Três acontecimentos – Araripe Coutinho

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Três acontecimentos

 

 

O pastor e deputado estadual  Mardoqueu Bodano completou 23 anos de ministério religioso com grande festa e presença de fiéis no Constâncio Vieira, último sábado. A quantidade de admiradores, com show de Sérgio Lopes,  mostrou o quanto querido é Mardoqueu, um homem de fé, que não faz acepções de pessoas e que tem sido um exemplo de parlamentar e homem religioso, tendo já passagem como pastor em São Paulo,  na Universal do Reino de Deus na qual permanece até hoje. Mardoqueu Bodano é um homem diferenciado. Primeiro,  pelo senso ético que traz consigo, equilíbrio e sensibilidade para entender o homem em todos os seus momentos. Como ser de luz, temente a Deus, é um pastor a conduzir o seu povo, sem meias palavras, acreditando ser o homem, o ponto central do amor ao próximo em sua máxima e Deus o caminho. Não é fácil estar à frente de um Ministério há tanto tempo – é um perseverante e paciente membro da causa que abraçou. Como pessoa, independente  do parlamentar eleito legitimamente pelo povo e do pastor – é um grande homem de grandezas e qualidades presentes. Ao perguntar-lhe o que Deus quer de cada um de nós – ele respondeu: quer apenas o coração. É de coração que é feito Mardoqueu Bodano,pois acredita que Deus não quer um altar de sacrifícios e holocaustos – Ele quer um coração contrito e arrependido. É um homem do povo, sábio e temente. Mardoqueu Bodano veio para fazer  história – instrumento que é de transformação e conversão de almas. Mais que isso, é um homem preparado para o seu tempo, crente no ser humano, – promovedor que é da Justiça e da busca por igualdade social. A ele, nestes 23 anos de vida religiosa, todos os louros da vitória e a certeza de que libertos da Caverna onde estava Elias, possamos ainda mais celebrar suas próximas bodas  – deste homem que é pura essência, luz e fé – Mardoqueu Bodano.

 

Outro acontecimento: perdemos Ana do Forró, uma heroína da música sergipana, moradora da Barra dos Coqueiros. O povo, em peso, foi ao seu enterro, aplaudindo com Amorosa no seu último adeus. Ana sempre foi uma guerreira, destemida, amada e mal compreendida, às vezes. Pelo seu destino sexual, sempre à frente de sua personalidade, ela sofria a discriminação na pele – mas como bom brasileiro – não desistia nunca. Os jornais pouco falaram e as TVs, nenhuma, foi ao seu enterro ver e testemunhar o quanto o povo a amava. Mas o que fazer se nos falta sensibilidade e homossexuais têm que padecer do preconceito até na morte. É muito triste ver as prioridades dadas pela Tvs do nosso Estado, a discriminação, verdadeiro “apartheid” que faz com certas pessoas, num total desrespeito de concessão pública aberta ao caráter cultural e social. Morre-se de apatia e entregam-se microfones a repórteres que se acham o samba canção do vovô e em velórios como de J. Inácio entrevistam pessoas “opacas” porque não conhecem a história, desconhecem os valores e isso vai dos câmeras(que se acham) aos moços que no off chamam o preso de bandido, quando esta palavra nem a Justiça ao julgá-lo pode pronunciar, mesmo tendo sido preso em flagrante, após colidir o veículo com uma bomba de gasolina. Não cabe ao repórter adjetivar personagem nem  chamar de “elemento” no off. Isso é aberração jornalística. Mas voltemos a Ana do Forró: uma centelha de luz com a vida interrompida tão jovem. Como a vida, um jardim de folhas secas e vidas mortas.

 

Último acontecimento: a Assembléia Legislativa, com convocação sabe-se- lá- de quem, abriu sessão para discursos contra o projeto de lei que proíbe a homofobia – violência praticada abertamente pela sociedade contra homossexuais. Deitaram falação, colocaram o nome de Deus em vão e a outra parte – dos veados – não foi ouvida. O que está havendo com a Assembléia  – casa da democracia que não me convida para eu dar um show de streep tease e mostrar que o buraco é bem mais embaixo. Vade-retro satanás!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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