O Brasil e o Primeiro Mundo

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O Brasil, que chegou a ser a oitava economia mundial, continua a ser um país do terceiro mundo. Países devastados por guerras, bem mais pobres que o Brasil há 40/50 anos atrás, como a Coréia, Taiwan, a própria China estão hoje bem à frente do nosso país.

 

Existem, no país, grandes disparidades entre regiões e pessoas. Ainda, desde há muito preponderam as fraudes, a corrupção, a violência e a miséria.

 

Diante deste quadro, se nós brasileiros quisermos fazer parte do primeiro mundo, teremos que deixar de ser o “País da Lei de Gerson”, o país onde todos só querem levar vantagem.

 

Há muito esforço por fazer; teremos que deixar de sermos imediatistas. Uma melhor qualidade de vida para todos os brasileiros somente será conseguida com muito trabalho e desprendimento. Há que se ter vontade política para investir em educação. Somente seremos uma grande nação, quando a maioria da população brasileira tiver acesso à educação.

 

Na nossa economia conseguimos ter sob controle a inflação; conseguimos equilibrar as contas do governo; conseguimos enxergar que em economia, milagre não existe. Uma política macro-econômica austera nestes últimos anos conseguiu implantar os alicerces necessários a um desenvolvimento sustentável.

 

Em função da necessidade de uma política austera para o equilíbrio de nossa economia, não foram suficientes os recursos necessários para resolver todos os problemas sociais. Hoje, no entanto, uma atenção maior deverá ser dada para resolver os problemas com saúde, educação, saneamento e segurança.

 

A sociedade, cada vez mais, deverá ter uma participação mais ativa para evitar a demagogia, o clientelismo, a hipocrisia e a corrupção na política.

 

Por não existir poupança interna suficiente para financiar o nosso desenvolvimento, todas estas ações são necessárias para angariar respeito e incentivar a participação financeira internacional.

 

A liquidez internacional, todavia, não vive um momento favorável para os países sub-desenvolvidos e em desenvolvimento.

 

Os Estados Unidos da América, a maior potência mundial, com a retomada do crescimento, torna-se o caminho natural para a poupança internacional. A União Européia, também, tem prioridade sobre os países emergentes. Entre os países emergentes, A China tem preferência. Com isto, os recursos financeiros são mínimos e o interesse de dirigí-los ao Brasil ainda é pequeno.

 

O que fazer então para atrair esses recursos tão necessários ao desenvolvimento do país?

 

Teremos que mostrar ao mercado financeiro, que somos uma excelente alternativa de investimento e isto será possível sae continuarmos demonstrar seriedade na condução da política econômica; se demonstrarmos respeito aos compromissos assumidos; se os empresários demonstrarem eficácias em seus negócios; se conseguirmos demonstrar que temos um mercado de consumidores maior do que a população de muitos países europeus.

Edmir Pelli é aposentado da Eletrosul e articulista desde 2000
edmir@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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