O eleitor elege deputados e o governador distribui cargos

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O sergipano vota para eleger deputados, não secretários nem conselheiros do Tribunal de Contas. Mas o Palácio dos Despachos já articula outra dança das cadeiras. No dia 7 de outubro, Fábio Mitidieri admitiu a possibilidade de Cláudio Mitidieri retornar à Saúde e Zezinho Sobral reassumir a Educação. Ambos poderiam abrir espaço para suplentes. A Constituição permite, mas a coerência política exige explicações. Afinal, o cidadão votou para ser representado no Parlamento, não para participar de um rodízio de cargos.

Jorginho Araújo passou boa parte da legislatura na Casa Civil e agora está de volta à Assembleia. Nos bastidores, sua permanência no Legislativo é associada à preferência de Fábio por vê-lo na presidência da Alese, embora a escolha dependa dos votos dos deputados. O projeto político confronta as pretensões de Cristiano Cavalcante, também interessado no cargo. É a disputa por uma cadeira capaz de reorganizar outras tantas. O governador tem preferência, Cristiano tem ambição legítima e a Assembleia precisa demonstrar que possui vontade própria.

Katarina Feitoza também aparece nas especulações sobre a Segurança Pública. Mitidieri elogiou João Eloy e negou sua substituição, mas circula a hipótese de uma mudança em maio de 2027, aproximando Katarina da disputa pela Prefeitura de Aracaju em 2028. Anderson de Zé das Canas poderia assumir sua cadeira. Nada está confirmado. Segurança Pública, entretanto, exige resultados, não pode ser subordinada à preparação de candidaturas.

Maísa Mitidieri é mencionada para uma futura vaga no Tribunal de Contas, com Carlinhos de Brejo Grande assumindo definitivamente a vaga. A indicação dependeria dos requisitos e procedimentos constitucionais. O povo elegeu uma deputada, não uma conselheira. Logos, os riscos dessa circulação entre mandatos e cargos executivos, especialmente para a independência parlamentar. A legalidade das substituições não elimina a necessidade de justificar seu interesse público.

Fábio Mitidieri pode nomear secretários, mas não escolhe os suplentes nem os presidentes do Legislativo. Quem pediu votos para representar o cidadão deve explicar por que pretende trocar o mandato por outro cargo. A população confiou em candidatos, não em negociações de cadeiras. O problema não é a substituição prevista na Constituição, mas sua eventual utilização como instrumento de conveniência política. Porque, nessa dança, o Palácio sugere a música, os políticos disputam os lugares e o eleitor corre o risco de terminar a festa em pé.

CPI precisa apresentar resultados. A CPI dos Espaços Públicos da Câmara de Aracaju precisa avançar na análise de documentos, identificar eventuais responsabilidades e apresentar conclusões. Fiscalização exige resultados, não apenas reuniões.

Luizão assume comando do PL. Valdemar Costa Neto entregou a Luizão a presidência estadual do PL em Sergipe, mantendo Ricardo Marques na vicepresidência. A mudança reorganiza o comando partidário e abre uma nova fase nas articulações políticas da legenda.

 

Lúcio Flávio pode voltar ao PL. O vereador recebeu convite para reassumir a presidência municipal do partido em Aracaju. Caso aceite, poderá participar diretamente da reorganização da legenda na capital. A decisão ainda não foi anunciada.

Georgeo cobra solução para a Zona de Expansão. O deputado Georgeo Passos voltou a defender avanços na discussão sobre o plebiscito da Zona de Expansão de Aracaju. A definição envolve limites territoriais, responsabilidades administrativas e direitos dos moradores. A população aguarda uma solução.

Combate ao feminicídio ganha frente parlamentar. A Câmara de Aracaju aprovou a criação de uma Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio e Defesa da Mulher. A iniciativa deverá concentrar esforços na prevenção da violência, proteção das vítimas e acompanhamento das políticas públicas.

Alese destaca leis contra a obesidade. A Assembleia Legislativa divulgou iniciativas voltadas à prevenção da obesidade. O desafio agora é demonstrar a aplicação dessas normas e seus resultados na saúde pública. Aprovar leis é importante; acompanhar sua execução é indispensável.

Kassab comemora vitória de Mitidieri. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, parabenizou Fábio Mitidieri pela reeleição, reforçando sua posição dentro do partido. O novo mandato, entretanto, mantém cobranças por melhorias na saúde, educação, abastecimento de água e infraestrutura.

Laércio aposta nos minerais críticos. O senador Laércio Oliveira colocou Sergipe no debate sobre exploração e aproveitamento econômico de minerais críticos. A atividade pode abrir oportunidades industriais, mas dependerá de investimentos, infraestrutura, segurança ambiental e geração efetiva de empregos.

Escolas reformadas, professores em greve. O Governo de Sergipe anunciou R$ 2,8 milhões na renovação da Escola Clodoaldo de Alencar e destacou 107 entregas na educação. Enquanto comemora investimentos em infraestrutura, enfrenta nova paralisação dos professores. O desafio é conciliar obras, valorização profissional e continuidade das aulas.

