Posições de Almeida

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O senador Almeida Lima (PDT) declarou que está amargurado, porque o seu partido não lançou um candidato à Prefeitura de Aracaju. Aparentemente irritado, Almeida admitiu que os membros do PDT, principalmente aqueles que têm chances de disputar o pleito, não deveriam ter feito isso com ele. O que o senador gostaria era que o PDT apresentasse um bom nome como candidato a prefeito, para que o partido tivesse um enfrentamento direto com o PT. Almeida Lima insiste que há necessidade de se mostrar as falhas do Governo Marcelo Deda, que considera graves, e denunciá-las à opinião pública: “a coisa não pode ser tratada da forma como está sendo posta”. Foi exatamente esta falta de alternativa para um enfrentamento direto com o prefeito Marcelo Deda, que trouxe séria angústia ao senador Almeida Lima. Nenhum dos membros do PDT quis se candidatar e a uma altura dessas, já com a proximidade das convenções, fica praticamente impossível alguém se colocar à disposição para a disputa, quando outras candidaturas estão postas e em vias de composições. O vereador Antônio Samarone ainda colocou o seu nome à disposição do partido, mas não avançou em seu trabalho e teve o seu objetivo engolido pela vontade dos seus colegas, e demais membros da legenda, para que tivessem um candidato majoritário forte. Foram procurar o deputado Gilmar Carvalho (PV) para isso e a possibilidade de um entendimento praticamente retirou o nome de Samarone. Almeida Lima chegou a dar um a aviso enigmático para os seus companheiros, ao diz que a partir dessa dissonância, ele é capaz de qualquer coisa, não querendo revelar até onde iria esse tom de certa ameaça. De qualquer forma, sem o PDT ter um nome para a disputa, Almeida Lima concorda que o deputado estadual Gilmar Carvalho, pré-candidato do PV à Prefeitura de Aracaju, é quem está oferecendo as melhores condições para uma composição com o PDT. Até porque está fazendo o que o senador gostaria que fosse natural dentro da coligação, que é uma composição entre as duas legendas em termos de candidaturas a vereador. Almeida também está chateado porque não foi aceito o chapão do bloco que dá sustentação ao Governo do Estado, para os proporcionais, como aconteceu em 2002. Ele vem defendendo isso desde que se começou a falar em sucessão municipal. O senador diz que nas eleições estaduais, quando João Alves Filho (PFL) disputava o Governo do Estado, o chapão foi importante para eleger os candidatos do PFL, que conseguiu colocar dois representantes na Câmara Federal. Agora o chapão não serve mais. Revela que “este ano o partido do governador simplesmente vetou o PDT”. Considera que um grupo monolítico será sempre a união de todos para se chegar a uma vitória. Não pode ter um critério para 2002, outro para 2004 e, certamente, um terceiro para 2006: “essa não é uma boa política, quando se isola uma legenda que está na composição”. O senador José Almeida Lima parecia desencantado com o pleito eleitoral deste ano, principalmente do bloco que integra. Diz que ninguém está empolgado para a disputa das eleições na capital e vê muita gente fazendo corpo mole para participar da campanha eleitoral no Estado, onde se incluem os principais municípios. “Nunca vi isso em Sergipe: uma falta de ânimo, de tesão, uma certa desesperança na classe política, em fazer eleição nesse momento”. O que Almeida Lima deixa entender é que não pode desvincular as eleições deste ano com a de 2006 e usa uma figura de retórica: “Um felino mantido trancado em casa, um dia vai querer engolir o seu próprio dono”. Ontem ele teria um encontro com o governador João Alves Filho, mas não foi possível porque teve de viajar a Brasília. Na realidade, o senador José Almeida Lima está irritado com o processo sucessório, porque também discorda da tática de tentar levar a disputa para o segundo turno. Segundo, em razão do isolamento dos partidos em termos de aliança proporcional, por considerar que um bloco não pode