Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Câmeras de Monitoramento em Sala de Aula: Segurança ou Violação de Privacidade?
Uma Análise Pedagógica, Crítica e Profissional sob a Ótica da Gestão Escolar
Prof. Mário Jorge F. Cruz – Pedagogo / Especialista em Gestão Escolar
A Gestão Escolar contemporânea vem sendo desafiada por fenômenos sociais cada vez mais complexos. Violência no ambiente Educacional, conflitos interpessoais, episódios de bullying, depredação do patrimônio público e denúncias envolvendo práticas inadequadas em sala de aula passaram a compor uma realidade que exige respostas institucionais rápidas e eficazes. Nesse contexto, o uso de câmeras de monitoramento dentro das salas de aula tornou-se um dos temas mais polêmicos no cotidiano Educacional, justamente por envolver questões que ultrapassam o campo tecnológico e alcançam dimensões éticas, pedagógicas, emocionais, jurídicas e humanas, profundamente sensíveis.
Enquanto alguns segmentos da sociedade defendem a vigilância eletrônica como instrumento de segurança, transparência e proteção coletiva, outros alertam para os riscos de invasão de privacidade, controle excessivo do trabalho docente e comprometimento da liberdade pedagógica. A Escola, enquanto espaço de formação humana, não pode ser reduzida a um ambiente de fiscalização permanente. Entretanto, também não pode ignorar as demandas sociais relacionadas à proteção dos Estudantes, à prevenção da violência e à responsabilização institucional. É exatamente nessa tensão que a Gestão Escolar precisa atuar com equilíbrio, maturidade, ética e competência técnica.
Vivemos em uma sociedade marcada pela cultura do monitoramento. Espaços públicos e privados estão cada vez mais cercados por sistemas de vigilância, e essa lógica naturalmente alcançou as instituições educacionais. Muitos Gestores justificam a instalação de câmeras em salas de aula como medida preventiva diante do crescimento de episódios envolvendo agressões físicas e verbais, intimidação entre Estudantes, acusações contra profissionais da Educação, depredação do patrimônio Escolar, situações de negligência e insegurança familiar em relação ao ambiente Escolar. Sob essa perspectiva, as câmeras passam a ser vistas como instrumentos de proteção institucional e registro probatório, contribuindo, em algumas situações, para o esclarecimento de conflitos e prevenção de injustiças.
Todavia, o problema emerge quando o ambiente pedagógico começa a ser confundido com um espaço de vigilância contínua, transformando relações educativas em relações de suspeição permanente. A Escola deve ser, antes de tudo, um espaço de construção da confiança, da autonomia, do diálogo e da convivência humana. Quando o monitoramento tecnológico se sobrepõe à dimensão Pedagógica e Afetiva da Educação, corre-se o risco de substituir vínculos educativos por mecanismos de controle silencioso.
Um dos aspectos menos debatidos, e talvez um dos mais preocupantes, refere-se aos impactos emocionais e psicológicos provocados pela vigilância constante. Professores submetidos ao monitoramento permanente podem desenvolver insegurança Profissional, autocensura Pedagógica, medo de interpretações equivocadas, desgaste emocional e sensação de desconfiança institucional. A docência exige criatividade, liberdade metodológica, espontaneidade didática e interação humana genuína. Um Professor que se sente continuamente observado tende a limitar sua atuação Pedagógica, comprometendo processos fundamentais da aprendizagem e da construção do conhecimento.
Do ponto de vista dos Estudantes, especialmente na Educação Infantil e nos Anos Iniciais, a vigilância excessiva pode interferir diretamente na naturalidade das relações sociais e no desenvolvimento da autonomia emocional. A criança aprende também pelo erro, pela experimentação, pela convivência espontânea e pela construção gradual de sua consciência ética. Uma Escola excessivamente monitorada corre o risco de formar sujeitos condicionados ao controle externo e não ao desenvolvimento interno da responsabilidade, da reflexão e da autonomia moral.
