É preciso rever esta questão de patrocínio

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Agora que a 6ª edição do Festival Curta-SE já se encerrou, é bom submeter á sociedade sergipana essa questão de patrocínio. O festival contou com a colaboração da Petrobrás e do Banco do Nordeste do Brasil e de um sem-número de pequenas empresas da cidade, que ajudaram como puderam.

O Governo do Estado ficou tão de fora que nem o Secretário de Cultura, nem qualquer integrante daquele órgão apareceu por lá para… prestigiar, vamos dizer assim. A Prefeitura de Aracaju, de última hora, desistira de entregar os 20 mil que prometera. Só confirmou depois que a Curadora do Festival, Rosangela Rocha, lavrou o seu protesto.

O que é que faz Estado e Município temerem promoções culturais. Por que um empreendimento vitorioso como o Curta-SE, o único em Sergipe a cobrir a produção visual local e nacional, tem que mendigar apoio de quem deveria dar esse apoio de forma legal e transparente?

A Prefeitura gastou milhões com shows de artistas nacionais – e nada contra isso, diga-se de passagem – e o governo do Estado tem uma Secretaria de Estado que só se preocupa com a Orquestra Sinfônica de Sergipe.

O titular da pasta é um sujeito mal humorado e mal educado de quem os artistas definitivamente se afastaram – não é possível contar com ele para mais nada, mas o Ballet de Cuba vem aí levando R$ 100 mil do nosso dinheirinho. É preciso repensar imediatamente o programa de apoio estatal aos produtos locais. Ou então a nossa cultura vai para o chinelo.

Por Ivan Valença

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