Resultado do BNB de Cultura/2006 frustra participantes

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Resultado do BNB de Cultura frustra participantes

 

 

 

Foi divulgado o resultado do Prêmio BNB de Cultura 2006, que contempla a cada ano as áreas de Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual , Música e Literatura.

A comissão selecionadora preferiu, este ano, projetos de participação pública de maior apelo. Projetos que englobem maior participação popular. Na área de literatura, nenhum livro a ser publicado de autor individual. Publicação só de apelo coletivo, ou feira de livro, congresso de escritores…

Sergipe em Artes Visuais não teve um projeto aprovado, nas Artes Cênicas apenas “Difundindo o Teatro em Simão Dias” do Grupo Teatral Velho Chico, em Literatura o professor José Paulino da Silva com o projeto “Sala de Leitura de Cachoeira de Taépe”, na Música Sergipe teve dois projetos, um de Pirambu e um de Simão Dias. Mas só isso.

O critério de seleção  foi  muito linear. Não divergiu a comissão contemplando projetos mais ousados. Os 2 milhões que o Banco do Nordeste vai destinar aos projetos inscritos preferem idéias com dimensão popularesca. Deveria então só poder se inscrever projetos de apelo público, para o povo. Não criar a ilusão de fomentação da cultura oferecida pelos nordestinos em termo de idéias, de arte.

A frustração dos inscritos se dá pelo critério adotado pela comissão jugladora.  Divulga-se que serão contemplados projetos de publicação, montagens de peça, gravação de cds, mas o que se vê no resultado do Prêmio BNB de Cultura  2006 é uma “inteligência sensorial” nas escolhas, a maioria representada por Prefeituras, Associações e entidades tidas como públicas e que já têm dotação para realizar os seus projetos. Não realizam porque não acham prioridade. A comissão julgadora(selecionadora) , composta pelo que o Banco do Nordeste, chama de “especialistas” optou por projetos , em sua maioria, de cunho popular. A comissão em nenhuma área, divergiu? O Prêmio é para contemplar Instituições constituídas(prefeituras, Apae e etc) ou para incentivar também a produção cultural das centenas de artistas que se inscreveram? O Banco do Nordeste deve abrir fórum para essas discussões. Ou teremos mais um Banco a contemplar ações culturais, enquanto os artistas, fomentadores, grupos que vivem à míngua sem dotação, continuarão a se inscrever, vendo Prefeituras  e até a Universidade do Estado da Bahia sendo contemplados. E o Ministério da Cultura tem lutado tanto, às vezes incompreendido, para tirar o monopólio do apoio cultural das mãos do que chamam “elite dominadora”. Ou seja: o Prêmio BNB é de fomento da Cultura Nordestina ou de apoio à projetos de Instituições já consolidadas?. Ou o cidadão comum tem que virar uma empresa, uma Prefeitura, uma Ong para ter o seu projeto aprovado? Veja a lista e tire a sua conclusão.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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