Deputada aponta incoerências em projetos das CCs

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A voz da deputada Ana Lúcia (PT) ecoa pelos corredores da Assembléia Legislativa de Sergipe (Alese) com relação aos projetos do Governo do Estado aprovados pela casa legislativa, que criam novas Secretarias. Ela afirmou hoje, que estes projetos geram despesas e não beneficiam a população sergipana, além de ter apontado o que considerou incoerências em cada um deles.

 

Hoje, a pauta de votação incluía justamente estas matérias. Para Ana, a soma de todos os projetos aos já aprovados na semana passada, criam despesas que ultrapassam R$ 800 mil/mês, “só com o pagamento de cargos em comissão”, explica. “Enquanto isso, o funcionalismo público continua sem perspectiva de aumento e com um achatamento profundo dos seus salários”, lamenta.

 

Segundo Lúcia, os dados do Relatório de Gestão Fiscal mostram que, de maio de 2003 a maio de 2004, o governo gastou 46% com despesas de pessoal. De maio de 2004 a abril de 2005, gastou 39,56% de suas receitas com o mesmo pagamento. Na opinião da parlamentar, isso prova a sua teoria do achatamento. Para ela, as despesas com os novos cargos de comissão serão feitas com pessoas que não lidam efetivamente com a população.

 

Dentre os órgãos criados pelos projetos de Lei, estão a Secretaria de Serviços Públicos Metropolitanos e a Secretaria do Trabalho e Emprego, além da Central de Resultados, Sistema de Inteligência, Secretaria de Políticas para Mulheres, Secretaria Especial de Assuntos da Juventude e Secretaria Particular do Governador. Tudo isso corresponde a 218 novos Cargos de Comissões (CCs).

 

“E ainda ouvimos aqui do líder do governo, deputado Venâncio Fonseca, que o Estado pretende economizar com essas medidas. Resta saber como… Esta é a clara demonstração do compromisso que o governador tem com o funcionalismo público que está numa situação cada vez mais caótica”, finalizou Ana Lúcia.

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