Acusado pela morte de transexual senta no banco dos réus

Família e amigos vestem camisa e pedem justiça (Fotos: Portal Infonet)

Um dos acusados pelo assassinado da transexual Denise Sollony, crime ocorrido em junho de 2017, está sendo julgado em júri popular que está ocorrendo no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju. O acusado, Adilson Porto Silva Filho confessou o crime, mas alega que teria sido motivado pelas agressões que a transexual teria praticado contra a mãe dele, Ângela Maria Santana Porto Silva.

Ilda relaciona crime à homofobia

Na semana passada, o advogado Pedro Morais solicitou que os vídeos com os depoimentos prestados na audiência de instrução pela mãe do réu, pelo próprio Adilson Porto e por uma outra testemunha fossem exibidos durante o julgamento do réu para que fossem assistidos pelos membros do corpo de jurados. O juiz da 8a Vara Criminal acatou o pedido e os vídeos foram exibidos no final da manhã desta quinta-feira, 4, durante a sessão de julgamento.

A família e amigos da transexual acompanham toda a sessão, vestindo camisas com pedido de justiça. A diarista Ilda Melo, irmã da transexual, ficou indignada quando a mãe do acusado revelou que em 2008 teria sido agredida pela transexual e a acusou de colocar entorpecente na bebida que ela teria ingerido em um bar, no dia em que Denise Sollony a atendeu no salão de beleza para a qual prestava serviços como cabeleireira. “É tudo mentira. Quero que ela prove que minha irmã usava droga”, reagiu Ilda Melo, ao assistir ao vídeo.

A família não tem dúvida que o crime foi motivado por questões homofóbicas. A transexual Denise foi morta a tiros no dia 24 de junho de 2017. Dois homens estacionaram a motocicleta na porta da casa da vítima. Um deles, que seria Adilson Porto, desceu do veículo, pulou o moro da casa e disparou os tiros, atingindo também Jorge Luiz de Jesus, que se encontrava com Denise dentro do imóvel. Jorge foi atingido por um tiro de raspão e sobreviveu. O condutor da motocicleta, não identificado, não foi incluído no processo.

O julgamento prossegue no Fórum, em Aracaju, sem previsão de encerramento.

por Cassia Santana

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