Blind Date Notícias: Flávio encontrou uma motociata e um partido em guerra

Flávio Bolsonaro veio a Sergipe esperando encontrar um palanque capaz de demonstrar unidade na reta final da eleição. Encontrou motos nas ruas, apoiadores acompanhando a agenda e uma movimentação que diferentes veículos locais descreveram como expressiva, mas encontrou também um partido mergulhado numa crise que já não cabe mais debaixo do tapete. Ricardo Marques, candidato do próprio PL ao Governo, Coronel Rocha, candidato do próprio PL ao Senado, Cecília Marques, Luizão Donatrampi, Rodrigo Valadares e Moana Valadares transformaram aquele trio numa espécie de radiografia ambulante das dificuldades da legenda. Ricardo e Cecília não estavam na recepção do aeroporto. Rocha declarou que não havia recebido convite oficial para subir e disse estar sofrendo “boicote”. Quando chegou a hora do microfone, Rodrigo chamou Ricardo e Luizão e proclamou: “O meu propósito é a união”. A frase foi bonita. O problema é que, naquele momento, a união precisava ser anunciada em voz alta justamente porque já não parecia evidente aos olhos de quem estava assistindo.

E então veio a cena mais carregada de emoção daquele domingo. Ricardo finalmente chegou ao trio, apareceu emocionado e chorando, numa imagem que, editorialmente, resumiu melhor a crise do que qualquer coletiva de imprensa. Foi um chororô político daqueles que fazem o eleitor perguntar como uma legenda conseguiu chegar à última semana de campanha com tamanho drama entre seus próprios personagens. Ricardo no centro da emoção, Rodrigo tentando produzir o gesto público de reconciliação, Luizão entrando no palanque depois de ser chamado, Rocha denunciando exclusão, Cecília disparando contra Rodrigo e Moana ocupando posição de destaque ao lado do marido. Parecia haver mais roteiro dentro do PL do que em muita novela das nove. E existe um contraste especialmente revelador: em julho, quando a chapa ainda estava sendo montada, Ricardo dizia que as decisões estavam sendo discutidas “comigo, com Rodrigo Valadares, com Coronel Rocha e outros nomes do PL”. Dois meses depois, o ambiente público era completamente diferente. Aquele grupo que aparecia construindo conjuntamente uma candidatura chegou a setembro expondo desconfianças, acusações e mágoas diante das câmeras.

Cecília Marques não deixou espaço para interpretação sofisticada. “Não consigo votar em alguém que eu não confio”, declarou sobre Rodrigo. E foi além ao relacionar confiança, verdade e lealdade: “Se não consegue ser verdadeiro e se não consegue ser leal ao seu grupo, ele não terá meu voto”. Coronel Rocha colocou gasolina no que já estava pegando fogo. Primeiro afirmou que estava no evento “não por Rodrigo”, mas para apoiar Flávio. Depois devolveu a acusação que vinha recebendo e disparou: “Se alguém traiu o Flávio Bolsonaro, foi Rodrigo Valadares”. Rocha também classificou como “canalhice” aquilo que atribui à condução do PL sergipano. É difícil imaginar retrato mais explícito de desarranjo partidário: a mulher do candidato ao Governo diz que não confia no candidato ao Senado que dirige politicamente o grupo; o outro candidato ao Senado acusa esse mesmo dirigente de boicote; e todos precisam subir juntos ao trio para produzir uma fotografia de unidade. A fotografia até pode enquadrar todo mundo. O problema é convencer o eleitor de que a moldura consertou a parede.

