Educação Patrimonial é trabalhada com população de São Cristovão

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Educação Patrimonial é desenvolvida em São Cristovão (Foto: Portal Infonet)
A recente titulação da Praça São Francisco, no município de São Cristovão, como Patrimônio Histórico da Humanidade mobilizou a população da região antes e depois deste fato marcante. Durante todo o processo, a Prefeitura da cidade, em parceria com a Subsecretaria de Estado do Patrimônio Histórico e Cultural (Subpac), realizou um trabalho de educação patrimonial com todos os setores da comunidade são cristovenses.

Desde 2008, com a formação de uma Comissão Pró-Candidatura da Praça São Francisco a Patrimônio da Humanidade, tem se desenvolvido um intenso trabalho de conscientização para a manutenção e convivência com o Patrimônio Histórico. Segundo o diretor do Museu Histórico de Sergipe envolvido diretamente nos trabalhos, Thiago Fragata, esta ação teve o objetivo de mobilizar a sociedade para a importância da preservação e do seu apoio.

“Desde então o grupo percorreu escolas, universidades, igrejas, feiras, eventos, câmara de vereadores, Assembléia Legislativa, não somente apresentando a fundamentação da candidatura da Praça São Francisco a Patrimônio da Humanidade junto a UNESCO, como difundido e incentivando a participação do público no abaixo-assinado”, explica Thiago.

Educação Patrimonial

Luiz Alberto, subsecretário de Estado do Patrimônio Histórico e Cultural (Subpac)
De acordo com o Subsecretário Luiz Alberto dos Santos, a questão da educação patrimonial em São Cristovão foi articulada em duas etapas.  “A primeira consistiu na realização de um projeto para atender as recomendações da Unesco. Nesta fase, nós trabalhamos com a questão da infraestrutura, turismo, cultura, segurança, meio ambiente e mobilização da população da cidade”, comenta.

Luiz explica que no primeiro momento desenvolveu-se  o trabalho em escolas das redes públicas e privadas, falando com professores, promovendo reuniões e debates. “Além disso, visitamos mais de 480 casas, porta a porta, para mostrar a cada cidadão o valor que precisa ser dado ao nosso patrimônio”, afirma.

Já nesta segunda fase, pós nomeação da praça, está sendo elaborado um planejamento que irá focar diretamente na questão da educação patrimonial, com o intuito de preparar a população para conviver com os patrimônios históricos. “Neste momento o alunato será um público bastante explorado, o qual será apresentado e reforçado a história e a importância de monumentos históricos de São Cristovão, como o Memorial Irmã Dulce, por exemplo”, aponta o subsecretário.

Thiago Fragata, diretor do Museu Histórico de Sergipe (Foto: Rosylany Leite)
Para complementar essas ações, está sendo criado um Comitê Permanente de Preservação pela prefeitura da cidade, em parceria com o Subpac. “Com essa iniciativa contribuiremos para que a educação patrimonial seja levada a sério. Isso é importante, pois a cada 10 anos, a UNESCO realiza uma espécie de fiscalização relativa aos critérios para que a praça se mantenha como patrimônio”, afirma o assessor de Comunicação da Prefeitura de São Cristovão, Onório de Oliveira.

Leia mais: São Cristovão está preparado para comportar um Patrimônio da Humanidade?

 

 

Por Victor Hugo e Raquel Almeida

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