cooperação científica com a Universidade de Aveiro, de Portugal, e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Instituto Federal de Sergipe (IFS), do Mestrado Profissional em Administração Pública (PROFIAP), do Programa de Pós-Graduação em Inovação e Tecnologia em Saúde (PPGITS/UFS) e do Ecossistema Local de Inovação. A iniciativa busca responder a um desafio contemporâneo: como transformar o conhecimento sobre os territórios em inteligência capaz de orientar decisões e políticas públicas para o desenvolvimento?
Programação A dimensão internacional marca a programação desde a abertura. A conferência inaugural, “Políticas territoriais de inovação e desenvolvimento regional: experiências europeias e desafios para territórios periféricos”, ficará a cargo do professor doutor Carlos Rodrigues, da Universidade de Aveiro, em Portugal. Docente do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território (DCSP) e pesquisador do GOVCOPP, ele traz a experiência europeia para dialogar com a realidade dos territórios sergipanos e brasileiros. O encontro aproxima a comunidade acadêmica, o poder público, os ecossistemas de inovação e a sociedade civil em um espaço de diálogo, formação e construção conjunta de soluções baseadas em evidências. Durante a programação, serão lançados a plataforma do Observatório de Inovação Territorial de Sergipe (OITS-UFS) e os Hubs de Inovação (InovaHub-UFS), projetos que conectam o poder local e as políticas de inovação da Universidade, potencializando as vocações territoriais para o desenvolvimento regional. Também serão apresentados dados, informações e mapas construídos a partir da análise das potencialidades e fragilidades das regiões sergipanas. As inscrições e a submissão de trabalhos podem ser feitas por QR code, disponível no card de divulgação.
Plataforma será lançada Durante a programação, será lançada a plataforma do Observatório de Inovação Territorial de Sergipe (OITS-UFS) e dos Hubs de Inovação (InovaHub-UFS), projetos que conectam o poder local e as políticas de inovação da Universidade, potencializando as vocações territoriais para o desenvolvimento regional. Na ocasião, serão apresentados dados, informações e mapas construídos a partir da análise das potencialidades e fragilidades das regiões sergipanas. O coordenador-geral do evento, Prof. Dr. José Rabelo Neto, explica que o encontro está vinculado ao Programa Conhecimento Brasil – Atração e Fixação de Talentos, iniciativa do CNPq em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para repatriar cientistas e pesquisadores brasileiros que atuam no exterior. “A ideia é que eles voltem ao país e, com a experiência que adquiriram lá fora, desenvolvam pesquisas aplicadas aqui, gerando novos conhecimentos e resultados e fortalecendo a formação de capital humano em diversas áreas”, afirma.
Multidisciplinar e transdisciplinar O professor também destaca o caráter multidisciplinar e transdisciplinar do projeto, que envolve a análise de dados e vocações dos territórios nas dimensões social, econômica e cultural, em áreas como meio ambiente, agricultura, saúde da família, indústria e desenvolvimento de novos produtos. “Sabemos que temos o sertão sergipano, o sul sergipano, e o projeto está mapeando cada região, seus potenciais e suas fragilidades, para mitigá-las e resolvê-las e para que cada região tenha a sua própria identidade. Trazemos essas análises ao evento para subsidiar as decisões de gestores públicos, seja para potencializar vocações, seja para resolver problemas, região por região. Aqui, especificamente, são oito regiões de Sergipe”, explica. A programação é voltada a estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, pesquisadores, gestores e servidores públicos, empreendedores, atores dos ambientes de inovação e organizações da sociedade civil.
Submissão de trabalhos Os trabalhos podem ser submetidos até 17 de outubro e devem estar alinhados a um dos seguintes eixos temáticos: Ciência, Tecnologia e Transformação Digital nos Territórios; Desenvolvimento Social, Saúde, Educação e Sustentabilidade; Inovação, Empreendedorismo e Ecossistemas Territoriais; Políticas Públicas, Governança e Desenvolvimento Territorial; Território, Redes, Participação e Dinâmicas Socioeconômicas; Outros temas relacionados à Inovação Territorial e às Políticas Públicas. Inscrições: Até 26 de outubro, através do site: https://www.even3.com.br/i-encontro-internacional-de-inovacao-territorial-e-politicas-publicas-de-sergipe-791840/
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Evento solidário: “O Futuro da Humanidade”
Por Dr. José Aderval Aragão/Professor Titular de Anatomia Clínica/Departamento de Morfologia Universidade Federal de Sergipe (UFS):
Temos a satisfação de convidá-los para a cobertura de um evento muito especial que acontecerá na próxima segunda-feira, 19 de outubro de 2026. O Curso de Medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS) apresentará a emocionante peça teatral “O FUTURO DA HUMANIDADE”, que será encenada no Teatro Atheneu, às 18h, sob a coordenação do professor Dr. José Aderval Aragão.Esta produção artística, que já alcança sua 17ª edição em mais de oito anos, não apenas promete emocionar e inspirar o público, como também tem um propósito solidário. Toda a arrecadação será destinada ao apoio de importantes instituições de *caridade:
Associação dos Amigos da Oncologia (AMO);
Associação de Apoio ao Adulto com Câncer (AAACASE);
Instituto Joana de Ãngelis.
