Brejão: SSP começa a ouvir testemunhas e investiga dano ao patrimônio

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Moradores fecharam acessos ao município (Fotos: Grupo Whatsapp Sergipe Notícias)

O delegado José Luiz Aciolly, da Polícia Civil que atua no município de Brejo Grande, está investigando o grau de envolvimento das pessoas que realizaram a manifestação na segunda-feira, 13, na cidade em protesto à morte do jovem José Willian de Oliveira Pereira, 23, atingido por tiro originado da arma de um policial militar na noite do domingo, 12, em confusão ocorrida na vaquejada realizada no povoado Brejão, no município de Brejo Grande.

De acordo com o delegado Luiz Aciolly, os manifestantes afetaram também o imóvel onde funciona a Delegacia de Polícia da cidade. O delegado informou que o prédio foi depredado, causando dano ao patrimônio público. “Causou um dano qualificado ao patrimônio público e nós vamos também apurar este dano”, informou o delegado através da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Testemunhas

Ele informou que já iniciou também a investigação para identificar as circunstâncias da morte do jovem. Nesta terça-feira, 14, o delegado começou a realizar os procedimentos para ouvir o depoimento das pessoas que estavam presentes na vaquejada no momento em que o jovem foi baleado na noite do domingo, 12. Segundo o delegado, o policial militar que estava com a arma da SSP de onde partiu o tiro [ou os tiros] que atingiu o jovem se apresentou no mesmo domingo na Delegacia Regional de Propriá.

O delegado informou que o PM se apresentou acompanhado por um coronel da Polícia Militar e prestou esclarecimentos, informando sua versão sobre os fatos. Naquele momento, conforme o delegado, o policial militar entregou a arma e se colocou à disposição da Polícia Civil para prestar novos esclarecimentos e para qualquer outra diligência necessária ao inquérito policial instaurado na Delegacia de Polícia Civil do município de Brejo Grande.

O episódio chocou a comunidade e as versões apresentadas pelo Comando Geral da Polícia Militar com base nos relatos feitos pelos policiais militares envolvidos naquela tragédia são criticadas pela família da vítima, que pedem punição ao policial.

Por Cassia Santana

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