Sinal dos tempos

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Foram duas manifestações notáveis: a do Sete de Setembro, já me referi, no texto anterior; um oceano de gente, jamais acontecido em comemoração do Dia da Pátria.

Não, não foi aquele cabotino, “Grito dos Excluídos”, hoje tão esvaziado que já se renomeou como “Grito dos Excluídos e das Excluídas”, em prévias bravias de inserção sobrecomuns de “Excluídes”, por epicena eugenia, objetivando inserir os todos, as todas e os “todis”, coisa que eu não sei o que é, mas estou a ver sobejamente “inserides”, enquanto especial distinção, e em alto grau e degrau, por superabundante desimportância.

Importante, todavia, não foi o cabotinismo do grito, foi a grande “minifestação”, permitam-me grafá-la assim: a manifestação ( em corpo menor por necessário), reduzida em gente e bandeira, de Doze de Setembro, evocando a “Terceira Via”, tão desejada por isentos de todos os naipes, enaltecida demais pela grande imprensa e seus articulistas, sempre muito visitados e festejados, todos assestando dardos venenosos sobre o Presidente Bolsonaro, e poupando o Ex-Presidente Lula ainda, que deles aguarda o velho aplauso, em bom tempo, farto e plenário, como foi antes e pode ser repetido ainda, espécie de fermento na massa, porque o mosto é o mesmo, e a levedura nunca mudou, continua igual, sempre levógira, desviando para a sinistra, e sinistramente azedando tudo, por curvatura irreversível de banana.

Falo deste arqueamento equivocado, porque o pensar e confessar dessa gente, em renitente e descaído socialismo, nunca se vê esclerosado e apodrecido, em tantos males promovidos e olvidados, sem vencer nem convencer por argumento, embora muitos leitores lhes concedam um charme, crepuscular de renovado desvelo, o que melhor lhes açula as trevas do seu estiolar em pesadelo.

Porque nos seus rascunhos publicados, tudo lhes soa mal, em promessas de céus na terra, só conquistados nos maus escritos, por aqui já, e no aqui agora, sem ver que a hora de todos está indo embora, fugaz, o tempo presto fugindo, carregando as ideologias, levando consigo as utopias, inumando sonhos, pesadelos e quimeras, sem mais enganar nenhum, nem ninguém em erva e hera.

O problema é que há um excesso de inverdade no que esse povo prega e opina, afinal são mais do que muitos, servis ao capital, bons convivas dos seus banquetes, alguns assíduos frequentadores, inclusive, por famélicos, de sua folha de serviços, retribuindo-lhes o soldo recebido com loas generosas em demasia, incongruentes e incompatíveis até, com o professar da fé que dizem afirmar e defender.

Assim, e só por isso,… vingou o sucesso do Capitão Bolsonaro!

Porque o Capitão não é só mais um, a eles igual: igual do mesmo!

Ele é diferente!

O capitão, de pijama, de araque, ou de chegança, chamem o que lhes quiser em desapreço…

Ele é diferenciado!

Botem-lhes respeito, ó cabras veios!

Chamem até isso de canalhice! Todo comentador tem o direito de assim dizê-lo!  Por puro incômodo; somente!

Ou então que vá às ruas, como o Mito os desfia.

Quanto ao povo que o aplaude, cada vez maior: se é “apenas  gado”…

Haja gado!

Nesse contexto zebuíno ou babuíno, faltou gado e gente pra ferrar,… só no dia doze, que passou, marcado para ser a grande reunião dos que estão contra o genocida Presidente.

E o que se viu, inclusive na elegante Avenida Paulista com a fina flor da nata artista, “la crème de la crème” convocada, reunida e destacada: o Ex-Ministro Mandetta, a musa, Simone Tebet, do Pantanal, o Ciro Gomes, Coronel, do Cariri, o Agripino, João Dória, do Itaim Bibi, o Kim Katuguiri, japona do MBL, os Ex-Bolsonaristas arrependidos, Joice Hasselman, a loura jornalista, e Alexandre o Frota, o artista, havendo espaço até para o Amoedo e outros portentos, em variado arpejo de candidaturas presidenciais, faltando-lhes, no todo e sem excludência: a contundência e o vascolejo do probo Renan Calheiros, e até o solfejo gorgolejo do nobre Rodrigo Pacheco, tão fleumático, quão sorumbático, e até enigmático, em pose de nova esfinge, como se tivesse a inferir por desafio: “o decifra-me ou te devoro!”, mas que: em bom senso, sonsice e acalmia, permaneceram empoleirados em suas casas, sem ousar pendurar-se no palanque, para  se expor em demasia.

Porque, quem foi se amostrar na Paulista,… voltou com a cara mexendo, como se dizia nos tempos de melhor galhardia.

A parte tudo isso, a velha crônica na mesma e disforme peçonha atonia, escondeu as fotos e os vídeos das manifestações.

Uma maneira de tudo apagar e envenenar, sem arriscar nódoas de fotoshop, à Moriarty, por psicopatia.

E nesse agir Moriarty, por comum e professoral, a mídia local, por exemplo, fez destacar uma matéria sobre uma grande passeata ocorrida na cidade do Lagarto, esboçando o “Fora Bolsonaro!”

Quem viu a notícia, o evento em foto e feito, pareceu monumental!

Engraçado é que nas mídias sociais, alguém me enviou um vídeo da referida passeata sendo apupada pela assistência de alguns circunstantes, que bem preferiam aplaudir o Capitão Presidente.

Sinal dos tempos.

A mídia diz uma coisa, e o povo, sem like ou dislike, bem reflete divergente!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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