Um novo paradigma para a alocação dos investimentos

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Como já comentando, o tempo de ganhar 1% a.m de forma conservadora ficou para trás. Hoje vivemos com juros baixos e este cenário deve permanecer por alguns anos. A taxa de 6,5% a.a deve cair ainda mais, o relatório Focus estima SELIC a 5,5% no final do ano. Os baixos juros são bons para o país, para economia real, pois auxilia na geração de emprego e renda. Entretanto, tira o investidor de renda fixa da zona de conforto.

Tendo que se acostumar com a nova realidade, juros abaixo de dois dígitos, os investidores, são levados a tomar mais risco. Na contramão da taxa de juros, a Bolsa de Valores vem subindo acentuadamente desde impeachment da Dilma, em 2016. Estes fenômenos, praticamente, obrigaram os investidores a se expor mais e buscar diversificação para se aproximar dos tão sonhados 1% a.m.

Historicamente, uma carteira conservadora era composta 100% por títulos renda fixa, grande parte por pós fixados (CDI) e algo entre 5% e 10%, por ativos ligados a inflação. Entretanto, a rentabilidade média deste tipo de alocação não tem sido satisfatória para o investidor brasileiro acostumado com juros em patamares de 14%. Tenho assistido conservadores colocarem o pé em multimercados, classe mais indicada para investidores moderados. E aqueles que já aceitavam algum risco, estão entrando, ainda mais forte, no mercado de ações.

Para o perfil moderado, indicava-se algo próximo de 70% a 80% em investimentos em renda fixa. Hoje, estas carteiras têm em torno de 40% em pós fixado (totalmente conservador), 10% em renda fixa inflação e a outra metade da carteira em multimercados e renda variável. Já a grande parte dos investidores agressivos, praticamente renunciaram à renda fixa tradicional, mantendo, apenas, em ativos CDI a liquidez, o caixa para emergências.

Para dar os primeiros passos em investimentos moderados/agressivos, boas opções são fundos multimercados, que combinam renda fixa e renda variável e fundos imobiliários. Os fundos imobiliários são alternativas com menos risco e mais diversificada de investir em imóveis, através da Bolsa de Valores. Com tudo, para os conservadores, sugiro experimentar estes novos investimentos aos poucos, ir percebendo como se sente com a volatilidade do mercado e aumentando a exposição ao risco gradualmente, começando com 5% a 10% com o tempo.

 

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