Defensoria cobra assistência às famílias de ocupação em Socorro

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Alfredo Nikolaus oficiou o Município de Nossa Senhora do Socorro para que apresente uma solução para os ocupantes no prazo de cinco dias (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Prestes a serem retiradas por força de uma reintegração de posse, 29 famílias da Ocupação Capadócia mais conhecida por Uriap, recorreram ao Núcleo de Bairros da Defensoria Pública do Estado de Sergipe para pleitearem o direito de serem amparadas por projetos habitacionais ou aluguel social.

Diante da situação das famílias o defensor público e diretor do Núcleo,  Alfredo Carlos Nikolaus, oficiou o Município de Nossa Senhora do Socorro para que apresente uma solução para os ocupantes no prazo de cinco dias.

“Existe um processo de reintegração de posse em andamento de 61 unidades habitacionais que estão sendo ocupadas por essas famílias. Há idosos e crianças que não têm para onde ir, por isso, oficiamos o município para que se manifeste com relação à assistência, afinal, existem diversos imóveis vazios sem prévia destinação social.  A ocupação retrata uma situação de necessária assistência social por parte do município e o fato de que documentos internacionais de direitos humanos, bem como em caso de desocupação forçada, há a necessidade de realocação dessas famílias para preservação da dignidade da pessoa humana”, disse Alfredo Nikolaus.

Segundo o líder comunitário, Jorge dos Santos, são mais de 70 famílias que ocupam os imóveis, mas somente 29 foram notificadas. “As pessoas estão nas casas há cerca de quatro anos e não têm para onde ir. Têm famílias que foram contempladas com os imóveis e não foram morar porque não precisam e outras não quiseram ir. Esperamos que o município dê assistência a essas famílias, até porque têm muitas casas vazias. Fomos bem acolhidos pela Defensoria Pública e esperamos que tudo seja resolvido. A Defensoria é o braço do cidadão carente”, pontuou.

A assessoria de comunicação de Nossa Senhora do Socorro informou que o município ainda não foi notificado da decisão.

Fonte: Defensoria Pública de Sergipe

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