Área atingida por óleo em Maruim será recuperada

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Chuvas da última semana ampliaram os trabalhos (Fotos: Portal Infonet)

A área atingida por vazamento de um poço (água e óleo) no município de Maruim, no mês passado, permanecerá  sendo monitorada e receberá ações de recuperação pelos próximos seis meses. A informação da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) é que após a finalização das ações emergenciais foram iniciadas as determinações para restabelecimento do local.

“Apesar de  não registrarmos mortandades de espécies animais, posso afirmar que o impacto ambiental na área foi grande. Foi constatada a poluição do solo, da água e vegetação, que é parte de uma Área de Preservação Permanente (APP)” , explica Benjamin Reis, engenheiro químico da Adema, que não pode afirmar com precisão em quanto tempo a área será recuperada.

Ele conta que os funcionários da Adema continuam a fazer o monitoramento da salinidade  e também de óleo e graxas ao longo do rio (média de 1km da área afetada).  E explica que as chuvas da última semana atrapalharam o trabalho, já que a água encheu o rio e a preocupação agora é com a possibilidade de arraste de óleo. “Com isso solicitamos a Petrobras imagens  aéreas do local e já estamos analisando. E eles estão monitorando  para que esse arraste de óleo não ocorra”, informa.

Benjamin Reis informa que monitoramento continuará por uma média de mais seis meses 

Para os próximos meses, foram pedidos pela Adema a continuidade de observação  e  recuperação de toda área impactada, abrangendo a vegetação, rio, fauna e flora. Assim como, as áreas de acesso que foram necessárias ‘abrir’ para que os equipamentos e veículos pesados chegassem ao local. “A todo o momento a Adema, através de seus técnicos e diretoria, está em contato com os responsáveis na Petrobras e estamos trabalhando para que toda a área seja reestabelecida”, completa.

Caso

No último dia 26 de abril ocorreu um vazamento de 180 metros cúbicos de água residual de produção e 4,8 metros cúbicos de óleo em uma linha de produção no Campo de Mato Grosso, no município de Maruim. A Petrobras interrompeu produção da linha e desde então a companhia e a Adema trabalham juntas para diminuírem os impactos no local. 

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