Caso Mércia: vigilante nega homicídio

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Evandro deverá ser transferido para São Paulo neste sábado,10 (Fotos: Portal Infonet)
O crime brutal contra a advogada paulista Mércia Nakashima pode estar perto de ser elucidado. Mércia desapareceu no dia 23 de maio de Guarulhos, localizado na grande São Paulo, quando foi vista por parentes após deixar a casa da avó. Pouco mais de um mês após o desaparecimento da advogada a polícia paulista continua juntando provas para elucidar o crime.

Na madrugada desta sexta-feira, 9, após a prisão de um vigilante acusado de participação no assassinato, a polícia pode estar mais próxima de incriminar os principais suspeitos, apontados pela polícia paulista como sendo o vigilante Evandro Bezerra e o ex-namorado da vítima, o também advogado, Mizael Bispo de Souza.

Durante apresentação à imprensa na Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), o

O delegado Antônio Francisco foi responsável pela investigação
vigilante que permaneceu algemado, negou envolvimento no crime. Evandro contou que conhecia a advogada apenas de vista e que na época do homicídio ele estava fora de São Paulo. “Viajei no dia 10 de junho e no dia 12 cheguei a Sergipe”, disse o vigilante.

Bastante tranquilo, o vigilante respondeu a todos os questionamentos feitos pelos repórteres e afirmou que tem como provar que no dia do desaparecimento de Mércia Nakashima estava trabalhando como segurança em uma feira. “Tenho como comprovar que no domingo eu estava trabalhando em uma feira, porque faço segurança em feiras. Saí da feira fui para o posto e saí do posto às 22h20”, relata.

O preso negou qualquer envolvimento no crime
Evandro também falou sobre a ligação com o principal suspeito. Enfatizou que como ex-policial, Mizael dava apoio de segurança no posto de combustível, onde o vigilante trabalhava.

Sobre os motivos que o levaram a viajar ao Estado de Sergipe, Evandro explicou que pretendia fixar residência trabalhando com sistema de segurança.

O delegado regional do município de Nossa Senhora da Glória, Antônio Francisco, ressalta que começou a investigar os passos do vigilante há mais de duas semanas e que Evandro escolheu morar no município de Canindé do São Francisco, distante 213 km da capital sergipana, porque acreditava que não seria reconhecido na região.

O aspirante Jorge Wilson disse que o vilitante não reagiu a prisão
“Ele acreditava que em Canindé não seria reconhecido, por isso escolheu morar em uma casa que foi arranjada pelo cunhado em um povoado Capim Grosso, que fica em uma área rural distante da cidade”, esclarece.

Prisão

A prisão foi realizada por policiais da Delegacia Regional de Glória, da Delegacia de Canindé e por militares do Pelotão Especializado em Áreas de Caatinga. Para realizar a prisão os policiais do pelotão de caatinga ficaram durante toda a madrugada em campana. De acordo com o aspirante Jorge Wilson foi preciso cerca de 15 policiais que ficaram de prontidão aguardando o melhor momento para prender o acusado. “Ele estava muito tranquilo e não esboçou nenhuma reação no momento da prisão”, frisa.

O secretario da segurança pública de Sergipe, João Eloy, lembrou que a polícia sergipana não permitirá que foragidos da Justiça venham se esconder no Estado. “É marca da Polícia Civil em Sergipe a elucidação de crimes. Estamos satisfeitos com mais essa prisão”, comemora.

Investigação

O delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Paulo (DHPP/SP), Antônio Olim, deverá chegar a capital sergipana às 14h dessa sexta-feira, 9. De acordo com o Superintendente da Policia Civil de Sergipe, João Batista, o preso deverá ser levado a São Paulo no sábado, 10.  Segundo João Batista o delegado paulista poderá ouvir o depoimento do acusado na sede da SSP/SE. “Isso vai ficar a critério do delegado, vamos esperar ele chegar a Sergipe para saber. Talvez ele opte por ouvir o depoimento do Evandro em São Paulo”, destaca.  

Por Kátia Susanna

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