Sinais, a nova antologia da Sobrames Sergipe

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Estamos lançando a nossa quarta antologia de contos, prosa e poesia, com o título de SINAIS. O processo é aberto a todos os sobramistas sergipanos e de outros estados da federação, que terão desconto especial e também é aberto para convidados. Essa antologia traz duas novidades. Será a primeira em formato de E-Book, com difusão por uma rede de livrarias virtuais (Amazon, Cultura, Saraiva, Estante Virtual, entre outras). Cada participante receberá dois exemplares impressos para sua biblioteca particular. O prazo para entrega dos trabalhos termina em 31 de julho de 2020, conforme regulamento, cuja regras estão mantidas. Os custos serão rateados entre os participantes e como não haverá gráfica em escala, estima-se uma redução dos valores praticados nas edições anteriores.

A outra grande novidade neste ano é o caderno especial Diário da Quarentena, que virá como capítulo da antologia, com depoimentos de sobramistas e convidados sobre suas experiências  durante o isolamento social pelo COVID-19. Não haverá custos para os participantes do Diário, que terá o texto restrito a no máximo duas laudas, na forma de prosa, poesia e depoimentos bem pessoais.   A ideia foi do amigo, colega e sobramista William Soares, que coordenará o Diário. É mais uma das boas ideias do caro amigo, que é poço de boas ideias ao longo da nossa jornada comum, que lá se vão anos. Alguns acham que ele é louco. Bendita loucura, que transforma sonhos em realidade. Que possamos sempre sonhar juntos, meu amigo!

Para que vocês sintam um pouquinho do quem vem por aí no Diário da Quarentena, publico abaixo o poema Coroa Tirana, da colega Marli Piva, da Sobrames Bahia, que participou das nossas ultimas duas antologias, com muito brilho. Quem desejar participar tanto da antologia como do Diário, basta enviar um email pra gente: sobramessergipe@gmail.com

COROA TIRANA

No princípio era o Verbo. E o verbo se fez carne.
Os carinhos, os afagos vieram depois.
O homem descobre que pode falar sem palavras.
O Verbo vira arte, poesia, mas, há um insurreto
que não dispensa predicativos – o verbo AMAR.

Amar sem gestos, sem carinhos, sem toques é uma tortura.
Um vírus coroado surge e eis que na sua virulência maior
ameaça separar o inseparável,
destituir, de sua mais bela função, o amor
e, num decreto frio e impessoal,
exige, às custas de muita dor – Fiquem longe dos que amam.
É esse o sacrifício que nos impõe
entre outros tantos, em nome da nossa própria sobrevivência.

Marli Piva Monteiro
26/03/2020.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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