Propriá – Completa vocação para o turismo

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Praias de água doce à beira do rio São Francisco, passeios de to-to-tó com direito a apreciar um pôr-do-sol, conhecer o largo da Catedral Diocesana e degustar um bom pirão de pitu acompanhado dos conhecidos doces de batata da região são-franciscana são alguns dos atrativos para quem quer visitar Propriá, a Princesinha do Baixo São Francisco, situada a 96 Km de Aracaju.

 

A cidade é um dos poucos municípios sergipanos que já nasceu vocacionada para o turismo. O passeio deve começar pela orla da cidade e o largo da catedral. No largo fica a Catedral Diocesana em estilo gótico, uma das únicas do interior de Sergipe. Do lado direito, velhos casarões, resquícios da colonização européia, que conferem a Propriá uma beleza diferente. Na esquina, entre a rua da Palma e o largo da Catedral, o casarão da família Seixas foi totalmente recuperado por novos proprietários. Na frente, um outro casarão revestido com azulejos português, que pertencente a família Chaves e que hoje funciona o Centro Turístico de Cultural e Arte Florival Santos. Conhecer o largo renderá uma boa fotografia.

 

O antigo hotel Status está em ruínas, porém, desenha também o entorno do largo da catedral e mostra os tempos áureos da cidade ribeirinha. Descendo a rua paralela até a beira do rio, chega-se a orla da cidade, um local agradável, com vista do Velho Chico.

 

Seguindo para a esquerda, percorre-se até a avenida Tavares de Lyra, onde aos sábados a tradicional feira-livre chama atenção por expor gêneros alimentícios diversos, artesanato, ervas, bebidas e produtos em geral. Não se deve deixar de ouvir as músicas do rei do baião, Luiz Gonzaga, tocadas nas barracas da feira. Segundo o rei, por suas andanças em Propriá, conheceu e se apaixonou por Rosinha, eternizando-a em uma de suas músicas.

 

Ainda no cais, deve-se programar o passeio no catamarã ou em embarcações regionais próprias da região ribeirinha. Contemple a beleza natural do local juntamente com a vista parcial da cidade, com destaque para as torres da Catedral Diocesana. O passeio pode destinar até a Ilha do Ouro, já no município de Porto da Folha, ou ir até a cidade de Neópolis. Todos os dois roteiros são recomendados.

 

Desembarcando na cidade, o turismo ecológico continua e a pedida é conhecer a praia da Adutora, já na divisa com o município de Telha, situada a dois quilômetros do centro da cidade. O local ainda não foi descoberto pelo turismo de lazer e existem restaurantes simples, mas com bom cardápio e aluguéis de barcos à beira rio nos finais de semana. Vale a pena visitar devido a vista parcial da cidade de Porto Real do Colégio, no estado de Alagoas e as águas quentes e esverdeadas do Velho Chico.

 

O clima é favorável a uma caminhada pela orla ribeirinha sentindo a brisa do “Velho Chico”. Com certeza o visitante irá se apaixonar pelo colorido das roupas das lavadeiras que sempre estarão dispostas a contar uma lenda sobre a região. Contemple o pôr do sol do interior sergipano, principalmente quando na margem do rio São Francisco.

 

Há restaurantes e bares na denominada Prainha, onde centenas de ribeirinhos e visitantes desfrutam de privilegiada vista da Ponte da Integração sobre o rio São Francisco. Caso queira esticar um pouco mais, sentar nos bares localizados na orla da cidade é conhecer o cotidiano dos ribeirinhos. Peça os pratos da gastronomia propriaense, que se baseiam no ensopado de pitu (camarão de tamanho grande típico do rio São Francisco), e nos pratos à base de peixes regionais, como o piau e o surubim, que também podem ser degustados nos restaurantes da Ponte, que ficam na margem da BR 101, onde há maior infra-estrutura, mas os preços são mais salgados.

 

Em que se refere à infra-estrutura de hospedagem, Propriá possui o hotel do Velho Chico, um complexo incrustado a margem do Velho Chico e na cabeceira da ponte de divisa de Estado. O hotel está esquecido pelo poder público, porém ainda com uma boa estrutura, contando com piscina, apartamentos munidos de ar condicionado e frigobar, restaurante, sala de reunião e uma bela vista panorâmica da cidade e do São Francisco.Na orla ribeirinha encontram-se pousadas menos sofisticadas, porém com bom atendimento.