Outro ponto extremamente delicado envolve a autonomia Pedagógica Docente. Embora a Gestão Escolar possua responsabilidade administrativa sobre o funcionamento Institucional, isso não significa que o trabalho Pedagógico deva ser permanentemente supervisionado por mecanismos tecnológicos. Existe uma diferença significativa entre acompanhamento Pedagógico formativo e fiscalização permanente da prática Docente. A liderança Escolar saudável se constrói através do diálogo, da formação continuada, do acompanhamento humanizado e da construção coletiva de Metas Educacionais, e não pela lógica do controle silencioso por meio de gravações constantes.
Quando as câmeras passam a ser utilizadas como instrumentos de coerção administrativa, instala-se um ambiente organizacional adoecido, marcado pelo medo, pela desconfiança e pelo enfraquecimento das relações profissionais. A Gestão Escolar eficiente não é aquela que vigia mais, mas aquela que consegue mobilizar sua Equipe através do pertencimento institucional, da ética profissional, da escuta e da valorização humana.
A discussão sobre monitoramento em sala de aula também encontra limites jurídicos importantes, especialmente diante da aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. A legislação brasileira estabelece critérios rigorosos para coleta, armazenamento e utilização de dados pessoais, incluindo imagens e gravações audiovisuais. No ambiente Escolar, isso exige transparência institucional, finalidade claramente definida, consentimento informado, proteção das imagens armazenadas, restrição de acesso às gravações e prevenção da exposição indevida de crianças e adolescentes.
É importante destacar que os Estudantes são sujeitos em condição peculiar de desenvolvimento, possuindo proteção jurídica reforçada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Dessa forma, instalar câmeras sem regulamentação clara, sem critérios transparentes e sem participação efetiva da Comunidade Escolar pode gerar implicações jurídicas sérias para a Instituição. A questão não se limita apenas à decisão de instalar ou não equipamentos de monitoramento, mas envolve compreender quem terá acesso às imagens, como serão armazenadas, por quanto tempo permanecerão arquivadas, em quais situações poderão ser utilizadas e quais direitos possuem Professores, Estudantes e Famílias diante desse processo.
Existe ainda um equívoco recorrente na Gestão Contemporânea: acreditar que tecnologia substitui relações humanas qualificadas. Câmeras podem registrar acontecimentos, mas não resolvem ausência de políticas socioemocionais, fragilidade dos vínculos Escolares, falta de mediação de conflitos, desvalorização Docente, ausência de diálogo com as Famílias e problemas estruturais relacionados à convivência Escolar. Escolas verdadeiramente seguras geralmente possuem Equipes Pedagógicas fortalecidas, cultura institucional de escuta, projetos de convivência, práticas restaurativas, participação estudantil e atuação integrada entre Gestão, Docentes e Famílias. A verdadeira prevenção nasce da construção de pertencimento institucional e não apenas da ampliação dos mecanismos de vigilância.
Diante desse dilema, a Gestão Escolar precisa assumir uma postura equilibrada, ética e tecnicamente fundamentada. Decisões dessa natureza não podem ser tomadas apenas sob pressão social, emocional ou política. É necessário ouvir Professores, dialogar com Famílias, consultar órgãos jurídicos, construir normativas internas, analisar impactos Pedagógicos e garantir proteção integral dos direitos envolvidos. Mais do que decidir sobre a instalação de câmeras, o Gestor precisa refletir profundamente sobre qual modelo de Escola deseja construir: uma Escola baseada na confiança ou na vigilância? Uma Escola formativa ou fiscalizatória? Uma Escola humanizada ou tecnocrática?
A tecnologia deve servir à Educação, jamais substituir sua essência humana. O debate sobre câmeras em sala de aula revela um dos maiores desafios da Educação contemporânea: equilibrar segurança institucional e preservação da dignidade humana. Negar completamente o uso da tecnologia pode representar ingenuidade diante das demandas atuais. Porém, normalizar a vigilância permanente como solução Pedagógica também representa grave risco à Identidade da Escola enquanto espaço de liberdade intelectual, construção crítica e desenvolvimento humano.
A Gestão Escolar madura precisa compreender que Educação não se fortalece apenas pelo controle, mas principalmente pela confiança, pela escuta, pela formação ética e pela valorização das relações
humanas. Câmeras podem até registrar comportamentos. Contudo, somente uma Escola humanizada é capaz de transformar consciências.
