Família de rapaz usuário de crack ainda não procurou DAGV

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Casal esteve na delegacia plantonista(Foto: Portal Infonet)
Jorge Eduardo Barbosa, que esteve na Delegacia Plantonista na companhia da esposa, na manhã de quarta-feira, 26, buscando ajuda para o sobrinho Marcos Vinícius, 30 anos, que é usuário de crack, ainda não conseguiu registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Apoio aos Grupos Vulneráveis (DAVG).

Segundo Jorge, a avó de Marcos, que tem 88 anos de idade, não permite que a família busque ajuda policial. “Eu não sei o que fazer, porque a própria mãe de Marcos chama a polícia toda vez que ele começa a aprontar, mas na hora que os policiais chegam minha mãe [avó de Marcos], passa mal, pede para não fazer nada, tem vergonha do escândalo”, explica.

Jorge ainda revelou que a super proteção da avó acaba prejudicando ainda mais ao jovem. “Ela fica com pena dele, mas ele está em uma fase terrível. O carro dela já foi completamente depenado. Ele já roubou dois estepes, o som, as caixas de som. Tudo que pode arrancar do carro ele já tirou para trocar pelas drogas”, lamenta.

De acordo com o tio de Marcos, o jovem completou o ensino médio e já chegou a trabalhar. “ Ele fez cursos, tudo pago pela minha mãe, e trabalhou em dois lugares, mas acabou saindo justamente por causa do vício. As pessoas tinham medo e colocavam ele para fora. Sem contar os amigos que apareciam atrás dele, todos bastante suspeitos”, explica Jorge.

Mesmo com a resistência por parte da avó de Marcos, Jorge garante que deverá procurar ajuda no DAGV. “Nem que seja uma ajuda para ela também, já que ela precisa entender que não podemos mais aguentar essa situação dentro de casa. Esse menino vai destruir tudo. Dei um prazo para a mãe dele procurar a delegacia, se isso não acontecer eu mesmo irei buscar essa ajuda”, finaliza Jorge.

Por Alcione Martins

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