Tese de primeiro turno

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O senador Almeida Lima (PDT) tem mantido posição diferente do que pensa a maioria dos setores do Governo, em relação à sucessão municipal de Aracaju. Nas reuniões que teve com os deputados e secretários de Estado, mostrou que o melhor caminho para um enfrentamento eleitoral é que se apresente um único candidato, para que o pleito seja decidido já no primeiro turno. Embora não pense em sair do processo, porque é parte interessada no fortalecimento do bloco governista, Almeida vê dificuldades em administrar várias candidaturas em uma única composição, que segue orientação do governador João Alves Filho. Diz abertamente que vários candidatos, só disputam eleições proporcionais, como vai acontecer, este ano, para as Câmaras de Vereadores, mas em termos majoritários pega mal uma coligação apresentar mais de um candidato. Entre os seus argumentos está a percepção de que um grupo político, quando se divide, passa a impressão que está sem comando. Lembra que o bloco que está aí, dando suporte ao Governo do Estado, foi para a disputa em 2002 apoiando apenas um candidato no segundo turno. Explica que, se isso tivesse acontecido no primeiro turno, com todo mundo unido, não teria a necessidade de uma nova eleição e toda a reestruturação para uma outra campanha entre dois candidatos. O bloco que apóia o prefeito Marcelo Déda (PT), formada por várias legendas, como também o é o grupo liderado pelo governador João Alves Filho, está lançando apenas um candidato. Marcelo Déda, que disputará as eleições, não está precisando de outros nomes, para que fique garantida uma disputa mais adiante. Essa objetividade transmite a convicção de que é capaz de passar a régua no dia 3 de outubro e continuar prefeito da Capital. Isso é coesão, é trabalho em grupo, é determinação. O que não está acontecendo com o PT nas cidades do interior, porque a unidade projetada logo após as eleições de 2002 falhou e o resultado pode ser desastroso para as oposições. No interior, aliás, acontece exatamente o contrário, os partidos governistas estão em campanha muito mais unido. Qual seria, então, o segredo de um único candidato do grupo do Governo em Aracaju? Analisando friamente, o senador José Almeida Lima (PDT) pode ter alguma razão. De qualquer forma, em caso de haver segundo turno, o pleito será plebiscitário. Se assim o é, porque não definir tudo já no dia 3 de outubro? O argumento de que, levar a decisão para o segundo turno provoca uma nova eleição, é verdadeiro. Mas pode ser equivocado. Se cada partido lançar um nome para a disputa enseja a pergunta: quem é o candidato do Governo? Não há, porque todos procuram evitar a rotulação de chapa branca. Realmente isso é uma grande bobagem. Se todos os partidos que integram o bloco de sustentação à Administração estadual, estão unido na disputa pela Prefeitura de Aracaju, não têm do que disfarçar, nem de esconder, nem de se envergonhar. É bom partir para a prática: o candidato “x” tem o apoio do partido do Governo e de todos os demais que integram o projeto político do governador João Alves Filho. Um trabalho intenso, com a participação ampla de todas as lideranças, um marketing bem feito e com o objetivo definido de ganhar as eleições, o resultado será exatamente a mesma que vai acontecer no segundo turno. Com uma grande vantagem: a participação ativa, firme, dos candidatos a vereador, que precisam se eleger e têm que lutar para chegar lá. Conseguindo essa unidade, com uma chapa forte, competitiva e competente, capaz de enfrentar uma oposição que terá esse mesmo perfil, tem que oferecer o mesmo resultado da hipótese de chegar ao segundo turno, o que também poderá acontecer, caso um dos dois candidatos não atinja a diferença superior a 50%. Tentar levar logo no primeiro turno tem outra vantagem: é pouca a dispersão, além de evitar que os vereadores eleitos cruzem os braços. A teoria do senador Almeida Lima pode ser repensada, porque realmente um bloco político que se divide em candidatos, mostra que não chegou ao consenso sobre o mais capaz. SURPRESA Alguns setores políticos que dão apoio ao Governo do Estado ficaram surpresa com a intenção do PFL em lançar a psicanalista Débora Pimentel como candidata a vice. Débora dá palestras para os membros do PFL e a sugestão para indicação do seu nome partiu do deputado federal Mendonça Prado e bem aceito pela cúpula do partido. OBJETIVO O objetivo do PFL é testar duas mulheres como candidatas majoritárias e Débora seria a vice da pré-candidata do PPS à Prefeitura de Aracaju, Susana Azevedo. A deputada Susana Azevedo acha que uma chapa mista, com um nome que tenha potencial eleitoral, tem mais chance de chegar ao segundo turno. MARKETING A psicanalista Débora Pimentel começou a se envolver diretamente em política, nas eleições estaduais de 2002, quando promoveu cursos rápidos de marketing. É uma pessoa competente em sua área de atuação, bem conceituada nos meios sociais, mas não tem nenhuma experiência eleitoral. PESQUISA A deputada Susana Azevedo, através do seu partido, está encomendando uma pesquisa, simulada e espontânea, pra saber qual o melhor vice para uma composição. Está incluindo os nomes de os vereadores Samarone e Vovô Monteiro, Emanuel Cacho, Gilson Figueiredo, pastor Virgílio, Vinícius Porto e Débora Pimentel. IBOPE O empresário Walter Franco (PMDB), pré-candidato a prefeito de Aracaju, está fazendo uma pesquisa para aferir quem deve ser homologado pelo partido: Ele ou Jorge Alberto. A pesquisa fora contratada para ser metade paga pelo PMDB e a outra metade pelo empresário. O