Barril de pólvora

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Não é de hoje que ações terroristas são colocadas em prática no mundo inteiro como forma de se desenvolverem novas possibilidades ou reivindicações de cunho político, por muitas vezes religiosos em todo o planeta.

Como ressalva da retrospectiva histórica, é presente o fato de ações terroristas terem sido feitas durante o anarquismo, na Europa, França, quando os terroristas explodiam bombas em teatros e casas de entretenimento com o objetivo de agredir e ferir a elite, denotando mudanças baseadas em preconceito. Exatamente. Ferir. Por detrás de atos de terror sempre existem vítimas que não possuem uma ligação direta com os fatos e pedidos colocados em prática, independentemente dos tipos de transgressões praticadas. Com base nesses fatos, podemos demonstrar que atos de vandalismo e desrespeito às individualidades humanas são praticados a todo momento; inclusive no passado da sociedade brasileira já tivemos exemplos categóricos como o seqüestro do embaixador americano, na década de 60, a presença de grupos de terror investindo em partidos políticos em nome de uma nova ordem, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e a inesquecível explosão da bomba no Rio Centro, ainda como reivindicação de melhores perspectivas sociais e democracia no Brasil. Vejamos que nas diversas citações, por momentos incontáveis, quem arquiteta o exercício do terrorismo, com agressividade, anseia por determinadas modificações que pontua como sendo corretas, mesmo que para que surjam precisem machucar, seqüestrar , retirar o direito de liberdade de outrem, matar pessoas inocentes em prol de uma causa ou pseudocausa. Não seria essa duvidosa quando a mesma se alicerça no estigma da agressividade e desrespeito?

Quando se discute terrorismo, questiona-se quais são as diversas faces pelas quais se apresenta. Pontua-se, alguns estudiosos da área, em terrorismos civil e militar. Concomitantemente aos conceitos, sabe-se que ambos dificilmente resolvem a problemática, pois em meio a tantas vítimas que são assassinada e mutiladas em nome dessa nova perspectiva, todo o processo e traumático. Ao lembramos dos ataques às torres gêmeas do World Trade Center, em Manhattan, nos quais milhares de pessoas foram vitimadas, pode-se conjecturar a dimensão que é criada  de ódio por quem o cometeu, desejo de retaliação mais o sentimento de temor que, ainda, acomete os novaiorquinos. O estrago é maior do que o perpeptível, indo além dos destroços deixados com o desabamento. Após ele, no afã de chamar a atenção dos líderes mais poderosos do mundo, surgiram na seqüência os atentados à Espanha e por fim, triste reconstituição em Londres. O que provam determinadas atitudes? Talvez a impossibilidade de o homem aceitar a presença de divergências de pensamento, de discrepância em sistemas econômicos, tanto quanto das variações religiosas e culturais.fato esses presenciado no mundo ao ratificar que os atentados sempre são deflagrados no Ocidente por pessoas do Oriente – este pavor que a humanidade aprende a ter, desenvolver, pelo mulçumano, na mesma proporção de gosto de sangue na boca que sentem o iraquianos, paquistaneses ao ouvir a palavra América, como se os Estados Unidos, com o consumismo infindável,estereotipasse o próprio satã.

Neste processo de vitimação, refiro-me aos sobreviventes e mortos em Londres, sobremaneira ressurge do ódio, do temor em relação a reacontecer, a prudência em europeus não disseminarem represálias a pessoas de origem mulçumana. E com atitudes assim talvez enxerguemos que, independentemente de interesses econômicos dos Estados Unidos e de algumas nações européias estarem interessadas em controlar,mesmo que de forma indireta, a aparente democracia que vige ou deseja existir no Iraque como também o petróleo, visto que nele se encontra uma das maiores reservas, o mundo já estabelece um passo para a respeitabilidade humana, demonstrando que por um nem todos podem ser julgados.

Segundo Steeve Cook, cientista político americano, a intervenção dos Estados Unidos no Iraque é julgada pela maioria benéfica. Fato esse duvidoso, ao passo que os Estados Unidos, ao longo da propagação econômica-bélica que o caracteriza, não tem respeitado os limites de outros países, inclusive do próprio Iraque, no qual, depois do fim da guerra, calcula-se, segundo estatística, a morte de 300 mil civis, agredidos e assassinados tanto quanto os que trabalhavam nas torres gêmeas na hora do ataque ou daqueles que seguiam para os trabalhos em Londres. Deste pont, ergue-se a necessidades de sabermos até que estágios a invasão como também as forças de coalizão podem ser consideradas como benéficas neste processo. Já o historiador da USP Boris Fausto não enxerga a resolução desta problemática de forma tão rápida, já que tantas tensões forma intensificadas na Guerra Fria e se arrastam dentre outros fatores em todo o Oriente Médio entre judeus e palestinos.

Até que se edifiquem soluções mais abrangentes, poder-se-iam diminuir  tais conflitos com a minimização das discrepâncias existentes entre as nações mais ricas que detêm o domínio e controle das menos favorecidas. Ataques na América, explosões em carros e trens, homens-bomba centralizam-se como opções equivocadas para a resolução de tantos impasses e, enquanto o diálogo não for elemento essencial, valorizam-se os grupos de extremidades como o ETA,as Farc, Jihar Islâmico, Al Qaeda, colocando como mártires, loucos e insanos como Osama Bin Landen ou desequilibrados aparentemente sensatos como George Bush.

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