Entidades fazem ato lúdico pelos 25 anos do ECA

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Jovens saíram em caminhada pelo centro comercial (Fotos: Portal Infonet)

Organizações estudantis, sindicais e parlamentares realizaram um ato lúdico na tarde desta segunda-feira, 13, em alusão aos 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e lançaram a Frente Estadual contra a Redução da Maioridade Penal. Com atividades culturais e artísticas – oficinas de stencil, batucada, turbantes, educomunicação e cartazes, apresentações de dança, percussão e varal de poesias – o ato envolveu jovens, adultos, crianças e adolescentes de todas as idades e de diversas regiões de Sergipe.

Após o Ato Lúdico, por volta das 16h, as entidades que constroem a Frente Estadual contra a Redução saíram em caminhada pelas ruas e avenidas do Centro de Aracaju, distribuindo materiais sobre o tema e dialogando com a população sobre a importância do ECA para os direitos de meninos e meninas, sobre quais medidas previstas no Estatuto ainda carecem de plena efetivação por parte do Estado e sobre quais os impactos e consequências de uma possível redução da idade penal.

De acordo com a representante do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Lídia Anjos, a união entre essas entidades é importante para debater com a sociedade as implicações que a redução da maioridade penal pode causar.

Representante do movimento, Lídia Anjos: Não é reduzindo que a violência diminui

“Entendemos que houve avanços com o ECA. Precisamos exigir do estado efetivação de políticas públicas e no momento que o debate sobre a redução da maioridade penal, que é polemico, se coloca na sociedade como uma possibilidade de acontecer, o próprio estatuto pode cair por terra até por desconhecimento da própria sociedade. O estatuto prevê responsabilização para juventude, como muitos não sabem. Lançamos uma frente com mais de 20 entidades filiadas contra a redução, e trazemos elementos para a realidade dessa violência que precisa ter resposta, mas não compactuamos com o argumento de que o jovem precisa ser responsabilizado, ninguém quer passar a mão na cabeça, mas não é reduzindo a idade penal que essa violência vai diminuir” enfatiza.

Com informações da assessoriade imprensa

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