Rodrigo tentou assumir o papel de bombeiro quando disse que “o meu propósito é a união”. Mas o próprio domingo mostrou o tamanho da tarefa. Ricardo e Cecília ficaram fora da recepção no aeroporto. Rocha afirmou que não recebeu convite oficial para o trio. Ricardo e Luizão foram chamados posteriormente por Rodrigo que segundo comentários teria sido Deus que tocou no coração dele. E, quando Flávio fez pedidos nominais de voto, destacou Rodrigo, Moana e Luizão, enquanto Ricardo Marques e Coronel Rocha não apareceram naquele pedido específico. É aí que surge uma pergunta política desconfortável: como um partido pretende apresentar um projeto estadual coeso quando seu candidato a governador, seus candidatos ao Senado e a direção política local chegam à reta final protagonizando esse nível de atrito? Rodrigo pode dizer que procura união. Cecília pode dizer que não confia nele. Rocha pode dizer que foi boicotado. Ricardo pode tentar atravessar tudo isso mantendo sua candidatura. Mas as quatro versões juntas mostram uma coisa objetiva: a engrenagem do PL sergipano está funcionando com muito atrito.

Nesse cenário, Flávio Bolsonaro acabou sendo personagem de uma agenda com duas narrativas simultâneas. De um lado, realizou sua motocarreata pela Orla de Atalaia até a Treze de Julho, falou de segurança, empreendedorismo e petróleo e encontrou apoiadores nas ruas. “Essa riqueza que Deus deu também para o estado de Sergipe, nós vamos tirar lá do fundo do mar e trazer para o povo sergipano”, declarou ao abordar o potencial petrolífero estadual. Do outro lado, viu de perto um partido dividido justamente quando precisaria apresentar organização. Há também um dado eleitoral concreto que merece destaque sem propaganda nem invenção causal: Flávio cresceu em Sergipe na Quaest. Passou de 19% em 27 de agosto para 26% em 24 de setembro, avanço de sete pontos percentuais. A pesquisa comprova o crescimento, mas não identifica quem o produziu. Portanto, dizer que foi Rodrigo quem fez Flávio crescer seria tão especulativo quanto afirmar categoricamente que Rodrigo não acrescentou voto algum. O dado permite uma conclusão mais precisa: Flávio avançou enquanto o PL sergipano atravessava publicamente uma crise interna, o que torna difícil creditar esse crescimento simplesmente à organização estadual da legenda.

No fim, a imagem política mais marcante do domingo talvez não seja apenas a fileira de motocicletas nem somente o choro de Ricardo. É o contraste entre ambos. Nas ruas, uma campanha presidencial tentando demonstrar força. No palanque, um PL sergipano tentando demonstrar que ainda consegue permanecer junto. Ricardo emocionado. Cecília dizendo que não confia em Rodrigo. Rocha falando em boicote e “canalhice”. Rodrigo respondendo com “o meu propósito é a união”. Luizão entrando depois do chamado. Moana ao lado do marido. E Flávio no meio de um grupo que deveria facilitar sua passagem por Sergipe, mas terminou produzindo manchetes nacionais sobre o racha local. A motociata passou. Os motores silenciaram. O trio foi desmontado. A pergunta permaneceu em pé: se Rodrigo Valadares pretende apresentar unidade como seu principal argumento interno, terá primeiro de explicar por que tanta gente do próprio PL chegou ao último domingo antes da eleição dizendo exatamente o contrário.

 

Yandra não para. Yandra Moura passou pela Ceasa, Bugio, Pousada Verde e Lamarão e ainda entrou na carreata de domingo de Fábio Mitidieri. Também pediu votos para André Moura. O eleitor de Aracaju podia sair para comprar tomate e encontrar campanha no caminho de volta. Agenda cheia, porém, não vem com contador de votos instalado no painel do carro.

 

 

Gustinho em casa. Gustinho Ribeiro caminhou pela Colônia Treze e participou de carreata em Lagarto ao lado de Hilda Ribeiro e candidatos ao Senado. Também apresentou uma proposta para apoiar o primeiro negócio de quem quer empreender. No seu reduto, juntou sola de sapato e conversa sobre emprego. Agora o eleitor vai querer saber onde entra o dinheiro e como o programa funcionaria.