 

À noite, melhor será tomar uma cervejinha ou uma água de côco nos bares da orla. Quatro bares compõem um calçadão denominado pelos propriaenses como Orlinha. Permita-se viver os costumes locais ribeirinhos da gente simples, mas hospitaleira do Baixo São Francisco. Mais um dia de tradição, cultura e turismo estará por vir.

 

Curiosidade

 

Na década de 50, Propriá era considerada uma das principais cidades do Estado. Ironicamente, com a construção da ponte de Integração Sergipe-Alagoas sob a BR 101 em 1972, iniciou-se seu declínio econômico.

 

No final do mês de janeiro, os propriaenses e gente proveniente de outras partes do Brasil vivem as tradições do teatro, da literatura de cordel, dos folguedos folclóricos, da poesia no Encontro Cultural da cidade. A fé e o profano também estão presentes na Festa de Bom Jesus dos Navegantes, em que milhares de pessoas participam da tradicional procissão fluvial sobre o leito do rio São Francisco.

 

Dicas de viagem

 

Vale à pena aproveitar a cidade e fugir da dieta. Os doces do Seu Felix, na rua da Vitória são bastantes apreciados e comercializados em regime artesanal. Em Aracaju pode-se encontrar o doce de batata com o nome de Jocelia.

 

Caso não se hospede no hotel do Velho Chico, a dica é visitá-lo. A vista panorâmica da ponte e da cidade é inigualável.

 

A prainha da cidade disponibiliza poucos bares e infra-estrura. O visitante deve seguir a pouco mais de um minuto a rodovia SE 202, sentido Amparo do São Francisco e parar na praia da Adutora, já no município vizinho de Telha.

 

Agências de turismo da capital disponibilizam passeios de um dia para Propriá. Consulte-as

 

O pôr-do-sol dos restaurantes no entorno da ponte é também uma pedida. Também pode-se apreciar pratos típicos da região do São Francisco.

 

Como chegar

 

Propriá fica à margem da BR 101, já na divisa com Alagoas e a beira do rio São Francisco. Há transportes informais partindo do centro da capital durante todo o dia, mas se preferir há topics da Cooperativa de Transporte Alternativo de Sergipe e empresas de ônibus, que possuem linhas para a região do Baixo São Francisco. De carro, parte da capital e segue-se pela BR 101, sentido Alagoas.

 

Onde ficar

 

Hotel do Velho Chico

Rodovia BR 101, km 0

Fone / Fax: (79) 3322- 1941

 

Hotel Panamericano

Av. Graccho Cardoso, 800

Fone: (79) 3322- 1735

 

Hotel Imperial

Praça Dom Antônio Cabral, 95

Fone: (79) 3322- 1294

 

Memória

 

Antes e depois do casarão que pertenceu a família Seixas totalmente restaurado por novos proprietários.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na Bagagem

 

Rio de Janeiro pleiteia às Nações Unidas o título de Patrimônio Mundial da Humanidade na categoria paisagem cultural. A união entre a urbanização e a natureza, além do patrimônio cultural pesam na decisão de outorga do título. O resultado sai em 2012.

 

Aeroporto de Aracaju mostra que é necessário melhorar o aparelhamento e estrutura. Foi transferir vôos de Salvador para lá que os passageiros passaram pelo caos.

 

Ponto positivo para o turismo de Aracaju. A Prefeitura inaugura o mais novo cartão postal da cidade: o Farol, porém, deve haver programação que atrai turistas ao local.

 

Donos de bares de Pirambu estão preocupados com o avanço do mar. Aconteceu também nas praias de Atalaia e Saco.

 

O restaurante do Sossego, no inicio da Linha Verde sentido Salvador, tem atraído um grande número de sergipanos que circulam pelas praias baianas. O que chama atenção na entrada do local é uma grande foto do saudoso sergipano Jurinha Lobão, que era freqüentador assíduo do local.

Fotos: Silvio Oliveira

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