Insulina precisa chegar ao paciente. A Prefeitura de Aracaju divulgou a oferta de insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos na Atenção Primária. A medida exige abastecimento regular e acesso efetivo ao medicamento, fundamental para pacientes que dependem de tratamento contínuo.

Adélia Franco terá retirada de cabos. A SMTT programou para esta quinta-feira (15) o acompanhamento da retirada de cabos irregulares na Avenida Adélia Franco. A operação busca melhorar a segurança urbana e exige organização do trânsito para reduzir transtornos aos motoristas.

São Cristóvão debate turismo. O município recebe, de 14 a 16 de outubro, o IV Colóquio Master de Turismo Comtur Sergipe. O encontro discute oportunidades para o setor, com foco na valorização dos destinos turísticos, qualificação dos serviços e fortalecimento da economia local.

Tobi Arte movimenta o interior. A XVI edição do Tobi Arte acontece em Tobias Barreto, de 14 a 18 de outubro, reunindo apresentações culturais e atividades artísticas. A programação valoriza os artistas, atrai visitantes e movimenta o comércio local.

Carmópolis comemora 104 anos. O município realiza programação comemorativa entre 14 e 18 de outubro. Além das atividades festivas e culturais, os gastos públicos devem ser acompanhados com transparência, incluindo contratos, despesas e prestação de contas.

Congresso movimenta economia sergipana. Sergipe anunciou apoio a um evento nacional com previsão de mais de 5,6 mil congressistas. A movimentação pode beneficiar hotéis, restaurantes e serviços. É importante divulgar o investimento público e avaliar o retorno econômico obtido.

Inclusão exige medidas concretas. O Ministério Público do Trabalho recebeu representantes de conselho municipal e da OAB para discutir direitos das pessoas com deficiência. A pauta envolve acessibilidade, inclusão profissional e combate à discriminação. Os encaminhamentos precisam resultar em ações efetivas.

UFS anuncia suspensão de atividades. A Universidade Federal de Sergipe informou a suspensão das atividades presenciais entre 23 e 26 de outubro, em razão do segundo turno eleitoral. A instituição deverá orientar os estudantes sobre ajustes acadêmicos e eventual reposição das atividades.

Perícia reforça combate aos maus-tratos. O Ministério Público Federal promoveu capacitação de peritos criminais sergipanos para investigação de maus-tratos contra animais. A iniciativa busca aperfeiçoar a coleta de provas e contribuir para a responsabilização dos autores.

Campanhas entram na fiscalização fiscal. Hoje, termina o prazo previsto para as administrações tributárias encaminharem ao TSE arquivos de notas fiscais eletrônicas referentes a bens e serviços fornecidos às campanhas eleitorais. Os dados auxiliam a fiscalização das receitas e despesas declaradas.

Segundo turno entra na reta final. Faltam dez dias para a votação de 25 de outubro. Campanhas intensificam agendas, mobilização e comunicação com os eleitores. Em Sergipe, as lideranças envolvidas na disputa presidencial concentram esforços nesta etapa decisiva do calendário eleitoral.

Senado aprova fim da escala 6×1. Por 75 votos a um, o Senado aprovou a PEC que prevê dois dias de descanso semanal e redução gradual da jornada de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. O texto segue para promulgação. A medida recebeu apoio de parlamentares governistas e oposicionistas.

Centrão articula reforma eleitoral. Dez partidos negociam mudanças no sistema eleitoral para votação em novembro. Entre os objetivos discutidos está reduzir o impacto dos grandes puxadores de votos, como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato. O modelo ainda não foi definido e enfrenta divergências entre as legendas.

Câmara aprova novo teto do MEI. Por 461 votos a quatro, a Câmara aprovou proposta que eleva o limite anual de faturamento do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também permite contratar até dois empregados e prevê perdão de dívidas, sujeito a condições. A proposta segue para o Senado.

Ricardo cobra explicações de Samuel. O presidente da Câmara de Aracaju, Ricardo Vasconcelos, questionou a postura do prefeito Samuel Carvalho na campanha de André Moura ao Senado. Samuel reconheceu que deveria ter esclarecido antecipadamente sua posição, considerando a participação da esposa, Adriana Carvalho, como suplente de Alessandro Vieira. O episódio expôs divergências entre antigos aliados.

Praguinhas ampliam controvérsia política. Circula nos bastidores a versão de que Samuel Carvalho teria retirado adesivos de André Moura de políticos durante uma mobilização ligada a Alessandro Vieira. O episódio ainda carece de comprovação independente. A divergência entre os antigos aliados permanece no debate político, com possíveis reflexos nas articulações municipais de 2028.

George Magalhães chama Samuel de mau-caráter. O radialista Jorge Magalhães elevou o tom das críticas ao prefeito Samuel Carvalho, chamando-o de “mau-caráter” durante a polêmica envolvendo os compromissos eleitorais com André Moura e Alessandro Vieira. Samuel reconheceu que errou ao não esclarecer antecipadamente sua posição a André, mas justificou que manteve o apoio formal para não prejudicar Fábio Mitidieri. A declaração de Jorge, de caráter pessoal, acirra o desgaste político e expõe uma crise de confiança entre antigos aliados. Uma coisa é divergir eleitoralmente. Outra é deixar compromissos sem esclarecimento.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.

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