Cobra se esconde em colchão e assusta moradores

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A cobra estava escondida dentro do colchão (Foto: Adema)

A segunda-feira começou com um grande susto para uma família do loteamento Novo Horizonte, localizado no município de Nossa Senhora do Socorro, grande Aracaju. A dona de casa, que pediu para não ser identificada, estava arrumando um dos cômodos quando percebeu a presença de uma salamanta (Epicrates cenchria) escondida sob um colchão em que o seu filho dormia. A serpente, também conhecida como cobra arco-íris, é um animal não-peçonhento que pode chegar a medir até mais de um metro de comprimento.

Preocupada, a dona de casa acionou a equipe de fauna da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), através do Disk Resgate, para fazer a captura. “O animal tinha cerca de 1m60 e estava bastante agitado. Quando chegamos ao local, a cobra estava acuada em um túnel da residência, mas não apresentou resistência ao resgate”, explica o veterinário Daniel Allievi.

A veterinária Fádua Souza ressalta sobre os riscos da manipulação indevida de animais silvestres. “Apesar de não ser peçonhenta, a cobra podia ter atacado algum deles e provocado ferimentos. Por isso a orientação é de não tentar capturar em hipótese alguma”, afirma.

Após análise do animal, os veterinários constataram que a salamanta estava sadia e realizaram a soltura em uma área de reserva cadastrada pela Adema.

Gambá de orelhas brancas

Também nesta segunda-feira, as biólogas Aline Borba e Harionela Macedo atenderam a um chamado de resgate de um gambá-de-orelha-branca ( (Didelphis albiventris) que apareceu no estacionamento da Secretaria de Estado da Educação (Seed). “Em análise no local foi verificado que tratava de um indivíduo macho em idade adulta, aparentemente sem escoriações. Apesar de não apresentar nenhuma lesão externa no corpo, por não demonstrar nenhum comportamento de defesa o animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para análises complementares do estado de saúde”, informou Aline.

Durante exames detalhados no Cetas, foi percebido que o comportamento vagaroso do gambá era motivado por ingestão de veneno.

Os veterinários realizaram diversos procedimentos para minimizar os impactos da substância tóxica no organismo do animal, mas, infelizmente, ele acabou falecendo.

Fonte: Adema

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