© Prof. Mário Jorge de F. Cruz – Todos os Direitos Reservados
Devido ao feriado de amanhã, 24, o blog só retorna a ser atualizado na quinta-feira, 25. Um bom feriado de São João para todos os leitores.
Governo do Estado decreta ponto facultativo hoje, 23, a partir das 13h O Governo do Estado publicou ontem, 22, o Decreto nº 1.488, que estabelece ponto facultativo a partir das 13h desta terça-feira, 23 de junho de 2026, véspera de São João, em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Estadual do Poder Executivo. A medida altera o Decreto nº 1.333, de 30 de dezembro de 2025.
Salário na conta O governador Fábio Mitidieri publicou ontem, 22, em suas redes sociais, a antecipação do pagamento referente ao mês de junho. Os aposentados e pensionistas receberam os valores dos proventos já na segunda, enquanto o pagamento dos servidores da ativa será realizado na terça-feira, 23. Além disso, também será creditada a primeira parcela do 13º salário para os aniversariantes do mês de junho. O pagamento representa uma injeção de mais de R$ 510 milhões na economia sergipana.
Sistema S: entidades privadas a serviço da sociedade É importante esclarecer que as instituições que compõem o Sistema S, como Sesc, Senac, Sesi e Senai, possuem natureza jurídica de direito privado. Trata-se de serviços sociais autônomos, administrados pelo setor produtivo e sem integração à administração pública. Embora sejam financiadas por contribuições previstas em lei, essa característica não altera sua condição de entidades privadas. A parafiscalidade está relacionada ao mecanismo de arrecadação dos recursos, e não à natureza jurídica das instituições. Dessa forma, o Sistema S não é um órgão governamental nem uma estrutura estatal. É um conjunto de entidades privadas que atua em parceria com a sociedade para promover educação profissional, qualificação, assistência social, cultura, saúde e desenvolvimento econômico em todo o país.

E agora Cláudio Nunes? Perguntar não ofende: seus amigos Artêmio Barreto (desembargador aposentado) e Jorge Araújo (ex-deputado estadual) têm nomes em prédios públicos? Pode isso? Tem que ter coerência para cobrar. Aliás, cadê o TJSE hoje comandado pela presidente Iolanda Santos Guimarães vai cobrar o mesmo tratamento dado aos outros casos? Por exemplo, foi a Justiça que determinou a retirada dos nomes do mercado Albano Franco e da Av. Heráclito Rollemberg. Se a lei vale para um vale para todos. Ou não? A lei em Sergipe del Rey é diferente?
Entrega Com investimento de R$ 5,6 milhões, o governador Fábio Mitidieri entregou a moderna primeira Creche-Escola Maria Francisca de Jesus “Maria Chiquinha”, em Lagarto. A unidade foi construída por meio do Programa de Apoio aos Municípios para Expansão da Educação Infantil (Ameei) e conta com salas climatizadas, espaços pedagógicos modernos e estrutura adequada para o atendimento integral das crianças. A obra recebeu investimento total de R$ 5,6 milhões, incluindo construção, mobiliário e climatização, reforçando a política estadual de fortalecimento da primeira infância e de apoio aos 75 municípios.
Entrega II “É a 95ª escola que a gente entrega, e entregar uma escola a cada 12 dias não é uma marca fácil para nenhum governo. Mas isso é resultado do empenho, dedicação e entrega de todos da nossa equipe e que fazem a Educação do Estado tornar isso realidade. Sergipe vive hoje um grande momento na educação, e esta entrega é ainda mais especial por se tratar da primeira creche do Ameei. É uma entrega que tem muito coração, amor e acolhimento”, afirmou o governador.
Apoio aos municípios Durante a solenidade de entrega, a secretária municipal da Educação de Lagarto, Taysa Mércia, comentou sobre a importância da parceria entre a Prefeitura de Lagarto e o Governo de Sergipe. “Os municípios estão sendo abraçados pelo Governo do Estado. Era nosso sonho ver essa colaboração acontecendo para que esses frutos fossem colhidos no futuro. Isso não é um presente, é um abraço. E desse abraço, Lagarto tem gratidão”, afirmou Taysa.
