Festas com aglomerações e o impacto na Saúde Pública

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Apesar das proibições, as festas “carnavalescas” aconteceram nos diversos locais do país. Vídeos que circularam nas redes sociais e na grande mídia, registraram festas com muita aglomeração e com pessoas sem máscara, equipamento de proteção indicado para evitar a infecção pelo novo coronavírus. Ambientes assim são “totalmente propícios” para a transmissão do vírus. Muitas aglomerações, festas clandestinas e eventos festivos foram interrompidos e vários estabelecimentos foram multados. Enquanto as aglomerações são banalizadas, cresce o número de internações hospitalares em diversas regiões do Brasil, onde já faleceram 239.000 pessoas. As pessoas precisam entender que a proximidade com outras faz com que elas tenham chance igual de infecção. Outro problema é que mesmo quem já teve a covid-19 corre o risco de ser reinfectado pelo vírus ou por uma variante viral.

Fatos que pioram a Pandemia em pleno Carnaval

A descoberta de novas variantes do vírus, em pleno período “carnavalesco” é uma notícia ruim para a população. As variantes dos vírus são resultados de mutações – alterações genéticas muitos comuns aos vírus e outros organismos. Pelos estudos do sequenciamento genético do vírus causador da Covid-19, já se tem uma conclusão: as variantes do vírus se constituem em uma “estratégia viral” que está levando a infectar mais células humanas. Com isso, poderemos ter mais pessoas com Covid-19. Além disso, as variantes podem atingir quem já teve covid-19 anteriormente. Como os temas da Pandemia estão sendo sempre polarizados, já existem pessoas e até profissionais de saúde minimizando o problema das variantes virais e achando que não motivos para preocupações. Nunca foi tão difícil encarar um problema grave de saúde pública, com tanta polarização de opiniões.

Em pleno carnaval atípico, outro fato que em nada contribui para o enfrentamento à pandemia, continua ocorrendo nas redes sociais: o movimento contra as vacinas. A rede social contra as vacinas é bastante poderosa e “criativa”. Seria importante se essa “criatividade” contra as vacinas fosse utilizada para ajudar a população a se proteger da Covid-19. Sabemos que as vacinas foram autorizadas excepcionalmente porque não temos outros recursos terapêuticos para a prevenção, além das recomendações sanitárias já tão divulgadas e muitas vezes não seguidas. Não houve tempo suficiente para estudos das vacinas disponíveis, em todos os segmentos da população. Alguma falha que ocorra no processo de vacinação, a rede contrária às vacinas usa como destaque para que as pessoas não se vacinem. Mas não temos outra saída, até o momento, para proteger a população. A tão polêmica “Imunidade de Rebanho” provavelmente só será atingida quando 70% da população tiver contato com o vírus e consiga produzir anticorpos. Estamos ainda muito longe da cobertura vacinal necessária para proteger a população. Até o momento, pouco mais de 2% da população brasileira foi vacinada.

Enquanto isso a Covid-19 volta a avançar em estados que já tinham passado por situação difícil no início da Pandemia, com colapso da rede de saúde.

Carnaval Virtual

Sem festas, blocos e celebrações por causa da pandemia de Covid-19, algumas cidades brasileiras estão realizando o “Carnaval Virtual”, para não deixar a data passar em branco. Alguns cantores estão realizando shows virtuais. Também estão ocorrendo “desfiles on line” de blocos, com transmissão através das redes sociais Instagram, Facebook e YouTube , com mensagens informativas e até homenagem a algumas pessoas . Em Aracaju, está ocorrendo o “Funcap Folia” da Fundação Cultura e Arte Aperipê de Sergipe, apoiando vários Blocos Virtuais. O Bloco “Lamarão Folia”, decidiu divulgar a prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis com o tema “Se o Clima Esquentar, Use Camisinha”, e fez uma homenagem à nossa pessoa. O meu agradecimento à comunidade do Lamarão pela importante homenagem.

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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