Moana no holofote. Moana Valadares ganhou destaque no palanque de Flávio Bolsonaro, na Orla de Atalaia, e recebeu dele um pedido de voto. Só que o mesmo trio virou vitrine da divisão do PL em Sergipe. Em política, subir no palco é fácil; difícil é fazer todo mundo descer falando a mesma língua. O eleitor assistiu ao espetáculo e percebeu que a disputa por espaço também estava em cartaz.

 

Luizão no trio. Rodrigo Valadares chamou Luizão Dona Trampi para o palanque de Flávio Bolsonaro, depois de atritos públicos entre os dois. Flávio também mencionou Luizão ao pedir votos para a Câmara. Foi uma tentativa de produzir imagem de união diante da plateia. Em Sergipe, meu povo, aperto de mão no trio rende fotografia; para saber se a paz pegou mesmo, é preciso esperar o próximo microfone.

Cláudio e a doação. No Dia Nacional da Doação de Órgãos, Cláudio Mitidieri defendeu que as famílias conversem sobre o tema e destacou a retomada dos transplantes em Sergipe. Também apareceu em agendas políticas em Japaratuba e Simão Dias. A pauta de saúde merece conversa séria, sem ficar presa ao calendário eleitoral. Afinal, declaração de intenção ajuda, mas família informada pode ajudar ainda mais.

Fábio em Simão Dias. Fábio Reis participou da carreata de Rogério Carvalho em Simão Dias, ao lado do prefeito Cristiano Viana e de lideranças locais. A presença tornou visível a aliança naquele município. Carreata mostra quem divide o carro e o palanque; quantos votos cada um leva para casa é outra apuração. A urna, danada, não distribui recibo por fotografia.

 

Marcos no Rosa Elze. Marcos Santana acompanhou Rogério Carvalho em mobilização no Rosa Elze e apareceu na divulgação de uma pisadinha com Paulo Júnior e Fábio Mitidieri. A campanha dele pegou carona nas agendas do grupo governista em São Cristóvão. Para quem disputa vaga em Brasília, aparecer ao lado de nomes conhecidos ajuda a ser visto. Resta convencer o eleitor a lembrar de qual candidato estava naquela multidão.

Robson na minicarreata. Robson Viana participou da mobilização de Fábio Mitidieri e André Moura por bairros de Aracaju. Candidato pelo PSB, tenta levar sua trajetória na política local para a disputa da Câmara. A passagem foi registrada na cobertura de campanha. Mas carro passando na rua não mede, sozinho, a velocidade da candidatura, visse?

 

Levi na caravana. Levi Oliveira apareceu entre os candidatos apresentados na Carreata da Vitória, com André Moura e aliados de Fábio Mitidieri. A menção confirma sua presença no grupo que percorreu o interior. Faltou, na cobertura citada, uma fala própria que mostrasse ao eleitor o que Levi propõe. Em carreata grande, aparecer na foto é uma coisa; fazer a própria mensagem chegar é outra.

 

Katarina responde. Delegada Katarina Feitoza voltou ao debate sobre as operações na Secretaria de Educação de Aracaju. Uma análise publicada no domingo recuperou sua resposta a acusações de motivação política. Investigação e eleição na mesma conversa fazem a temperatura subir ligeiro em Sergipe. Cabe ouvir o que cada lado afirmou e cobrar provas antes de transformar suspeita em certeza de palanque.

 

Susane no microfone. Susane Vidal apresentou em entrevista sua experiência na comunicação e os princípios que pretende levar à Câmara. Disse querer ser a voz de Sergipe em Brasília. Para uma comunicadora, microfone é território conhecido; a pergunta eleitoral é como essa voz se traduziria em trabalho parlamentar. Entrevista permite explicar proposta, mas não revela quantos eleitores ficaram convencidos.

 

Fiote e Natanzinho. Fiote voltou ao noticiário pela repercussão de uma carreata em Itabaiana ligada à participação do cantor Natanzinho Lima. O artista confirmou presença depois de ter pedido para ficar fora da campanha do pai. O vídeo chamou atenção, e show sempre movimenta gente. Só tem uma conta que nem o melhor refrão resolve: público que aparece para ver cantor não é, automaticamente, voto para candidato.