André Moura: “Trago comigo a gratidão ao presidente Lula por ter investido tanto no estado de Sergipe. E isso é preciso reconhecer, independente de lado político” Ao conceder entrevista a rádio Xodó FM, ao radialista Gata Amarrada, o pré-candidato ao Senado, André Moura, demonstrou mais uma vez, não só uma sintonia com o grupo comandado pelo governador Fábio Mitidieri, mas também como homem público. “Trago comigo a gratidão ao presidente Lula por ter investido tanto no estado de Sergipe. E isso é preciso reconhecer, independente de lado político. Não precisava estar no mesmo palanque pra reconhecer o que o presidente fez pelo estado de Sergipe. Por todos os investimentos que ele trouxe é vai mudar a vida de todos, da capital ao sertão”, destacou.
115 mil empregos Adutora do Leite e bandeira da prisão perpétua para feminicidas “Temos de aplaudir quem veste a camisa da verdadeira sergipanidade e traz benefícios para Sergipe, como a Adutora do Leite, no Sertão, que vai gerar mais de 115 mil empregos”, lembrou André Moura revelou também como conseguiu o curso de medicina para Estância, quando era líder do governo na Câmara e voltou a defender uma de suas bandeiras de muito tempo que é a prisão perpétua para feminicidas. “Para que as mulheres e as famílias possam viver sem medo de serem mortas pelos seus companheiros”, explicou.
Legado do pai Mais uma vez André Moura mostra que incorporou o legado do pai, Reinaldo Moura, que teve diversos mandatos de deputado estadual e foi um exemplo de conciliação e maturidade, principalmente quando existiam imbróglios entre o legislativo e o executivo estadual. Reinaldo na tribuna defendia com unhas e dentes como líder do governo, mas após as sessões a oposição tinha tanto respeito que o debate continuava em confraternizações.
Com estudos da FIPE, Emília Corrêa apresenta novo modelo de licitação do transporte ao TCE Após apresentar ao Ministério Público de Sergipe o novo modelo de licitação do transporte coletivo da Grande Aracaju, a prefeita Emília Corrêa participou ontem, 22, de uma reunião no Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) para detalhar a proposta aos membros da Corte de Contas. O encontro foi conduzido pela presidente do TCE, conselheira Angélica Guimarães, e contou com a participação dos conselheiros Susana Azevedo e José Carlos Felizola, além de representantes de órgãos de controle, especialistas e integrantes da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável pelos estudos técnicos que embasam a proposta. O novo modelo busca modernizar o sistema e garantir mais eficiência, qualidade e segurança aos usuários do transporte coletivo.
Critérios A prefeita esteve acompanhada do procurador-geral do Município, Hunaldo Mota; do superintendente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), Nelson Felipe; do diretor-executivo do Consórcio de Transporte Público Coletivo Intermunicipal da Região Metropolitana de Aracaju (CTM), Héctor Coronado; além da equipe técnica da Fipe. Durante a reunião, os especialistas da Fundação apresentaram os principais pontos da proposta, os critérios metodológicos adotados e os avanços construídos a partir dos estudos desenvolvidos nos últimos meses. A iniciativa visa assegurar transparência ao processo e ampliar o debate sobre o futuro do transporte público na região metropolitana. Os demais municípios integrantes do Consórcio de Transporte Metropolitano também foram convidados a participar da reunião. Apesar do convite formal, não houve representação dos outros entes consorciados.
Soluções Para a prefeita Emília Corrêa, a construção de soluções para o transporte público exige diálogo, responsabilidade institucional e compromisso com a população. “Hoje não estamos tomando nenhuma decisão. Estamos apresentando um novo modelo de licitação para que ele seja conhecido, debatido e analisado com total transparência. Estamos tratando de um dos temas mais importantes para a população da Grande Aracaju. Assim como fizemos no Ministério Público, viemos ao Tribunal de Contas para expor todos os estudos e fundamentos técnicos que sustentam essa proposta. É um debate que precisa ser conduzido de forma responsável e transparente”, destacou.
