Família de criança morta acusa PM

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Corpo da criança está sendo velado na residência da família

Na tarde do último domingo, 20, após o jogo da seleção brasileira, uma criança de três anos foi atropelada na avenida Rio Grande do Sul, localizada no bairro Siqueira Campos, zona norte da capital sergipana.

O crime chocou os moradores do local que presenciaram o acidente. Jordan Levi Monteiro estava nos braços da avó, identificada como Josefa Maria de Oliveira, de 63 anos,conhecida como “Zefinha” quando um veículo em alta velocidade atingiu as duas vítimas.

Muito abalada e a base de medicamentos, a mãe da criança, Ana Lúcia Monteiro, lembra que no momento do crime a avó não pode fazer nada. “Ela tava com o neto nos braços já chegando à calçada, quando o carro pegou os dois e jogou Jordan a metros de distância”, lamenta.

Segundo Ana, o motorista do veículo que atropelou  a criança e a avó era um policial militar. “Ele é conhecido como ‘Sargento Sarapião’ e segundo as pessoas que estavam no local, ele parecia está bebendo”, relatou.

Mãe da criança diz que o motorista do veículo que atropelou o seu filho era um policial
Ainda segundo Ana, o policial chegou a parar no local, mas como as vítimas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ele não prestou socorro. “Os vizinhos ligaram para a Samu que levou os dois para o hospital, depois soube que ele ficou parado um tempo  e depois foi embora dizendo que não ia acontecer nada porque ele era policial”, comentou.

Velório

O Corpo de Jordan está sendo velado na casa da família e será enterrado na tarde dessa segunda-feira, 21. “A avó dele continua no hospital e passará por uma cirurgia, pois a informação que tenho é que ela quebrou a clavícula. Ela ainda nem sabe que o neto morreu, preferimos não contar para o estado de saúde não piorar”, conta a filha.

Polícia Militar

Moradores queimaram pneus em protesto a falta de quebra-mola
De acordo com o assessor da polícia militar,capitão Donato, o caso será investigado dentro do que determina a lei. “Houve um atropelamento com morte, certamente essa morte vai ser registrada em uma delegacia, onde se abrirá um inquérito para apurar o que houve, diante do que for constatado nesse inquérito, ele irá responder junto a Justiça”, informou Donato.

O assessor ainda ressaltou que não existirá nenhum tipo de proteção por parte da polícia militar. “Primeiro o Comando Geral lamenta profundamente a morte dessa criança e gostaria de informar que ainda não fomos comunicados oficialmente, mas se existir a necessidade de realizarmos algum tipo de levantamento a polícia militar irá fazer dentro do que manda a lei, sem nenhum tipo de proteção”, finalizou

Manifestação

Paulo mora na avenida há 29 anos
Na manhã dessa segunda-feira, 21, moradores do local realizaram uma manifestação, queimando pneus em protesto ao grande número de acidentes que acontecem na avenida Rio Grande do Sul. “Isso aqui é um perigo constante, pois faz medo qualquer pessoa atravessar, seja criança, jovem ou idoso. Os motoristas não respeitam e só passam aqui correndo muito”, comentou o morador Paulo Matos.

Paulo que mora no local há 29 anos comentou que por diversas vezes solicitou junto aos órgãos competentes, a colocação de quebra-molas em vários pontos da avenida. “Essa não é a primeira morte aqui e também essa não é a primeira manifestação. Quantas pessoas mais terão que morrer para que alguém possa olhar para essa situação?” Questionou.

O morador explicou que a queima de pneus é apenas uma forma de atrair a atenção. “ Estamos fazendo essa manifestação de forma pacífica sem criar riscos para as pessoas. Isso foi apenas uma forma de atrair a atenção da imprensa, que é a porta voz do povo” ressaltou.

Uma viatura da Rádio Patrulha e agentes da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito(SMTT) tiveram no local para organizar o transito e evitar qualquer tipo de confusão.

Por Alcione Martins e Kátia Susanna

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