Família de Manuleke quebra o silêncio e nega estupro

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Daniel Manuleke (Foto: Rede Social)

Na manhã desta quinta-feira, 14, a equipe do Portal Infonet conversou com o advogado do suspeito de estuprar uma adolescente, de 12 anos, durante um retiro evangélico. O fato, segundo a polícia, ocorreu durante o Carnaval no município de Salgado. Mais de um mês do fato, a família de Manuleke quebrou o silêncio e divulgou uma nota por meio do advogado, Aurélio Belém, onde garante a inocência do jovem, de 18 anos.

Em um dos trechos os pais afirmam que “A falaciosa denúncia que motivou todo esse alarde demorou dez dias para ser feita. Envolveu interesses de caráter ético reprovável, que hoje já são amplamente conhecidos”.

Os pais dizem ainda que Daniel é alvo de preconceito “Lamentamos a dureza do preconceito que se expos com este episódio e do qual Daniel também é vítima”.  E acrescentam que informações ainda serão fornecidas. “O inquérito ainda não está concluído e informações mais detalhadas ainda serão fornecidas, tornando a verdade cada vez mais óbvia”.

O advogado Aurélio Belém 

A equipe do Portal Infonet entrou em contato com o advogado da família da adolescente, mas até o fechamento da matéria não teve êxito.

Foragido

Questionado sobre quando Daniel Manuleke será apresentado a polícia. O advogado Aurélio Belém afirma que não existe uma data agendada e que isso depende do estado de saúde do jovem, de 18 anos.

Invasão

Outra denúncia que foi prestada a polícia, segundo o advogado Aurélio Belém, é de uma suposta invasão a residência dos pais de Manuleke. Segundo o advogado, com a exposição os pais temem pela segurança da família.

Os detalhes sobre a invasão a casa dos pais de Daniel na noite da última terça-feira, 12, não foram divulgados pelo advogado que garantiu já ter prestado um Boletim de Ocorrência (BO) e enfatizou que a família que foi obrigada a mudar às pressas.

Nota na íntegra

“Nossa família, há alguns dias, sofre e chora com tantas palavras duras e exposição pública. Nosso amado filho Daniel Manuleke foi sumariamente “julgado e condenado” pela opinião pública, por atos que não cometeu, sem oportunidade de se defender. Nosso silêncio até o momento foi resultado do estado de choque oriundo do espanto diante de tantas inverdades, bem como pelo respeito ao sigilo, porém, agora não podemos mais permanecer calados, pois, O NOSSO FILHO É INOCENTE. Daniel foi adotado bem pequeno, em uma missão humanitária na África que tinha o objetivo de cuidar de crianças órfãs da guerra civil. Era um menino doce, prestativo, e mesmo doente, insistia em ajudar a todos da enfermaria. Ali, nas condições em que se encontrava, teria poucas chances de sobreviver. Daniel veio para o seio de nossa família, nosso primeiro filho, foi acolhido, cuidado e sempre nos deu muitas alegrias. Foi uma criança tranquila e fácil de lidar. Os irmãozinhos nasceram e Daniel se tornou para eles uma importante referência, que nos está fazendo muita falta. O que se tem alardeado sobre nosso filho não corresponde a verdade. A história mostra que ditadores sanguinários já foram aclamados e inocentes já foram crucificados por propagação de boatos repletos de preconceito. Não conseguimos entender o motivo de tamanha caça ao Daniel, a sua foto foi espalhada aos quatro cantos da rede mundial, como se o nosso filho fosse o procurado n.º 01. Daniel sempre teve muitos amigos, e, nestes dias de aflição e dor, o que nos conforta e dá força são as inúmeras declarações de apoio que temos recebido. Professores, amigos e vizinhos têm chorado conosco. A falaciosa denúncia que motivou todo esse alarde demorou dez dias para ser feita. Envolveu interesses de caráter ético reprovável, que hoje já são amplamente conhecidos. Apesar disso tudo, seguimos acreditando na Justiça Sergipana, por isso queremos um processo isento, transparente e imparcial. Aproveitamos para dar o nosso carinho a todas as famílias que abraçaram a adoção, a todos os africanos que escolheram o Brasil e Sergipe como casa, a todas as pessoas vivendo com HIV. Lamentamos a dureza do preconceito que se expos com este episódio e do qual Daniel também é vítima. O inquérito ainda não está concluído e informações mais detalhadas ainda serão fornecidas, tornando a verdade cada vez mais óbvia. Infelizmente, quando esse momento chegar, talvez grande parte do dano já causado aos adolescentes envolvidos seja irreparável. Todos os dias rogamos a Deus que proteja nosso amado filho, nossa oração é para que Deus ilumine o coração dos que acusam Daniel, a fim de que a verdade seja alcançada”, assinam os pais de Daniel, David Oliveira de Souza e Ana Débora Santana.

Por Kátia Susanna

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