Diálogo permanente A gestora também ressaltou a importância da participação dos diversos entes envolvidos no processo.“Todos os integrantes foram convidados. Estamos tratando de um tema que afeta diretamente a vida de milhares de pessoas e que exige diálogo permanente entre os entes envolvidos. Nosso compromisso é apresentar os estudos, esclarecer dúvidas e construir soluções com base em critérios técnicos e na transparência. A população espera de nós responsabilidade e compromisso com a melhoria do transporte público”, afirmou. Durante a apresentação, os representantes da Fipe reforçaram que o novo modelo foi elaborado a partir de estudos especializados, observando as melhores práticas adotadas no país e as recomendações dos órgãos de controle. A proposta busca promover maior equilíbrio econômico ao sistema, aprimorar a prestação dos serviços e conferir mais segurança jurídica ao processo licitatório.
Princípios O procurador-geral do Município, Hunaldo Mota, destacou que a construção do projeto observou rigorosamente os princípios que regem a administração pública. “O Município tem conduzido esse processo com absoluta responsabilidade jurídica e técnica. Estamos trabalhando para entregar uma licitação moderna, transparente e capaz de atender às necessidades da população”, pontuou. Já o superintendente da SMTT, Nelson Felipe, ressaltou que a participação dos diferentes atores institucionais fortalece o debate e contribui para a construção de um sistema mais eficiente. “O transporte público exige união de esforços. Espaços como este são fundamentais para esclarecer dúvidas e assegurar que as decisões sejam tomadas com base em critérios técnicos”, afirmou. Ao final do encontro, a prefeita reafirmou o compromisso da gestão municipal com a transparência e com a busca por soluções que garantam um transporte público mais digno, eficiente e acessível para a população.
Delegado pré-candidato rebate fala do governador Ontem, 22, este espaço publicou duas notas sobre uma entrevista do governador Fábio Mitidieri onde fez algumas críticas e questionamentos ao delegado André David, pré-candidato ao Senado. Ontem mesmo a assessoria do pré-candidato enviou release com uma entrevista do delegado rebatendo o governador. “Governador, eu não sou problema de segurança pública, sou solução. Nesses 20 anos eu não estava na cadeira, no ar-condicionado mandando os outros irem arriscar a vida não. Eu não mandava ninguém arriscar a vida, eu é que ia arriscar a minha”, afirmou o pré-candidato.
Atuação Durante a entrevista, André David relembrou sua atuação em gestões passadas, citando os ex-governadores Jackson Barreto e Belivaldo Chagas, além do próprio Mitidieri, para reforçar sua atuação na segurança. Ele destacou o período em que esteve à frente da Delegacia do Centro de Aracaju como exemplo de resultado prático. “A gente limpou o centro, o centro ficou tranquilo. Vai dizer que não foi a gente que fez o trabalho do centro? E as balas vinham para mim, não para ele. Quem está na rua, o policial que está na rua e que está me escutando, sabe que eu estou falando a verdade”, pontuou.
Yandra Moura propõe piso salarial de R$ 3.400 para conselheiros tutelares em todo o país A deputada federal Yandra Moura (União-SE) apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 3.165/2026, que institui um piso salarial nacional para os conselheiros tutelares. A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e fixa em R$ 3.400 o valor mínimo mensal para jornadas de até 40 horas semanais, vedando que estados, Distrito Federal e municípios paguem menos que isso. Pelo texto, o piso será corrigido todo mês de janeiro pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ou por índice oficial equivalente, caso o INPC deixe de existir. A proposta também garante aos conselheiros tutelares o direito de se inscrever no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), benefício hoje restrito a outras categorias de servidores públicos.
Remuneração Atualmente, a remuneração dos conselheiros tutelares é definida por legislação municipal ou distrital, o que resulta em valores muito diferentes pelo país. Em municípios menores ou com menor capacidade orçamentária, os salários costumam ficar abaixo do necessário para atrair e manter profissionais qualificados na função, segundo a deputada. “O conselheiro tutelar está na linha de frente do enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. Não é justo que a valorização desse profissional dependa do tamanho do orçamento de cada prefeitura. Precisamos de um piso que garanta dignidade em qualquer lugar do Brasil”, afirma Yandra Moura.
