Do nó, o Brasil faz um laço

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Do nó, o Brasil faz um laço: 2×0 fácil na Sérvia (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O que eram problemas naquela primeira partida do Brasil na Copa do Mundo, contra a Suíça, em boa parte, se apresentaram resolvidos contra a Sérvia, nesta quarta-feira, 27. O emocional (ansiedade), os problemas táticos, as ausências de criatividade e jogadas características da nossa Seleção, como triangulações e infiltração, todas assistidas naquele primeira duelo, foram superadas neste último e decisivo confronto da fase de grupos do torneio. A sensação é de que o senso de equipe foi maior, sobrepondo as tentativas mal sucedidas de jogadas individuais, mais uma vez vindas do pouco inspirado e bem marcado Neymar. Nos 2 a 0 desta tarde, a Seleção foi simples e clara dentro de campo – a melhor pedida às vésperas de um mata-mata.

A contusão de Marcelo, nos primeiros minutos da partida de hoje, tirou um pouco da técnica ofensiva. Por outro lado, com um Filipe Luís mais defensivo e Willian centralizando suas investidas, as jogadas aéreas pela linha de fundo diminuíram em relação aos últimos jogos. Pelo meio, com mais espaço entre as linhas, o jogo fluiu. Dos pés de Coutinho, na intermediária e com toda maestria, nasceu o primeiro gol. A infiltração de Paulinho como homem surpresa, característica do atleta ausente nos jogos anteriores, desta vez funcionou.

As triangulações ofensivas também voltaram. Mesmo que de maneira confusa, em algumas ocasiões, elas proporcionaram boas jogadas ofensivas da Seleção. Com o segundo gol brasileiro, originado de um escanteio, o jogo caminhou para o que se esperava: pé no freio.

Sem muitas dificuldades, Brasil deixa Sérvia para trás (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Antes da Seleção do México, pelas oitavas de final, o Brasil tem outra adversária: a condição física. Com Douglas Costa, Danilo e Marcelo num cenário de imprevisão, Tite sabe o desafio que tem de fazer a equipe jogar bem e não correr o risco de perder outras peças – logo agora que a equipe ganha corpo na competição. Cada careta que os jogadores do Brasil faziam quando iam ao chão após sofrer uma falta deixava qualquer um com um frio na espinha. O aspecto físico parece mesmo, junto com o emocional fraco, o calcanhar de Aquiles da equipe de Adenor.

Num torneio onde o equilíbrio vem prevalecendo, basta uma topada para deslaçar o que foi aprendido e construído até esse terceiro jogo. Esperamos que a comissão técnica da Seleção já esteja atenta.

7×1: a vingança?

Desafio um brasileiro sequer a dizer que não está de alma lavada diante da traumática eliminação da Alemanha no grupo F. Os nossos carrascos na última Copa do Mundo perderam por 2 a 0 para a Coréia do Sul, em um resultado tão histórico quanto inacreditável, e voltaram para casa na lanterna e com apenas 3 pontos.

Nada que vingue o 7×1, tão sofrido para o torcedor brasileiro. Porém, a sacanagem tá liberada. Pode rir!

“Sami Khedira
O Toni Kroos
O Müller, tchau, Müller, tchau
Müller, tchau, tchau, tchau!

Os alemães estão chorando
Eu vou ser o campeão!"

A maldição dos campeões

Essa é a perpetuação de uma maldição que vem desde 1998 e que só o Brasil se livrou: a desgraça dos campeões. A França, campeã naquele ano, foi eliminada na fase de grupos em 2002. Aconteceu com a Itália, campeã em 2006, de ser eliminada em 2010; com a Espanha o mesmo: título em 2010 e queda precoce em 2014. Alemanha, veio defender o título de 2014 na Rússia e já deu adeus após três jogos.

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