Breno na catraca. Breno Garibalde voltou a criticar as catracas duplas dos ônibus de Aracaju. É assunto que o passageiro entende sem precisar de palestra: basta tentar entrar no coletivo num dia apertado. A crítica coloca o transporte no centro da campanha do candidato à Câmara. Agora falta detalhar a solução, porque reclamar da catraca é fácil; fazer a viagem melhorar é o serviço completo.

João Daniel no ato. João Daniel foi apontado como um dos organizadores da mobilização em favor de Lula em Aracaju, ao lado de Rogério Carvalho. A agenda ligou sua campanha à disputa presidencial e reuniu o eleitorado petista em torno de uma pauta conhecida. É o tipo de ato em que bandeira não costuma faltar. O tamanho da participação individual de João Daniel, porém, não saiu medido na cobertura.

Thiago e a iluminação. O nome de Thiago de Joaldo apareceu em publicação sobre contratação para modernizar a iluminação de Carmópolis, vinculada a plano de ação que identifica emenda parlamentar sua. A pauta agora é olhar rua por rua: quanto custará, onde será executada e quando as luzes serão acesas. Edital é começo de procedimento, não poste iluminado. O morador vai conferir o resultado ao cair da noite.

 

Nitinho na Justiça. Nitinho Vitale foi citado em representação eleitoral sobre wind banners com seu nome e número na avenida Tancredo Neves. A Procuradoria Regional Eleitoral alegou que a sequência das peças teria efeito visual de outdoor. Em época de campanha, até a posição da bandeira vira assunto de processo. Por enquanto, trata-se da alegação apresentada à Justiça, que deve examinar o caso.

André contesta. André Sotero, candidato a deputado federal, ajuizou com Jeanne Lima uma impugnação relacionada à substituição do candidato a vice-governador na chapa da federação PSDB-Cidadania. A divergência interna foi parar na Justiça Eleitoral. Quando uma chapa começa a discutir quem senta no banco da frente, o eleitor acompanha para ver como termina a viagem. A procedência da contestação ainda depende de decisão judicial.

 

Lixo sem alta. O Ministério Público de Sergipe ajuizou ação por suposto descarte irregular de resíduos de saúde no entorno de uma unidade hospitalar no bairro Suíssa, em Aracaju. Pede providências urgentes, multa em caso de descumprimento e indenização por danos morais coletivos. Hospital é lugar de tratar problema, meu povo; espalhá-lo pela calçada seria uma especialidade que ninguém encomendou. As alegações ainda dependem de exame da Justiça.

Jeanne também contesta. Jeanne Lima assina com André Sotero a impugnação à substituição do nome para vice-governador pela federação PSDB-Cidadania. O processo tornou pública uma discordância sobre a composição da chapa. É aquele assunto em que a papelada corre mais que o carro de campanha. O fato registrado é sua participação na ação; o desfecho cabe à Justiça Eleitoral.

 

Hilda em Lagarto. Hilda Ribeiro participou de caminhada na Colônia Treze e de carreata em Lagarto com Gustinho Ribeiro, André Moura e Edvaldo Nogueira. Pediu um voto de confiança aos lagartenses e reafirmou apoio a André. Foi campanha em território conhecido, com muita conversa e gente na rua. O eleitor, que conhece o município melhor que qualquer marqueteiro, vai decidir o que achou da visita.

 

Linda fez as contas. Linda Brasil participou de ato do PSOL no Centro de Aracaju. Sua campanha informou que havia visitado 71 municípios e planejava passar pelos quatro restantes para completar os 75 de Sergipe. É roteiro para deixar qualquer GPS pedindo férias. A quilometragem mostra esforço de campanha; a situação recursal de sua candidatura e o resultado nas urnas são questões distintas.