Realidade orçamentária Criado pelo ECA, o Conselho Tutelar é o órgão responsável por zelar pelo cumprimento dos direitos de crianças e adolescentes previstos na Constituição Federal. Os conselheiros atuam diariamente em casos de violência doméstica, negligência, abuso sexual, exploração infantil e outras violações de direitos, funcionando como uma das principais portas de entrada da rede de proteção à infância e à juventude. “Esses profissionais lidam todos os dias com situações extremamente delicadas, muitas vezes sem o suporte e o reconhecimento que merecem. O piso salarial é uma forma de dizer que o trabalho deles importa para o país inteiro, não só para o município onde atuam”, diz a parlamentar. O projeto deixa claro que o piso de R$ 3.400 é um valor mínimo. Estados, Distrito Federal e municípios continuam livres para pagar remunerações superiores, conforme sua realidade orçamentária. A proposta também determina que os entes federativos façam as adequações necessárias em seus orçamentos para cumprir a nova exigência, caso o projeto seja aprovado. O PL 3.165/2026 ainda será analisado pelas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação em plenário.

Campanha de doação de sangue: Sindijor realizar campanha no próximo dia 7 de julho O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (Sindijor/SE) realizará no dia 7 de julho uma campanha de doação de sangue voltada à categoria e à sociedade em geral. O objetivo da entidade é contribuir para a manutenção de estoques sanguíneos e a conscientização permanente de doadores voluntários.A mobilização ocorrerá em parceria com o Centro de Hematologia de Sergipe (Hemose), das 7h30 às 17h. “Nossa campanha pretende sensibilizar jornalistas, profissionais da comunicação, familiares e amigos sobre a importância da doação regular de sangue, um ato simples que pode salvar vidas e garantir o atendimento de pacientes em hospitais e unidades de saúde de todo o estado”, destaca o presidente do Sindijor-SE, Guilherme Fraga.
Compromisso com cidadania e responsabilidade social De acordo com o dirigente sindical, a iniciativa também representa uma oportunidade para a categoria demonstrar seu compromisso com a cidadania e a responsabilidade social. “Os jornalistas têm um papel fundamental na divulgação de informações que impactam a sociedade. Com esta campanha, queremos também dar o exemplo e estimular a participação de todos em uma causa tão importante quanto a doação de sangue”, acrescenta. Para doar sangue é necessário estar em boas condições de saúde, sem sintomas de gripe ou resfriado, ter entre 16 e 69 anos e pesar mais de 50 kg. No dia da doação, o voluntário deve comparecer ao Hemose alimentado e portando um documento oficial com foto. Informações adicionais e agendamentos podem ser obtidos pelos telefones (79) 3225-8019 e (79) 3225-8039.
NO SERGIPE RURAL DE SÁBADO 27: REALIZADA PELO GOVERNO FEDERAL E GOVERNO DE SERGIPE EM ARACAJU, A ETAPA ESTADUAL DA 4ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE AQUICULTURA E PESCA// NASCIMENTO DE TRÊS BEZERROS TRIGÊMEOS CHAMA A ATENÇÃO DE PRODUTORES E ESPECIALISTAS EM NOSSA SENHORA DA GLÓRIA.// PRODUTOR RURAL DE TELHA MOSTRA COMO A DIVISÃO DE PIQUETES E O PLANEJAMENTO DAS PASTAGENS CONTRIBUEM PARA O MELHOR DESEMPENHO DO REBANHO.// EMDAGRO APRESENTA PROGRAMA DE ESTÍMULO À EXPANSÃO DA CAFEICULTURA E BUSCA FORTALECER A PRODUÇÃO EM DIFERENTES REGIÕES DO ESTADO. // E AINDA: EMBRAPA CELEBRA 51 ANOS DE ATUAÇÃO EM SERGIPE COM APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS E REAFIRMAÇÃO DO COMPROMISSO COM O DESENVOLVIMENTO DA AGROPECUÁRIA. // SÁBADO 7 DA MANHÃ E REPRISES DOMINGO 8h30 E QUARTA AS 8 HORAS. NA APERIPÊ TV.

