Entidades policiais veem momento triste para toda Polícia Civil

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“A condição de ser policial, independente ou não de estar em serviço, já representa essa condição de perigo”, avalia o presidente do Sinpol (Foto: arquivo/Portal Infonet)

A morte dos policiais civis Marcos Luis Morais e Fábio Alessandro Pereira Lopes, ambos com 47 anos, gerou bastante comoção e revolta em algumas entidades policiais. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), o crime representa um dos momentos mais trágicos da história da Polícia Civil em Sergipe. Já a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol/SE) diz que o momento é de grande consternação e pede união de todos os setores da sociedade.

O presidente do Sinpol, Adriano Bandeira, afirma que momentos tristes como este é o perigo se mostrando na prática só pela condição de ser policial. Ainda segundo ele, o local do crime foi uma “cena de brutalidade”. “Infelizmente a criminalidade tem crescido muito. A condição de ser policial, independente ou não de estar em serviço, já representa essa condição de perigo”, avalia.

Presidente da Adepol, Isaque Cangussu (Foto: Ascom/Adepol)

Ainda de acordo com Bandeira, a entidade está de coração aberto para os familiares das vítimas e acompanhando de perto as investigações. “Esse é o momento em que nós precisamos dar as mãos para que uma resposta seja dada e a criminalidade perceba que ela não vai prevalecer no estado de Sergipe. A Secretaria de Segurança terá dos policiais civis a cobrança necessária até que essa resposta venha”, destaca Adriano. 

Já o presidente da Adepol/SE, Isaque Cangussu, diz que o momento é de grande consternação para a Polícia Civil. “Estamos todos consternados. Somos solidários às famílias, aos colegas e amigos dos agentes. A Polícia é a última barreira contra a criminalidade. Quando a Polícia passa a ser vítima, faz-se necessária uma profunda reflexão sobre violência e segurança pública”, diz Cangussu.

Ainda segundo o presidente da Adepol, neste momento é preciso conclamar a união. Não só a união dos integrantes das forças de segurança, mas também da sociedade. “Precisamos que a sociedade nos apoie. Infelizmente momentos como este ocorrem. Ninguém sai para trabalhar pensando que vai morrer, mas este risco na vida do policial é constante. Esperamos por parte da população esta união e também o reconhecimento do trabalho policial para a garantia da ordem pública e da paz social”, ressalta Cangussu.

O crime

A Secretaria de Segurança Público (SSP) informou que o delegado-geral da Polícia Civil, Tiago Leandro, está coordenando diretamente as investigações que apuram o homicídio de dois policiais civis ocorrido na manhã desta quinta-feira, 17, na cidade de Umbaúba. Os agentes da Polícia Civil trabalham em unidades do interior do Estado e foram identificados como Marcos Luis Morais e Fábio Alessandro Pereira Lopes.

por João Paulo Schneider 

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