Por que este evento é especial?
Além de seu caráter beneficente, a peça constitui uma experiência pedagógica única, permitindo que os futuros médicos desenvolvam habilidades fundamentais de trabalho em equipe, liderança, organização e companheirismo. Mais do que uma atividade cultural, trata-se de um gesto de solidariedade e compromisso social, reafirmando a missão do curso de Medicina da UFS em formar profissionais sensíveis, éticos e comprometidos com a humanidade. Contar com a presença e a cobertura de sua equipe será fundamental para dar visibilidade a esta iniciativa, que une educação, arte e responsabilidade social em um só propósito. eDesde já agradecemos pela atenção e apoio, certos de que juntos poderemos ampliar o alcance desta mensagem de esperança e solidariedade.
PELO E-MAIL claudionunes@infonet.com.br
OPINIÃO

E LULA FEZ O QUE? Por Neu Fontes
Olá, gente boa!
Minha mãe querida, dona Susete, está com 87 anos. Mulher de personalidade forte, memória política respeitável e uma teimosia que, modéstia à parte, acho que herdei dela.
Sempre votou na esquerda e no campo progressista. Mas, anos atrás, um político desse campo fez uma coisa nada agradável comigo. Minha mãe tomou as dores, ficou uma arara, disse uns desaforos ao sujeito e decretou:
— Nesse partido eu não voto nunca mais!
Eu relevei. Ela, não. Afinal, mãe é mãe. Quando mexem com um filho, até a diplomacia pede licença e vai embora.
No primeiro turno, perguntei:
— Mãe, a senhora vai votar?
— Claro! É meu direito! Mas no PT eu não voto. E naquele moleque safado e aproveitador também não!
Gostei de ouvir. A mágoa continuava guardadinha, mas a disposição de participar da democracia permanecia intacta. E o bom senso também!
Começou então a sabatina eleitoral.
— Meu filho, e esse Caiado?
— Mãe, se fosse pintado, ainda dava para conversar. Mas caído fica difícil!
Ela gargalhou.
— E aquele escritor?
— Escritor, mãe, é Jorge Amado, José Calasans! Esse cabra escreve livro de autoajuda e parece estar precisando ler os próprios livros!
— E o Zema?
— Esse a senhora conhece?
— Conheço! É um zero à esquerda. Só fala besteira!
Pensei comigo: minha linda continua afiada!
Até que perguntou por Renan e, lembrando das divergências dele com outro candidato, anunciou seu voto.
Encerramos o primeiro turno em paz. Cada um com suas convicções, porque democracia também se aprende dentro de casa.
Mas hoje veio o segundo capítulo.
— Meu filho, no segundo turno vou votar no Lula. O outro não serve nem para pano de chão!
Ri. Mas ela logo lembrou da antiga mágoa e perguntou:
— Mas, meu filho, o que foi mesmo que Lula fez?
Pronto! Lá vinha trabalho!
Resolvi responder sem discurso de palanque e sem aquelas brigas de televisão em que todo mundo fala e ninguém escuta.
— Mãe, vamos começar pela vida das pessoas. O Bolsa Família foi retomado em 2023, com mínimo de R$ 600, reajustado agora para R$ 691, além dos adicionais conforme a composição familiar.
— Isso é importante, meu filho. Ninguém pode passar fome!
— Pois é, mãe. E em 2025 o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da ONU. Não significa que a fome acabou, mas que houve uma melhora importante.
Minha mãe sabe do que estou falando. Assistente social, passou muitos anos trabalhando nas periferias, enfrentando a pobreza e a desigualdade. Não conheceu a fome pelas estatísticas, mas pelos rostos e pelas histórias das famílias.
Certa vez, me disse:
— Meu filho, lembra de Jorge, aquele menino da Veneza que eu levava com os irmãos lá para casa, para almoçar com vocês? Pois hoje ele é doutor, graças aos projetos sociais!
Aquilo me emocionou. Para minha mãe, Jorge nunca foi um número numa estatística. Era uma criança com fome, sonhos e direito a um futuro.
