Continua impasse no Loteamento Moema Mary

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Ruas intransitáveis geram reclamações (Fotos: Portal Infonet)
Os moradores do Loteamento Moema Meyre, localizado no bairro Santos Dumont, continuam preocupados com o abandono no local. De acordo com eles, a falta de saneamento básico é o maior problema enfrentado pela comunidade. O impasse entre a Jaluzi [que vendeu os lotes] e a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), persiste. O problema foi parar no Ministério Público Estadual (MPE).

Segundo a moradora Francilene Rodrigues Santos, conhecida como Neide, quando chove as ruas ficam intransitáveis. “Aqui não temos nenhum saneamento básico, a lama toma conta das ruas e não temos escola. O pior é que a Emurb alega que não pode fazer nada porque quando a Jaluzi vendeu a área, dava conta de que já tinha infraestrutura. Enquanto isso a gente

Situação é favorável a proliferação de ratos
continua sofrendo”, lamenta a mulher, que reside no loteamento há oito anos.

“Sem contar com os ratos, que mais parecem gatos e invadem as nossas casas todos os dias. No tempo de campanhas eleitorais, os políticos aparecem aqui, prometem mudar a situação, mas depois somem”, completa Ana Paula Matos de Santos.

Audiência

No dia 16 de dezembro de 2009 uma audiência foi realizada no Ministério Público Estadual com representantes da Jaluzi, da Emurb e dos moradores, mas o Termo de Ajuste de Conduta

As amigas Neide e Ana Paula lamentam situação de abandono
(TAC) não foi fechado. Em março de 2010, a assessoria de Comunicação da Emurb informou que a empresa elaborou um projeto para a contenção do morro, que já foi licitado, mas para a execução a Jaluzi precisa mudar a parte urbanística e realocar os lotes.

Na Jaluzi, a informação é de que cinco projetos solicitados pela Emurb já foram realizados e que a empresa está aguardando a contenção do morro para terminar as atividades no local.

O impasse continua causando transtornos aos moradores. “A gente já não sabe o que fazer, pois quando chove, fica ilhado. É um jogo de empurra sem solução. Nem vender as casas a gente consegue. Quem quer morar em um lamaçal?”, indaga o Sr. João Rodrigues.

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