Fábio em duas frentes. Fábio Henrique acompanhou Yandra Moura em carreata por bairros de Aracaju e apareceu em mobilização governista em Nossa Senhora do Socorro. Também foi notícia por uma decisão relacionada à retirada de publicação com imagem alterada contra ele. Na mesma semana, teve campanha na rua e discussão sobre conteúdo na internet. O eleitor viu as duas pistas; cada uma exige atenção diferente.

 

Paulo na pisadinha. Paulo Júnior ganhou espaço na divulgação de uma pisadinha em São Cristóvão com Marcos Santana e Fábio Mitidieri. Depois, a cobertura registrou elogio do governador ao trabalho do deputado. No palanque, reconhecimento público é presente que candidato aceita sorrindo. Para saber se a gentileza se converte em voto, só esperando a contagem oficial.

Zezinho em Simão Dias. Zezinho Sobral apareceu na agenda de André Moura em Simão Dias. Também foi citado com 1,9% numa pesquisa espontânea feita entre 19 e 23 de setembro. O número merece leitura com calma: é intenção de voto naquele levantamento, não termômetro de curtidas. Em campanha, o pessoal gosta de transformar qualquer decimal em fogos de artifício; o eleitor pode conferir a pesquisa inteira antes de soltar rojão.

Georgeo reuniu aliados. Georgeo Passos realizou em Aracaju um ato com lideranças e apoiadores de diferentes regiões de Sergipe. Aproveitou o espaço para falar da trajetória parlamentar e da relação com as comunidades. Foi uma agenda organizada em torno do próprio mandato, boa ocasião para prestação de contas. Sobre o tamanho da plateia, a publicação não oferece estimativa independente; olho de candidato costuma enxergar até quem passou para comprar pão.

Marcel na pesquisa. Marcel da Enfermagem apareceu com 1,6% na pesquisa espontânea da Positiva Pesquisas, numericamente ao lado de Padre Inaldo e atrás de Zezinho Sobral, com 1,9%. O levantamento ouviu mil pessoas e informou margem de erro de 3,1 pontos. Com diferenças menores que essa margem, ninguém precisa encomendar faixa de chegada. A pesquisa é um retrato daquele período, e retrato eleitoral pode mudar depressa.

Kaká com elas. Kaká Santos promoveu em Tobias Barreto o encontro “Elas com Kaká”, com Yandra Moura e lideranças locais. Direitos das mulheres e alianças de campanha entraram na conversa. É uma pauta que pede mais que foto de evento: o eleitor pode cobrar quais propostas irão junto para a Assembleia. Porque encontro passa; compromisso escrito é mais fácil de lembrar depois da eleição.

 

Adailton na feira. Adailton Martins acompanhou Alessandro Vieira, Cláudio Mitidieri e lideranças locais pela feira de Japaratuba. Conversar com feirante é campanha com perguntas ao vivo, cheiro de comida e pouca paciência para discurso enrolado. A reportagem registra a presença do deputado, embora concentre o foco na candidatura ao Senado. Para Adailton, foi mais uma chance de ouvir o eleitor sem a distância do palanque.

 

Danielle no Jabotiana. Delegada Danielle participou de carreata no Jabotiana, em Aracaju, ao lado de Alessandro Vieira. A agenda conjunta deu visibilidade à sua campanha estadual. Teve movimento de carros no bairro, mas a cobertura citada não apresenta contagem que permita cravar tamanho de público. Buzina é barulhenta; estatística precisa de número.

Segurança não é bico. O Ministério Público Eleitoral recomendou que policiais e guardas municipais não façam segurança particular para candidatos, nem durante a folga. Em Sergipe, campanha já tem carro de som, bandeira e gente pedindo voto até na fila do pão. Botar agente público na escolta particular ainda pode criar problema na prestação de contas. O candidato que quiser proteção precisa seguir as regras, visse?

