Acusado de matar bacharel no interior continua foragido

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Jalon é acusado e tem mandado de prisão (Foto: Divulgação/Facebook)

Está completando um mês nesta quarta-feira, 13, a morte do bacharel em Direito José Jair Moreira Brasil, 33, assassinado a tiros na cidade de Porto da Folha depois de participar de uma farra onde o principal suspeito pelo crime, identificado pela polícia como Jalon Alves, estava presente. A família promove missa na noite desta quarta-feira, 13, a ser celebrada na Igreja do Salesiano, em Aracaju, às 19 horas.

O acusado pelo crime continua foragido e a família está em desespero, inconformada com os encaminhados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) para elucidar o crime. O comerciante Jair Leão Brasil, pai da vítima, não questiona a autoria do crime apontada no inquérito policial, mas reclama da condução da investigação.

O comerciante garante que nem mesmo ele, na condição de pai, assim como nenhum outro parente da vítima, foi ouvido no inquérito policial. O crime aconteceu na madrugada do dia 13 de fevereiro e o inquérito policial foi concluído no dia seguinte [14], encaminhado ao Judiciário, distribuído às 14h24 daquele dia na Comarca de Porto da Folha.

Celular

O comerciante também reclama do sumiço de um aparelho de telefone celular de propriedade da vítima, que teria sido entregue a um delegado de polícia que teria se apoderado do equipamento com o argumento de que baixaria arquivos que continham fotos do acusado pelo crime e também utilizaria o aparelho para rastrear as últimas ligações telefônicas originadas do aparelho antes do crime. “Mas até agora o aparelho não apareceu”, diz o pai da vítima. “Já fui em Glória [na Delegacia] e também já fui na Delegacia de Porto da Folha e ninguém sabe dizer onde o telefone está”, conta o pai da vítima.

O comerciante relata ainda que o filho dele passou o dia em uma farra na casa de um vereador, onde também o acusado estava presente. Na ótica do comerciante, o bacharel em Direito foi assassinado dentro do próprio veículo nos fundos da casa do vereador. Ele diz que nem todas as pessoas que estavam na festa foram ouvidas pela autoridade policial durante a fase de inquérito. “Só foram ouvidos o vereador, dono da casa, e outras duas pessoas. Mas na casa tinha muito mais gente”, conta o comerciante.

A motivação do crime também não está bem esclarecida para a família. “Quero ser ouvido, quero que todas as pessoas que estavam com o meu filho naquele dia também sejam ouvidas”, desabafa o pai. “Queremos que justiça seja feita”.

SSP

Procurada pelo Portal Infonet, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) não vê erros na condução das investigações. A assessoria de imprensa informou que o aparelho de telefone celular está anexado aos autos que tramitam na Comarca de Porto da Folha e que foi fundamental para identificar a autoria do crime.

A assessoria diz que a família da vítima não foi ouvida porque não estava na cena do crime e que o delegado também dispensou a oitiva de outras pessoas por considerar que os depoimento seriam desnecessários. Segundo a assessoria, duas testemunhas chaves foram ouvidas e que faltou uma terceira pessoa a prestar depoimento. A SSP teria ficado impossibilitada de ouvir esta terceira testemunha porque, conforme informou a assessoria, estaria em Salvador.

Por Cássia Santana

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