Aos 27, aos 48, aos 50 anos……

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Na mais completa perda da identidade. Torna-se estarrecedor perceber que em meio a tanto sucesso, a tanta beleza, a tamanho enriquecimento, existem  pessoas tão pobres que só possuem dinheiro. Pontuar isto é de fundamental importância, pois, em busca pela sobrevivência, e no afã de tapar nossos buracos de vida, nossas ausências de felicidade, busquemos coisas tão supérfluas para chamarmo-las de nossas.

No mundo moderno, de fato!, em que somos compelidos a sair de casa ligados no automático, o quê realmente nos sobra, o quê realmente nos sustenta? O luxo, o primeiro gole de álcool, a contagem doentia das medidas do corpo, os tragos de maconha e  excessos em depender de outros para nos considerarmos pessoas felizes?

Meus queridos, a cada dia  é notório  que a distância dos  grandes homens “ do Grande Homem “Deus”, por mais que alguns pensem ser uma tendência distante do lógico, do científico e  do inteligível, tem-nos posto como carregadores de um fardo que não temos condições de assumir: a vaidade, a busca por algo grandioso, maior do que nós mesmos, entretanto, não mais agigantado de que nossa burrice em achar que a nossa felicitude  está presente nas coisas, nas formas geométricas, no cheiro tentador da nova nota de 100 reais, nos bancos de couro do carro novo…..enfim….. vemos, ininterruptamente, que estes modelos têm levado a humanidade, sociedade, diretamente para o caos. Observo, saibam queridos, como teria tudo para ser elegante, se não fosse morrer, sozinha, tristonha e agonizar, sem  os amigos que buscam o dinheiro, sem a imprensa que busca a notícia, mas dela se alimenta até o último suspiro para vender  tristeza e fracasso em recomeçar , em forma de informação, estar presente no Beverly  Hilton Hotel, em Los Angeles, cidade dos Anjos. Exato. Nome grandioso no mundo, em cada região, mas palco de tragédia, como o é a morte de outras pessoas  tidas  felizes,  que se inquietam e possuem  medo da vida quando se imaginam sem o real no bolso, com medo de fazer parte da estatística, miserável!, do adido que nos alerta o tempo inteiro “ que nós valemos o que podemos contar, o que temos  “ ao invés de SER.

É assustador observar a solidão na qual andava Amy Winehouse, a solidão e a homossexualidade reprimida de Michael Jackson, que buscava nas crianças, a criança, ele mesmo, que dele se perdera em algum espaço do tempo, a perda da voz de Whitney, quando, na verdade, perdera-se dela mesma. Onde isto vai parar?  No filme o  “Guarda-costas “  explicita-se o que ela teve a vida inteira, olhos para não escorregar. Assim, em um piscar de olhos, a megacantora que vendeu 170 milhões de cópias, que recebeu 415 prêmios, a Superlativa em acumular coisas caiu na própria armadilha e foi-se, frise-se!, sem a família estar por perto e sem levar absolutamente nada.  Amigos, espantem-se, ainda, que muitas pessoas, inclusive perdidas em si, como Rita Lee, não percebam que possibilitar a possibilidade de alguém jovem, sem noção de perigo, caminhar livremente, curtindo seu baratinho, pelo caminho das drogas,  é algo que pode não ter volta. Olhamos Rita Lee e vemos uma velinha bacana, que diz ser cabeça, mas  quem é ou pode ser cabeça, quando perde a cabeça?  Algumas mortas, milhares delas na verdade, Elis, Cássia Eller, Amy, Michael  Jackson, Whitney, Elvis, pergunto-lhes, quem gostaria de sê-los, quando o preço é perder o bem mais precioso que nos cedeu Deus,  A VIDA,  perder a simples possibilidade de acordar ou não, na dita hora correta, sem apressar, entendem?, em troca de um instante, ínfimo de glória, de aplausos temporários, em contrapartida , vivendo com  a solidão nos quartos de hotel, os bares quebrados, os descontroles, o medo do nada, a ganância vazia pelo tudo, quando os pobres mortais, ainda!, conseguem  amanhecer sem fortunas, muitas das vezes sem comida, mas sentir, glória!,  ouvir, o som dos pássaros, as vozes dos iguais, a beleza da Lua, a gargalhada de um amigo, impagável,  o calor do Sol. Perto disso, a fama, o Hilton Hotel, os carros blindados  tornam –se o concreto nada, buscado a vida inteira, por atos, como um suicídio por aqueles que desconhecem os limites e dizem “ eu quero, eu compro, eu levo”….. infelizmente, só não tiveram tempo para perceber que após pular todos os muros, os limites das pessoas ditas comuns, pode haver um infinito precipício.   Back to Black!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.