Cecília soltou a voz. Cecília Marques esteve no ato de Flávio Bolsonaro em Aracaju e criticou Rodrigo Valadares pelo tratamento dado a Ricardo Marques. Disse que não confia em Rodrigo para lhe dar o voto ao Senado e declarou apoio a Coronel Rocha para uma das vagas. O palanque que deveria exibir união acabou produzindo debate dentro do próprio PL. Em Sergipe, às vezes o discurso mais comentado acontece depois que o microfone principal desliga.

 

Kitty e os banners. Kitty Lima foi citada em representação do Ministério Público Eleitoral sobre wind banners instalados em sequência no Santos Dumont, em Aracaju. A acusação diz que o conjunto teria efeito visual de outdoor. Até a arrumação das peças virou assunto de Justiça Eleitoral, minha gente. A existência da representação é fato; a irregularidade alegada precisa ser julgada.

Ibrain em Lagarto. Ibrain de Valmir participou de pisadinha no Loiola e divulgou uma nova caravana por Mariquita e Olhos D’Água. Também falou sobre recursos atribuídos à atuação de Alessandro Vieira em Lagarto. O roteiro mostra campanha perto de casa, onde o eleitor costuma conhecer até o buraco da rua pelo nome. É ali que promessa bonita encontra a pergunta mais difícil: o que já foi feito e o que falta entregar?

 

Sônia no Centro. Sônia Meire participou da caminhada do PSOL entre a Praça Camerino e o Calçadão da Rua João Pessoa, ao lado de Linda Brasil, Dr. Helton e outros candidatos. A presença dela no ato foi registrada pela cobertura. No Centro de Aracaju, campanha disputa atenção com loja, ônibus e gente correndo para resolver a vida. Fazer o eleitor parar para escutar já é parte do trabalho.

Obra não sabe nadar. O Ministério Público de Contas acendeu o alerta para os impactos de obras públicas na Zona de Expansão de Aracaju. O procurador-geral Eduardo Santos Rolemberg Côrtes cobrou atenção aos estudos ambientais e hidrológicos, ao licenciamento e às áreas alagadas. Faz sentido: lagoa não desaparece porque alguém desenhou uma avenida por cima dela. Quando a chuva chega, a água costuma apresentar seu próprio projeto.

Alô, eleitor. O TRE-SE anunciou plantão da Ouvidoria para orientar sobre local de votação, justificativa e denúncias. Na reta final da eleição, é uma ajuda para quem está com mais dúvida que candidato diante de pergunta fora do roteiro. Vale consultar o canal antes de sair de casa e guardar a informação certa. Palpite no grupo da família pode até render discussão; serviço eleitoral exige endereço e orientação corretos.

Urna mudou de endereço. Eleitores de locais vinculados à 26ª Zona Eleitoral, incluindo Ribeirópolis e Nossa Senhora Aparecida, devem conferir se a seção de votação mudou. O aviso da Justiça Eleitoral saiu no dia 24. Ir direto ao endereço de eleições passadas pode virar passeio involuntário pelo município. Consulte o local atualizado antes: no dia da votação, já basta escolher candidato, não precisa brincar de caça ao tesouro.

Consórcio sem atalho. A Polícia Civil deflagrou a Operação Carta Marcada para investigar suspeitas de estelionato envolvendo interessados em comprar veículos e imóveis. Segundo a divulgação da operação, a apuração reúne 47 boletins de ocorrência registrados entre 2023 e 2026. Promessa fácil de carro ou casa exige olho aberto, porque parcela milagrosa pode esconder uma dor de cabeça bem real. A investigação segue; boletim de ocorrência não é sentença contra ninguém.

Dinheiro na estrada. O Cope conduziu um homem que transportava cerca de R$ 65 mil entre Lagarto e Riachão do Dantas. A abordagem foi confirmada pela Polícia Civil, mas a SSP não havia confirmado inicialmente a existência de crime eleitoral. Em tempo de campanha, dinheiro vivo na rodovia faz o povo levantar a sobrancelha até em Itabaiana. Levantar a sobrancelha é uma coisa; concluir a origem e o destino do valor cabe à investigação.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.

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