E hoje é doutor!
— Está vendo, mãe? Os projetos sociais não resolvem tudo, mas oferecem oportunidades a quem nasceu com tão poucas. E a senhora sabe melhor do que ninguém que não se aprende de barriga vazia. A fome faz um barulho danado, mãe, e não deixa nem o pensamento trabalhar!
Ela riu.
Continuei:
— Também voltou a política de aumento real do salário mínimo. E quem ganha até R$ 5 mil por mês passou a ficar isento do Imposto de Renda em 2026.
— E o emprego?
A cabeça dela fazia uma oficina do cão!
— O desemprego caiu bastante, mãe. Mas ainda precisamos melhorar os salários e a qualidade dos empregos.
— E as casas?
— O Minha Casa, Minha Vida foi retomado. E o Novo PAC reúne investimentos em moradias, estradas, saneamento, energia e outras obras. Algumas entregues, outras em andamento.
— E a saúde? Essa me preocupa!
— Com razão. O Mais Médicos foi ampliado, a Farmácia Popular passou a oferecer mais medicamentos gratuitamente e foram criadas medidas para reduzir filas de exames e cirurgias. Mas o SUS ainda tem dificuldades, e muita gente continua esperando atendimento.
— E os estudantes?
— Tem o Pé-de-Meia, que ajuda jovens de baixa renda a permanecer no ensino médio. Também há investimentos na educação profissional e nos institutos federais.
Ela ficou pensativa.
— Que bom, meu filho! Você não imagina quantos alunos perdíamos nos nossos centros sociais. Uns saíam para trabalhar com os pais, outros acabavam envolvidos com as drogas. Era muito triste!
— Pois é, mãe. Não basta mandar estudar quando falta comida em casa. Educação também precisa de oportunidade e condições para o jovem permanecer na escola.
— É verdade. A gente fazia de tudo para não perder aqueles meninos!
Então puxei a conversa para o meu terreiro.
— E tem a cultura, mãe!
— Ah, pronto! Agora chegou a parte do meu filho!
— Chegou mesmo! O Ministério da Cultura foi recriado em 2023. Os recursos da Lei Paulo Gustavo chegaram aos estados e municípios, a Política Nacional Aldir Blanc ampliou o financiamento cultural e os Pontos de Cultura ganharam novo impulso.
Isso representa oportunidades para músicos, atores, mestres populares, artesãos, produtores como a nossa Simone e comunidades culturais. Aqui em Sergipe conheço de perto a importância dessas políticas.
— Quer dizer que cultura também é trabalho? — perguntou, brincando.
— É trabalho, renda, educação, identidade e memória, mãe! E a senhora sabe que passei a vida defendendo isso!
— Sei, meu filho. E como sei!
Continuei explicando que houve redução do desmatamento na Amazônia e maior participação do Brasil nas discussões internacionais. Mas lembrei que ainda existem problemas sérios: custo de vida, segurança pública, desigualdade e dificuldades nos serviços públicos.
Ela me olhou com aquela desconfiança de quem já viveu o suficiente para não acreditar em discurso perfeito.
— Então ele fez tudo certo?
— Não, mãe! Governo nenhum faz tudo certo. Presidente não é santo, partido não é igreja e político não é parente que a gente precisa defender até quando faz besteira!
Ela soltou uma gargalhada.
— Ainda bem que você sabe disso!
— Sei, mãe. E a senhora não precisa esquecer o que aconteceu comigo para avaliar um governo. Uma coisa é a atitude de um político, outra é a história de um partido, e outra são as ações de um presidente.
Ficamos conversando sobre o passado, as mudanças do Brasil e a importância de pensar por conta própria.
Aos 87 anos, minha mãe continua perguntando, discordando, brincando e exercendo seu direito de escolher.
E isso me enche de alegria.
Porque democracia não é concordar sempre com os filhos, os amigos ou os políticos. É ter liberdade para pensar, questionar e decidir.
No fim, ela disse:
— Meu filho, eu só queria saber o que ele fez!
— E fez muito bem em perguntar, mãe! O importante é não aceitar propaganda bonita nem conversa fiada sem procurar saber o que é verdade.
Ela abriu um sorriso e soltou outra gargalhada:
— Vou votar satisfeita! Vou fazer igual à juventude: vou à luta e fazer o L!
E quanto àquela velha mágoa?
Continua sendo assunto de família.
Porque uma coisa eu garanto: Lula pode até conversar com dona Susete sobre política. Mas, para convencer minha mãe a perdoar quem mexeu com o filho dela, vai precisar de muito mais do que quatro anos de mandato!
BORA LULA!
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