partido ainda estava analisando se tinha condições financeiras. AMORIM O empresário José Amorim disse ontem que ele e o irmão, médico Eduardo Amorim, nunca foram ligados a grupo político nenhum, em Itabaiana. Amorim acrescenta que é amigo de todos os políticos daquela cidade, inclusive do pessoal do PT: “sei distinguir muito bem a política da amizade”. SEMPRE José Amorim acrescenta que não está com Luciano Bispo por causa de João Alves: “estive e estarei com João sempre, inclusive nas eleições de 1998”. Citou 1998 para lembrar que naquele ano, quando João Alves disputou o Governo, estavam ao “seu lado nós e os Donas. João ganhou no primeiro turno e Maria foi eleita senadora”. CABRESTO O empresário José Amorim declara que “o voto do povo de Itabaiana não é mais de cabresto, mas de consciência”. Quanto à candidatura do médico Eduardo Amorim (PFL) a prefeito daquela cidade, será resolvido dentro de mais duas semanas. COMITIVA O governador João Alves Filho (PFL) está disposto a receber uma comissão de professores para tentar uma solução amigável para o impasse. Faz apenas uma exigência: sem a presença do presidente do Síntese, professor Iran Barbosa (PT). O governador acha que ele está fazendo política. TURISMO O secretário de Turismo, Pedrinho Valadares, recusou a informação de que sua pasta não participa e nem apóia os cafés das manhãs, para divulgar o São João. Lembra que a Emsetur está presente porque cumpre o projeto traçado pela Setur: “nós planejamos um programa de divulgação e a Emsetur executa”, disse ele. MACHADO O deputado federal José Carlos Machado (PFL) foi indicado pelo partido para ser o 2º vice-presidente da Comissão Mista do Orçamento. Segunda-feira, José Carlos Machado dirigiu, por quase uma hora, os trabalhos da Comissão, quando da audiência pública com o ministro do Planejamento, Guido Mantega. REUNIÃO O governador João Alves Filho reuniu-se, na noite de ontem, com todo o secretariado, no salão de convenções do Hotel Fazenda Boa Luz. No encontro, o governador João Alves Filho explicou que vai reduzir empresas públicas e acoplar secretarias, para diminuir o tamanho do Estado, financeiramente pesado. OUT DOOR O deputado federal Jackson Barreto (PTB) estranhou comentários críticos sobre os out door que ele distribuiu pela cidade. “Todo mundo fez out door e não falei de ninguém, porque é um direito. Quando em faço todo mundo fala!” Comentou. Notas FUNDO O senador Almeida Lima (PDT-SE) criticou a medida provisória que permite que vítimas de calamidades naturais possam usar o dinheiro do FGTS. Para ele, a medida não vai beneficiar quem mais necessita dos recursos em situações de emergência, que é a parcela mais pobre da população brasileira. “Ora, quando o governo vem com essa medida, não está querendo atender o povo, pois o povo não tem trabalho, e quando tem, não tem carteira assinada. O povo não tem Fundo de Garantia”, concluiu Almeida. POLÊMICA A questão da calamidade pública não pode ser vista apenas quando atinge regiões que estão abaixo do nível de pobreza ou de pessoas que estejam desempregadas. O senador Almeida Lima deve ter conhecimento que algumas catástrofes acontecem nas capitais ou grandes cidades, onde tem um grande número de empregados. A região Sul passa, neste momento, por situação de emergência, com a presença dos tornados. Certamente atinge gente pobre e desempregada, mas também atinge pessoas que precisam retirar o FGTS para salvar o que perdeu. REFINARIA A Petrobrás anunciou que começará a construção em 2007 de uma nova refinaria, com capacidade para produzir 200 mil barris diários, com investimento estimado em 2 bilhões de dólares. A refinaria faz parte do Plano Estratégico da estatal entre 2004 e 2010. Ainda não há local estratégico para instalação. O presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, disse que a companhia está à procura de uma parceria para financiar metade do investimento necessário à refinaria. Sergipe está pleiteando a construção da refinaria. É fogo O nome de Edvaldo Nogueira (PCdoB) está se firmando como companheiro de chapa de Marcelo Déda na reeleição. Até o momento as tendências do Partido dos Trabalhadores não se manifestaram em relação a uma chapa puro sangue. O deputado federal Jorge Alberto (PMDB), pré-candidato a prefeito de Aracaju, participará da radio conferência, na rede Ilha, amanhã. Está quase decidido que os aliados do governador vão sair divididos para disputar a Prefeitura de Lagarto. Apesar do apelo feito pelo governador João Alves Filho, o deputado Valmir Monteiro e José Raimundo Ribeiro (Cabo Zé) serão candidatos. O lançamento da candidatura do ex-governador Albano Franco (PSDB) para prefeito de Aracaju, foi apenas uma idéia isolada do deputado federal Bosco Costa. A greve dos professores já está provocando desgastes políticos à categoria e ao Governo do Estado. É preciso que alguém faça alguma coisa urgente. Paulinho da Varzinha mantém sua candidatura à reeleição na Prefeitura de Laranjeiras e enfrenta outros nomes da família. O deputado federal José Carlos Machado (PFL) vem cobrando do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, a conclusão das obras das BRs 101 e 235, além dos viadutos. As obras de duplicação da BR-101 e dos viadutos nas rodovias federais vêm se arrastando há seis anos. O governador João Alves Filho deve trabalhar, durante a campanha eleitoral, em 30 municípios, para eleger correligionários e aliados. O ministro Guido Mantega afirmou que ainda não há definição sobre um possível reajuste dos combustíveis. Por Diógenes Brayner brayner@infonet.com.br

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