fazer discriminações, e terceiro porque considera que os seus correligionários não deveria ter recuado em uma candidatura própria à Prefeitura de Aracaju. De qualquer forma, até o final da semana, quando retorna a Sergipe, José Almeida Lima discutirá, definitivamente, o que fará para manter o seu partido forte na Câmara Municipal. CHAPA O Partido dos Trabalhadores, em sua pré-convenção de sábado, aprovou os nomes de Marcelo Deda (PT) e Edvaldo Nogueira (PCdoB) para disputarem a reeleição. As tendências aprovaram a tese de que seria a melhor chapa. Houve apenas uma abstenção e algumas manifestações contra, mas que não alteraram o quadro. HOMOLOGAÇÃO Na convenção que acontecerá dia 30, haverá apenas a homologação do que já foi decidido no sábado. A chapa proporcional é PT, PCdoB e PCB, sem nenhum problema. No palanque estava a maioria das lideranças que formam o bloco que dá apoio ao prefeito Marcelo Deda. BOA SORTE O Partido dos Trabalhadores sempre trouxe boa sorte para o PCdoB: Quando Marcelo Deda assumiu a Prefeitura, quem sentou em sua cadeira no Congresso foi Tânia Soares (PCdoB). Caso seja reeleito e deixe a Prefeitura para disputar o Governo em 2006, quem assumirá a Prefeitura será Edvaldo Nogueira (PCdoB). COLIGAÇÃO Está havendo problemas para as coligações proporcionais, porque alguns candidatos aceitam determinados partidos e outros são contra. O deputado Jackson Barreto confirma que estão tentando uma composição que englobe PSDB, PTB, PL e outras legendas menores. INFORMAÇÃO Domingo circulou a informação de um influente membro do PT, que o problema da coligação proporcional do PL foi solucionado, com uma composição com PTB e PSDB. Teria sido fechada depois de um entendimento entre o prefeito Marcelo Deda e o ex-governador Albano Franco (PSDB), que esteve na sede do partido. HELENO O presidente do PL, deputado Heleno Silva, disse que espera uma solução para esse problema das coligações proporcionais. Por enquanto ele diz que a composição com PSDB, PTB e outros é correta, mas reconhece que os outros partidos “não querem nada com a gente”. POSIÇÃO Admite que se não houve uma solução, vai sentar e rever a posição. Ele está procurando não especular, para tomar uma solução definitiva depois. Confirmou que teve uma conversa com João Alves Filho e acha que se nada ficar decidido, vai rediscutir a proposta do governador. REUNIÃO O governador João Alves Filho teve conversa longa com o deputado Heleno Silva, em Brasília, ao lado do deputado José Carlos Machado e da deputada Susana Azevedo. João Alves Filho não quer apenas o apoio do PL a Susana Azevedo, mas a participação do partido no Governo do Estado. DECISÃO O senador Almeida Lima (PDT) só vai conversar com o governador João Alves Filho, sobre sucessão, na próxima semana. Ontem viajou a Brasília e retorna para os festejos juninos. Acha que uma decisão sobre as eleições municipais deve sair a partir da próxima semana. GILMAR O senador José Almeida Lima acha que o pré-candidato pelo Partido Verde, Gilmar Carvalho, é quem está oferecendo melhores condições para uma composição. Em razão disso, é que tem mais chance de ter o apoio do PDT para disputar a Prefeitura. É assim que também pensam os vereadores do partido. CONSELHO O Conselho Deliberativo do Instituto da Previdência do Estado de Sergipe (Ipes) não se reúne há oito meses, para ver a situação financeira e funcional da entidade. Essa falha nas análises da situação financeira e administrativa do Ipes deixou o órgão combalido. Se isso estiver acontecendo com outras autarquias pode se imaginar o caos. RECEIO A maioria dos funcionários públicos do Estado está como medo que seja decretado o fechamento do Instituto de Previdência, porque é a única saída que eles têm. Uma funcionária deixou de fazer uma cirurgia de redução do estômago, às vésperas do procedimento médico. Está em grau alto de obesidade. ABUSO Uma Kombi branca, com placa HZX-6671, da Prefeitura Municipal de Monte Alegre, fazia a festa, sábado, por volta das 16:45 horas