Atentado: quatro pessoas são denunciadas

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Audiência aconteceu na manhã dessa sexta-feira, 10
Em uma coletiva realizada na manhã desta sexta-feira, 10, o promotor de Justiça Rogério Ferreira detalhou o inquérito policial sobre o atentado ao desembargador Luiz Mendonça. Nele, o promotor esclareceu elementos que levaram o Ministério Público Estadual a denunciar os quatro envolvidos, dentre eles o sobrinho de Floro Calheiros, Lucas Calheiros Barbosa Machado.

De acordo com o promotor, o inquérito entregue ao Ministério Público reúne provas suficientes para que Clodoaldo Rodrigues Bezerra, Alessandro de Souza Cavalvanti, Lucas Calheiros Barbosa Machado e o mandante Floro Calheiros sejam denunciados. “A polícia fez um trabalho digno e elogiável pelo número de provas, que são muito mais que suficientes para embasar a denúncia. Temos confissão de dois dos réus, em duas oportunidades. Sendo que a segunda ocorreu na presença de seus advogados, que assinaram a confissão, o que confere a credibilidade e legitimidade que não deve ser questionada, penso eu”, pontua o promotor.

Promotor diz que trabalho da polícia foi elogiável
Rogério Ferreira ainda revelou que a polícia reuniu também depoimentos das pessoas que tiveram seus documentos e veículos roubados no estado de Alagoas. “A polícia identificou pessoas que reconheceram durante a queima do veículo. E existem outras provas que não é adequado que se revele aqui”, relata.

O promotor informou ainda que Floro Calheiros foi indiciado pelos crimes de formação de quadrilha e tentativa de homicídio e poderá ser condenado de 18 a 46 anos de detenção. “Clodoaldo Rodrigues Bezerra, Alessandro de Sousa Cavalcanti e o Lucas Calheiros Barbosa Machado estão sendo indiciados por tentativa de homicídio, crime de receptação de armas de fogo e munição, crime de incêndio, formação de quadrilha armada, porte ilegal de armas, adulteração de sinalização de veículo automotor, podendo pegar de 28 a 68 anos de detenção”, explica.

Tortura

Em relação as denúncias feitas pelo advogado de Alessandro de Souza Cavalvanti, conhecido como Bili, que alega ter sido torturado por policiais, o promotor foi categórico em afirmar que não foi em momento nenhum

João Batista diz:”a nossa preocupação é com o Luiz Mendonça e com o cabo Jailson”
provocado pelo advogado de defesa. “Não fui formalmente provocado pelo advogado de defesa, e mesmo o advogado tendo procurado a imprensa antes dos meios legais, eu me antecipei notificando que ele junte aos autos as fotos através das quais ele diz que o preso foi torturado. Todavia ressalto que todos os crimes que acontecem fora dos limites do estado não competem ao Ministério Público de Sergipe. Todos devem ser feitos dentro dos Ministérios Públicos dos respectivos locais”, acrescenta.

SSP

O Superintendente João Batista pontuou que o crime está elucidado, mas que algumas circunstâncias e outros detalhes irão surgir no decorrer do processo, já que a polícia continua trabalhando para prender os que ainda estão foragidos. “ A parte mais importante, que é a base de todo crime foi elucidada e esse momento é o divisor de águas, partimos agora para outra etapa” pontua.

Quando questionado se a Secretaria de Segurança Pública (SSP) está preocupada com as acusações de tortura feitas por Bili, João Batista foi firme na resposta. “Nossa preocupação no momento é com o desembargador Luiz Mendonça e com o cabo Jailson, que está com a vida limitada”, diz ele, ressaltando ainda que “vivemos em um Estado democrático de direito, vivemos numa República e todo e qualquer cidadão, seja ele da pior espécie, que é o caso desse Bili, tem direito de se defender. Todo bandido, todo meliante, quando preso, a partir do momento que tem contato com o advogado, sempre monta essas estratégias, que por sinal já estão cansadas”, salienta João Batista.

Por Alcione Martins e Raquel Almeida

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