Familiares de motociclista promovem caminhada pela paz

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Familiares levaram faixas e banner para a caminhada (Fotos: Portal Infonet)

Familiares e amigos do motociclista Marcelo Santos Panicé, que faleceu após uma briga de trânsito no último dia 20, seguiram em marcha até a avenida Beira Mar pedindo paz no trânsito. A caminhada partiu da Paróquia Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, no conjunto Leite Neto, na noite desta quinta-feira, 2. Segundo Bruno Panicé, irmão de Marcelo e organizador do evento, o objetivo da caminhada é promover a conscientização dos motoristas.

“Assim como aconteceu com meu irmão, pode acontecer com qualquer um. Por isso, depois da enorme proporção que o caso tomou, as pessoas foram se sensibilizando a aderiram à nossa causa através da internet e também pelo que foi noticiado na imprensa. Queremos pedir paz no trânsito, para que as pessoas respeitem umas às outras”, diz Bruno. A caminhada contou com a escolta de unidades da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).

Fabiano Andrade, que estava em companhia de Marcelo no momento do acidente, relata o sentimento de parentes e amigos. “É muito triste ver seu amigo morrer dessa forma, testemunhar tamanho desrespeito. Eu estava com ele, eu avisei a família e mal consegui falar por causa da emoção”, expõe.

Morte

Concentração aconteceu na Paróquia do conjunto Leite Neto

Fabiano descreve o momento em que Marcelo foi vitimado. “Nós vínhamos da praia passando pelos carros. Quando Marcelo tentou ultrapassar o carro dele, ele [Marcos Paulo Santana Souza, preso em flagrante por homicídio por ter provocado o atropelamento] puxou o carro para cima de nós. Nisso ele atropelou Marcelo, e quando nós descemos pra ajudar, ele saiu do carro dizendo que estava armado. O ônibus fechou o carro dele para que ele não fugisse, e então a polícia chegou”, conta.

Marcelo Santos Panicé chegou a ser atendido pelo Serviço de atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). “Ele chegou ao hospital já desacordado, e foi ligado nos aparelhos. Segundo o médico, ele ainda conseguiu resistir algumas horas por que era jovem e forte, senão teria morrido na hora”, lembra Bruno Panicé.

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