Dos EUA ao Sertão Sergipano: norte-americanos vivem rotina do MST com estudantes da UFS O Campus do Sertão da Universidade Federal de Sergipe (CAMPUSSER/UFS) realizou, em parceria com a Universidade do Novo México (UNM) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entre os dias 1º e 12 de junho, o I Estágio Interdisciplinar e Internacional de Vivência (EIIV) em assentamentos de reforma agrária. Esta foi a primeira edição internacional do projeto da UFS, ampliando a compreensão da realidade agrária brasileira e os processos organizativos, produtivos e econômicos do campo pelos estudantes do Brasil e dos Estados Unidos. Durante os 12 dias de estágio, os estudantes foram acolhidos por famílias assentadas em sete assentamentos localizados em diferentes municípios de Sergipe, como São Cristóvão, Porto da Folha e Canindé de São Francisco. Eles compartilharam o cotidiano das comunidades, vivenciaram diferentes realidades rurais, trocaram experiências e participaram de variadas atividades produtivas, culturais e comunitárias.
Vivência e experiências Segundo a representante do MST Sergipe no EIV, Rosa Oliveira, “as famílias ficam bastante contentes durante a vivência com os estudantes e partilham experiências organizativas que ultrapassam por vezes as expectativas programáticas. Ao mesmo tempo em que os estudantes conhecem na prática a luta pela Reforma Agrária, as famílias também se conectam com a história de cada jovem que acolhem”. Essa vivência possibilita vínculos de amizade e pode favorecer ações concretas de luta por alimentação, sustentabilidade e organização das mulheres. O Estágio Interdisciplinar de Vivência representou uma oportunidade única de aprendizado coletivo, promovendo a aproximação entre universidade e comunidade, valorizando os conhecimentos populares e reforçando a importância da educação como instrumento de transformação social. A experiência deixou marcas profundas nos participantes, que retornaram às suas instituições com novos conhecimentos e reflexões sobre a realidade do campo brasileiro.
Importância dos movimentos sociais O estudante do curso de Medicina Veterinária, Eliomar Oliveira, relatou que o projeto foi marcante para sua formação acadêmica e humana, especialmente pela possibilidade de encontro com pessoas que participaram da luta pela implantação do Campus do Sertão da UFS. “Como estudante beneficiado por essa conquista, reconheço a importância desses movimentos sociais na democratização do acesso ao ensino superior e na ampliação das oportunidades educacionais para a população do interior. Essa experiência reforçou a importância da educação pública na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”. Para a mestranda em estudos latinos-americanos e planejamentos comunitários da Universidade do Novo México, Ennedith Lopez, a experiência foi transformadora. “Nesta viagem, tive a oportunidade de aprender com o MST sobre como organizar melhor as nossas comunidades (povos indígenas, imigrantes e trabalhadores) por justiça e por um mundo mais pacífico e equitativo. Muitas comunidades nos receberam de braços abertos e nos mostraram o caminho para a verdadeira transformação social”. Para ela, um dos pontos mais importantes foi a troca intercultural entre brasileiros e estadunidenses. “Ensinamos uns aos outros inglês, espanhol e português e criamos amizades que durarão uma vida inteira”, enfatiza.
Continuidade e fortalecimento do projeto Ao final do estágio, os coordenadores destacaram a importância de buscar apoio institucional e financeiro para possibilitar que futuros estudantes do Novo México participem do EIV, além de garantir a continuidade e o fortalecimento desse projeto nos próximos anos aqui no Brasil. Foi ressaltado que a interação entre os estudantes dos dois países foi um elemento muito positivo, sendo enfatizada a importância de manter os vínculos construídos ao longo do intercâmbio, incentivando a prática de idiomas, a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de trabalhos e projetos colaborativos. O EIIV foi desenvolvido pelo Departamento de Educação em Ciências Agrárias e da Terra no Sertão (DECATS), sob coordenação das professoras Dayana Mezzonato Machado e Geusa da Purificação Pereira. Também contou com a colaboração do MST, representado por Rosa Oliveira e Natalice Scaramelo e da UNM, com coordenação de Andreas Hernandez e Daniela Montano.
Histórico do EIV no Brasil O Estágio de Vivência surgiu no Brasil no fim da década de 1980, por meio do movimento estudantil das ciências agrárias, quando organizações estudantis identificaram a importância da universidade se comprometer com a complexidade das questões sociais. Ao longo dos anos, o estágio se tornou interdisciplinar, passando a ser chamado de Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV).
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