na saída próximo a um supermercado. Pelo menos duas senhoras e crianças enchiam o veículo de compras particulares, quando o uso do carro é restrito a serviços públicos. CONVÊNIO A Prefeitura e a Petrobras assinaram convênio para investimento de R$ 27 milhões no Santa Maria. Também foi liberada emenda no valor de R$ 5.5 milhões para o bairro. Marcelo Deda também anunciou o cadastramento de mais 25% no Programa Bolsa Família, cedido pelo Governo Federal. PETROBRAS Nesse convênio, a Petrobras vai utilizar a maior parte dos recursos na construção da avenida de gasoduto, com receio de problemas com famílias que moram próximo. A Prefeitura vai usar parte para construção de infraestrutura para a comunidade do bairro, favorecendo às pessoas que moravam próximo ao gasoduto. Notas CONVENÇÃO O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores interviu, domingo, no Diretório Municipal de Socorro para evitar que fosse realizada a convenção que homologaria o nome de Aélio Argolo (PT) para a Prefeitura daquela cidade. Argolo não estava cumprindo o que fora tratado com o PTB para composição. O acordo fechado pelas oposições para escolher o candidato de Nossa Senhora do Socorro é a realização de uma pesquisa contratada pelo Ibope em todo o município, entre Argolo e o deputado Adelson Barreto (PTB). JACKSON O deputado federal Jackson Barreto (PTB), viaja a Brasília hoje pela manhã, para participar da votação do salário mínimo. O governo está em dificuldade para derrubar os R$ 175,00 aprovados pelo Senado, para fazer valer os R$ 160,00 que ele sugeriu. Há uma movimentação grande em Brasília. Jackson Barreto disse que vai votar no Governo, porque integra o seu bloco de sustentação. Disse que não está “um pingo preocupado de ser policiado pelo deputado federal João Fontes (PSOL)”. Disse que cumprirá o seu dever. ENOQUE O prefeito de Poço Redondo, Enoque Salvador (PL), acha e é democrático que todos os partidos lancem candidatos majoritários, mas parece decepcionado com o PT apresentar um nome para enfrentar a média Iziane, que é sua candidata. O PT lançou Roberto Araújo, que é o coordenador dos Sem Terra na região. Enoque reconhece que o PT admite muitas tendências e fica difícil um controle maior: “quando o pessoal está muito fraco, qualquer sangue serve. Depois que fica mais forte, quer sangue puro”, ironizou Enoque. É fogo O governador João Alves Filho (PFL) vai tomar café da manhã com jornalistas, em uma das casas regionais de Aracaju. João Alves Filho esteve, sábado, nos festejos juninos de Itaporanga D’Ajuda, que reuniu milhares de pessoas. Concorre com o Forrocaju. O Governo do Estado teria recusado o palanque que a Prefeitura Municipal lhe ofereceu na área onde se realiza o Forrocaju. O deputado federal Jorge Alberto (PMDB), pré-candidato à Prefeitura de Aracaju, está com out door nas ruas. O deputado Jackson Barreto (PDT) estranha que o seu colega João Fontes (PSOL) não faça críticas ao Governo do Estado. Jackson Barreto diz que apóia o Governo Lula em qualquer circunstância e tem coragem de dizer isso. Jackson Barreto reconhece que as medidas nem sempre são simpática, mas a gente não pode ser oportunista e ficar apenas enquanto as coisas estão indo bem. Uma boa fonte do PSDB disse, ontem, que não há nenhum problema na coligação com o PL, o que o pessoal não quer aceitar é disputar com os candidatos do partido. Manuel da Farmácia é o candidato do PFL à Prefeitura de Poço Redondo. Lá terão três nomes disputando a sucessão municipal. O prefeito Enoque Salvador disse que há perspectiva de chuva no sertão e a população está alegre e esperançosa. Paulo Barbosa de Deus (PHS) fechou sua chapa, domingo, para disputar a Prefeitura de Canindé. Seu vice será Edmilson (PT). Terá apoio do PFL, PDT, Prona e PTN. Genivaldo Galindo reuniu o seu pessoal, domingo, para decidir sobre o vice de Júnior (Ventão) Galindo. Ocorreu na penitenciária de São Cristóvão. Por Diógenes Brayner brayner@infonet.com.br

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