Associação defende uso da bicicleta como meio de transporte em Aracaju

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Com o grande problema do aquecimento global em discussão em todo mundo, dois jovens da Aracaju estão propondo que as pessoas passem a se locomover usando um meio ecologicamente correto, barato e eficiente: a bicicleta.

 

Espelhados em outros movimentos no país afora, Felippe César e José Waldson resolveram se organizar e fundar aqui em Aracaju a Associação Ciclo Urbano. Para difundir suas idéias eles realizam toda última segunda-feira do mês a ‘Bicicletada’, ação com panfletagem e passeio de bicicleta pelas ruas da cidade. A próxima Bicicletada acontece nesta segunda-feira, 26, a partir das 17h na Praça do Mini-Golf.

 

Felippe e Waldson fundadores da Associação Ciclo Urbano
“A idéia é que Aracaju tenha um grupo para pensar e agir em prol da mobilidade urbana sustentável. Nunca foi pensando a questão da mobilidade com a locomoção de pessoas e sim de veículos. Estamos propondo um novo significado”, explica Waldson. A proposta do Ciclo Urbano é que para percorrer distâncias até seis quilômetros as pessoas comecem a utilizar a bicicleta, meio que não polui e ainda promove a atividade física e a integração social. “Além disso, a bicicleta não prejudica a percepção do espaço a sua volta”, acrescenta Felippe.

 

Felipe revela que ainda se utiliza do carro em algumas ocasiões, mas diariamente utiliza a bicicleta para ir e voltar da faculdade. Já Waldson praticamente só se locomove de bike e chega a percorrer de 20 a 30 quilômetros por dia. Apesar da boa vontade eles e os demais

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aracajuanos que se aventuram a andar de bicicleta esbarram em algumas dificuldades como a inexistência de ciclovias em grande parte da cidade, a falta de conexão entre as poucas que existem e a inexistência de paraciclos (locais apropriados para guardar as bicicletas) e sinalização.

 

Diante de tamanhos obstáculos a associações propõe que seja feita uma reestruturação completa no trânsito de Aracaju. “É preciso que os órgãos públicos assegurem a segurança e fluidez na locomoção”, adverte Waldson. Eles revelam que mesmo no Centro Administrativo da PMA e na sede da SMTT não há paraciclos. “As contradições que a gente encontra são muito grandes”, diz Felippe.

 

Conscientizar ciclistas e motoristas

 

Existe no Código de Trânsito uma parte específica com direitos e deveres do ciclista no trânsito. Mesmo assim ciclistas e motoristas desconhecem esse fato e o desrespeito entre eles no trânsito é grande. Numa pesquisa realizada por Wadson para seu trabalho de conclusão do curso de Geografia, ele constatou que 100% dos ciclistas entrevistados não sabem da existência da lei e ainda, segundo estatísticas do Samu com a implantação das ciclovias o número de acidentes com ciclistas aumentou.

 

Cartaz da 3° Bicicletada
Além da falta de educação dos motoristas, ele aponta como causa a falta de medidas de conscientização tendo como foco o ciclista. “Ele erra porque não é conscientizado. Não existe campanha continuada explicando como eles devem se comportar no trânsito”, defende Waldson. Por isso, a Associação tomou a iniciativa de desenvolver panfletos informativos que são distribuídos durante as Bicicletadas.

 

Para conhecer um pouco mais a Associação Ciclo Urbano e as idéias para promover uma mobilidade urbana sustentável em Aracaju, basta acessar o blog do grupo ou fazer parte da comunidade do Orkut denominada ‘Bicicletada Aracaju’. Quem quiser participar da próxima ação da Ciclo Urbano é só pegar uma bicicleta e comparecer às 17h desta segunda-feira, 26, na Praça do Mini-Golf.

Caro internauta, qual a sua opinião sobre a utilização da bicicleta como principal meio de transporte em Aracaju? Deixe seu comentário no link abaixo “Comentar Matéria”.

Por Carla Sousa

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